Em 18 de setembro, Sergei Dylevsky, membro do Presidium do Conselho Coordenador (da oposição) e dirigente do comitê de greve da MTZ, foi libertado. Desde a manhã, várias dezenas de pessoas se haviam reunido perto do centro de detenção provisória em Zhodino, para recepcionar seus parentes ou apoiar os ativistas libertados.

 

Sergei foi libertado por volta das 10h30. Ele foi recebido com abraços. O ativista deixou os portões do centro de detenção provisória, abraçou seu filho e se dirigiu à sua casa. Sergei parecia bem, sorridente.

A hora do julgamento   

O juiz foi o vice-presidente do Tribunal de Fábrica, Ostapenko. Havia um bom advogado e um grupo de apoio. Ulyana se portou bem, e as perguntas à testemunha transformaram o tribunal em uma farsa e circo absolutos. A testemunha nem mesmo soube indicar o bairro e a rua em que haviam ocorrido as prisões, sugerindo que teria sido na marcha de mulheres, embora 80% dos presos fosse do sexo masculino! A “testemunha” sequer conseguiu responder à pergunta de Ulyana sobre como ela estava vestida no momento da prisão. Nossas ações no tribunal tiveram tal impacto no juiz que ele decidiu sacrificar o almoço e encerrar o “espetáculo” a qualquer custo, para que deixássemos o tribunal o mais rápido possível. Eles deram uma multa de 20 unidades-base.

Iremos apelar da decisão! Libertar todos é o mais importante.

A luta continua!

Tudo de acordo à “lei”

No território da fábrica, no dia 11 de setembro, por volta das 11 horas, um dos membros do comitê de greve da MTZ, Vadim Payvin, foi sequestrado em seu local de trabalho e levado para o departamento de polícia do distrito de Partizanskiy. Ele foi acusado de violação do Artigo 23.34 por participar de uma manifestação em 24 de agosto perto da entrada da fábrica. O julgamento de Vadim ocorreu no dia 14 de setembro, às 16 horas. Com a ajuda do fundo de solidariedade, um advogado foi disponibilizado para defender o colega. A sessão durou mais de uma hora. Por parte da acusação, a testemunha era um agente das forças de segurança, que prestou depoimento por videoconferência e usando uma máscara, o que é extremamente indecente. Como é possível tomar depoimento de tal falsa testemunha? A sessão foi encerrada por que a energia elétrica foi desligada, e a juíza anunciou que estava enviando o protocolo para revisão à delegacia. As 72 horas de detenção provisória terminaram e a polícia foi obrigada a libertá-lo. Nas condições atuais, é uma vitória!

Me dê motivo

Esse mesmo funcionário da planta de cabines e também membro do comitê de greve da MTZ, Vadim Payvin, foi demitido no dia 17 de setembro por falta ao trabalho. É só dar o menor motivo para demitir um ativista, e a direção o faz sem hesitação. É assim que pensam os patrões: (Alguém que luta pelos direitos dos operários, deve ser removido! Os operários não deveriam ter direitos, somente medo perante os patrões). Pela mesma falta ao trabalho, o alcoólatra Vaska não foi despedido, afinal, ele não luta por direitos e nem precisa deles, porque fecha os olhos quando é necessário e vai trabalhar no lugar de três em 2 turnos a fio.

O Belprofmash é “sindicato” só de nome

Nos últimos dias os funcionários da fábrica de tratores começaram a desfiliar-se do “sindicato” da Belprofmash. A razão é a falta de disposição dos representantes deste “sindicato” em proteger os direitos dos trabalhadores. São solidários com a política patronal de que os empregados não devem ter direitos, exceto um: o de trabalhar a todo custo. Os funcionários que se desfiliaram deste “sindicato” da belprofmash estão ingressando ativamente no sindicato independente REP. Esse sindicato, claro, não vai subornar os trabalhadores com assistencialismo material, como faz o belprofmash, mas vai defender os direitos dos trabalhadores, que é o que um sindicato deve fazer.