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Apresentamos a 23ª edição de nossa revista Correio Internacional, dedicada à revolução chilena, um processo que atualmente é o mais avançado da América Latina e talvez do mundo.

Todo processo revolucionário, com a intensidade do que vive o Chile, nos apresenta a necessidade de um estudo aprofundado para entender e atuar sobre ele. Em primeiro lugar, baseado nas experiências revolucionárias do passado e em seus ensinamentos teóricos, políticos e programáticos. Nesse contexto, devemos atualizar esse capital acumulado e, se necessário, corrigi-lo. Em segundo lugar, localizá-lo no contexto mundial e regional em que ocorre, ver as linhas comuns com outros processos e sua combinação com as especificidades nacionais.

Nesta revista, fizemos um esforço de elaboração para tentar abordar cada um desses aspectos. No artigo “América do Sul: notas sobre o momento atual” são analisados ​​os processos econômicos, sociais e políticos do continente. Em outros três (“O Chile acordou”, “Os principais acontecimentos desde 18 de outubro” e “Mulheres na revolução: II Encontro Plurinacional das que lutam”) são apresentados os principais fatos ao longo desses meses.

No artigo “A vanguarda da revolução chilena” são analisados ​​os setores que estão na vanguarda da luta e, em “Perspectivas da revolução chilena”, os elementos que se combinam na situação e sua possível dinâmica. Por outro lado, em “O que fazer frente a assembleia constituinte?”, o debate sobre esta questão chave do processo chileno é abordado.

Também incluímos dois artigos históricos para entender a gênese da realidade atual. O primeiro (“Por que o golpe de Pinochet triunfou?”) explica o fracasso da suposta via pacífica para o socialismo proposto pelo governo de Salvador Allende. O segundo (“A ditadura de Pinochet e a transição pactuada”) enfoca os acordos políticos entre a ditadura e a maioria dos partidos da oposição, na década de 1980. Também refletimos brevemente outras lutas no continente, em um artigo sobre a Colômbia.

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Finalmente, expressamos as propostas do MIT chileno e da LIT-QI na declaração “Parar o roubo! Por um plano econômico de emergência!” e lançamos uma campanha nacional e internacional pela liberdade dos presos políticos e pelo fim da perseguição a María Rivera, advogada de direitos humanos e dirigente do MIT.

O objetivo final desse esforço de elaboração não é apenas entender melhor o processo chileno, mas intervir nele, ajudá-lo a avançar e difundi-lo por todo o mundo. Nesse sentido, em primeiro lugar, esperamos que esta edição seja útil para a militância da LIT. Segundo, para os muitos ativistas e lutadores do mundo que veem com esperança e se sentem refletidos nesta revolução. Finalmente, e esse seria seu objetivo central, que seja uma ferramenta útil para os milhares de lutadores chilenos que estão procurando o melhor caminho para seguir, no calor dos combates.

O EDITOR