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Ante a profunda crise que o país vive a partir da escandalosa ata secreta que o governo nacional assinou pelas costas do povo, a qual atenta contra o patrimônio e a soberania do povo paraguaio e os posicionamentos assumidos por diferentes setores políticos e sociais sobre a crise, nos dirigimos aos trabalhadores e à opinião pública para expor o seguinte:

1. Reafirmamos nossa posição de rechaço ao Acordo entreguista assinado em segredo pelas costas do povo por parte dos governos de Mario Abdo Benítez e Jair Bolsonaro. Este acordo que contemplava a entrega de nossa soberania energética e perdas para o patrimônio de nosso país representa, claramente, uma alta traição à pátria.

2. A crise política desatada a partir deste escandaloso acontecimento, ainda não está encerrada. À implicância direta na prática de tráfico de influência que envolvem o vice presidente Hugo Velázquez, somam-se agora as informações jornalísticas que afirmam que o presidente Abdo Benítez sabia de tudo que foi negociado desde seu início, e pressionou o ex presidente da ANDE para que assinasse a Ata, o que significa que é o principal responsável desta alta traição.

3. Ratificamos que estes fatos de Alta Traição à pátria merecem a destituição direta através de um julgamento político, tanto do presidente Abdo Benítez como do vice-presidente Velázquez.

4. Repudiamos a atitude rasteira, oportunista e servil de um setor da direção sindical, que, sem nenhum pudor, manifestou seu público apoio a este governo entreguista. As Centrais Sindicais que foram dar seu apoio ao governo são: CUT, CPT, CGT, CNT.

5. Lamentamos que a Federação Paraguaia do Transporte, que vinha tendo posicionamentos coerentes e consequentes com a luta pelos interesses da classe trabalhadora, tenha aderido a esta vergonhosa atitude, que é dar o apoio a um governo entreguista e violador tanto da soberania nacional como dos direitos e interesses da classe trabalhadora.

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6. Aos sindicatos filiados a estas centrais traidoras que mais uma vez apoiam nefastos governos, chamamos que, no mínimo, peçam explicações a estes pseudo dirigentes. Por último fazemos um chamado a todos os trabalhadores para mobilizar-nos e acompanhar todas as mobilizações orientadas para exigir o julgamento político e prisão para os responsáveis de traição à pátria.

Confederação da Classe Trabalhadora [CCT].

Assunção, 7 de Agosto de 2019.

Tradução: Lilian Enck