Candidaturas Independentes impulsionadas pelo PST reúnem os requisitos para sua inscrição.


 


 

Com o impulso do PST foram apresentadas ao Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) duas candidaturas independentes à Assembleia Legislativa, uma pelo Departamento de Francisco Morazán sob a denominação ‘Candidatura Independente Socialista’(CIS), que tem como candidato titular o advogado Fredin de Jesus Funes e como suplente a professora Devora Mejia; e outra pelo


Departamento de Yoro, denominada oficialmente ‘Candidatura Independente Campesina e Popular’ (CICP), que leva como titular a dirigente campesina Magdalena Morales e como suplente o professor Juan Romero.




Em ambos os casos, o PST conseguiu superar a meta de assinaturas requerida, como pode-se ver no quadro abaixo:



Candidatura independente


Assinaturas requeridas


Assinaturas obtidas


Data de Entrega ao TSE


CIS (Fredín Fúnez)


6.053


14.459


31 / 05 / 2013


CICP (Magdalena Morales)


2.360


2.456


01 / 06 / 2013



As assinaturas foram coletadas em locais públicos como parques de Tegucigalpa e El Progresso, universidades públicas, centros de trabalho, assembléias campesinas e populares, e a nível individual. Junto com as assinaturas foi entregue a toda a documentação que requer a Lei Eleitoral e das Organizações Políticas.



Conquista histórica



Sem dúvida foi uma conquista histórica para o PST ter conseguido superar o número de assinaturas exigido pela Lei Eleitoral, sobretudo por fazê-lo numa situação de escassez de recursos, inclusive em condições de perseguição judicial como é o caso da companheira Magdalena Morales, a candidata por Yoro. Não teríamos conseguido atingir a meta imposta pela anti-democrática Lei Eleitoral se não fosse pelo amplo apoio que tivemos de outros partidos descontentes com seus próprios candidatos, e pela disciplina de nossa militância.



Porém começam os obstáculos



Apesar do que foi dito, no processo de validação das assinaturas apresentadas, o TSE começou a aplicar critérios totalmente anti-democráticos, que começou por anular todas as rubricas feitas com a impressão digital por pessoas analfabetas. Este procedimento anti-democrático é discriminatório e excludente, e por isso foi contestado formalmente pela representação legal destas candidaturas. A julgar por declarações de membros do TSE, no sentido de que serão muito ‘duros’ na admissão de candidaturas independentes, dado que têm um elevado custo econômico, tudo indica que às nossas planilhas serão aplicadas medidas que limitariam o direito dos companheiros.



Até o momento de escrever este artigo não haviam sido admitidas as inscrições de nossas candidaturas, o que será efetivo até finais do mês de julho deste ano, porém desde já estamos alertas ante as prováveis manobras antidemocráticas do TSE.



Candidaturas a serviço das lutas



Vale a pena reiterar que o objetivo principal do PST não é ter ‘cotas de poder’ no próximo governo, mas sim aproveitar o exercício eleitoral para contribuir com a formação de uma consciência de classe na população, mostrar o caráter antidemocrático dos processos eleitorais da burguesia, contribuir com a mobilização dos distintos setores oprimidos e explorados da população e construir nosso partido neste contexto.



Nesse sentido, as candidaturas impulsionadas pelo PST estão a serviço das lutas operárias e populares e contra o regime de Lobo Hernández.



Tradução: Thais Moreira