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A luta liderada pela Plataforma em Defesa da Saúde e Educação permitiu o desenvolvimento de um ascenso do movimento de massas caracterizado pela participação nas manifestações de organizações gremiais da classe trabalhadora, o campesinato, o movimento estudantil, e da população em geral.

O processo aprofundou-se com a greve no transporte de carga pesada, e da greve dos “fuzis caídos” por um setor de elementos policiais. Não há dúvida do que o eixo central da crise propõe – a saída de JOH do assento presidencial. Esta oportunidade só se apresentou no passado recente durante o processo insurrecional contra a fraude eleitoral.

Hoje a Plataforma é um referencial de luta a nível nacional que conseguiu em duas ocasiões fazer o governo retroceder. Estas vitórias rejeitaram a correlação de forças que vinha favorecendo o regime. Demonstrando que o caminho é a luta, mas não qualquer uma, e sim aquela que prioriza o acionar das bases, como fizeram os professores, médicos e os demais setores que se somaram.

Agora, com a ajuda dos dirigentes traidores o governo conseguiu instalar um diálogo “estilo JOH” que reprime e começa as sanções contra os docentes. O mesmo em relação aos policiais sublevados. O diálogo e a repressão de JOH devem ser derrotados, já que é uma tática para desmobilizar os setores da saúde e educação, ainda mais agora que a população exige diretamente sua saída. Não podemos baixar a guarda, os triunfos podem retroceder se não apontarmos diretamente à origem de nossos males, que são JOH e seu regime criminoso e assassino.

A Plataforma deve converter-se em uma ferramenta de luta contra a ditadura. Devemos superar o discurso de que a luta “é só gremial” e dar um salto qualitativo. Não há triunfo gremial, sem derrota política. A crise na polícia somente demonstra o nível de descalabro a que chegou o regime, incapaz inclusive de controlar as forças repressivas. Em meio a duras divisões e pressões até na mesma burguesia.

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O Partido Socialista dos Trabalhadores propõe:

  1. Que a Plataforma convoque uma SEGUNDA ASSEMBLÉIA NACIONALpara reorientar a luta em relação às mudanças na conjuntura. Esta nova etapa de luta não pode ser concebida sem a incorporação de outros setores, e essa unidade implica somar suas demandas, mas também somá-los à organização e à tomada de decisões.
  2. Que todos os setores em oposição ao regime de JOH construamos uma PLATAFORMA NACIONAL DE LUTA CONTRA A DITADURA. Para essa tarefa é fundamental que as plataformas departamentais de saúde e educação aglutinem ao seu redor todos os setores em oposição ao regime. Organizando a partir dos centros de trabalho e estudo, as ocupações e mobilizações. Somente um processo com democracia interna, com independência de classe e com um programa unitário pode nos levar à vitória.
  3. Adaptar um programa que tenha como consigna central: A SAÍDA DA DITADURA, Fora a intervenção imperialista! Ruptura dos acordos com o FMI! Assembleia Nacional Constituinte! Liberdade para Rommel Herrera e todos os presos políticos! Por um novo modelo de saúde e educação a favor do povo hondurenho! Contra as privatizações! Contra o desemprego e a pobreza! E por melhores condições trabalhistas!
  4. A organização de uma Paralisação Nacional Indefinida até a saída definitiva do governo. Se o movimento de massas desenvolve sua capacidade de organização e mobilização, a queda do governo – JOH – estaria proposta objetivamente.

Fora JOH!

Fora o imperialismo Ianque!

Partido Socialista dos Trabalhadores-Honduras

Liga Internacional dos Trabalhadores Quarta Internacional [LIT-QI]

Tradução: Lilian Enk