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Reproduzimos a apresentação.

Chegamos à 20ª edição desta nova época da revista Correio Internacional. O tema escolhido para esta edição é a América Central, cujos países estão passando por intensos processos de luta de classes. Uma região em que a LIT-QI já conta com quatro décadas de militância e na qual manteve presença ativa.

A América Central vive hoje uma situação muito rica em lutas de massas e importantes processos políticos. Nesta revista, junto com as informações e análises do que acontece na atualidade, também abordamos os processos históricos que precederam esses fatos e que em grande parte os explicam.

Em particular, a aguda contradição entre a profundidade das lutas de massas (muitas vezes heroicas) e as direções dessas lutas, que as traíram e as levaram à derrota. Foi o caso das direções da FSLN e da FMLN nos anos 80, com as revoluções na Nicarágua e em El Salvador, respectivamente.

Essa contradição se repete na atualidade. Por exemplo, a política de capitulação de Manuel Zelaya e LIBRE em Honduras (acompanhada pela maioria da esquerda do país), ou com as profundas vacilações das direções sindicais costarriquenhas para levar a fundo a grande greve dos funcionários públicos contra o “plano fiscal” aplicado pelo governo do PAC. Levando em conta todos esses fatores, o artigo que abre a revista tenta dar uma visão geral da região.

Por causa da importância que tem tido e tem nos debates dentro da esquerda, dedicamos à Nicarágua um dossiê de cinco artigos que abordam a atualidade, um relatório sobre a repressão, a influência da direção castrista cubana no curso da FSLN, a história da Brigada Simón Bolívar e como o processo da revolução nicaraguense teve impacto nas organizações trotskistas daqueles anos.

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Sobre a Costa Rica, incluímos dois artigos: um refere-se à grande greve dos funcionários públicos e outro sobre o contexto econômico-político geral do país em que esta luta acontece. Também incluímos dois artigos sobre El Salvador: o primeiro é um balanço de dez anos do governo da FMLN e o segundo se relaciona à figura e posições de Salvador Cayetano Carpio, o “Comandante Marcial”, que se opunha à capitulação da FMLN.

A análise dos processos dos países da região se completa com um artigo sobre Honduras e o papel profundamente negativo de Manuel Zelaya e do LIBRE e outro sobre a crise do governo de Jimmy Morales, na Guatemala, um “novo rosto” da burguesia do país, que rapidamente se desgastou.

Finalmente, no período em que fechávamos esta edição, foi preso Daniel Ruiz, operário petroleiro e dirigente do PSTU da Argentina, como expressão da perseguição do governo de Mauricio Macri contra os lutadores e em particular contra a organização da LIT-QI no país. Igualmente lembramos que há um mandado de prisão contra Sebastián Romero, operário demitido da General Motors e também militante do PSTU. Por isso, incluímos o chamado para desenvolver uma campanha internacional pela liberdade de Daniel e o fim da perseguição de Sebastian, e os primeiros resultados já alcançados.

O EDITOR