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Para enfrentar o plano de Trump, Milei e o FMI, apoiado pelo peronismo: Todos à Marcha!

Unificação das lutas populares: a resistência contra a opressão e a construção de um futuro sem exploração.

PSTU Argentina

setembro 19, 2026

O Governo, manchado por causas de corrupção, rejeitado pela maioria da população e em uma crise crescente, se mantém em seu lugar e continua nos atacando. O dano que faz terá custos que durarão décadas, para nós e o futuro de nossos entes queridos, nossos companheiros de trabalho e do bairro, e para a liberdade da Argentina. Deveríamos estar preparando sua saída antecipada do governo. No entanto, continua lá, graças ao apoio direto de Donald Trump. Mas não está sozinho. A maioria dos governadores, radicais, do PRO ou peronistas, continuam negociando com ele. O peronismo como um todo (além de críticas eleitoralistas), o apoia. E a liderança sindical avaliza diretamente, ou o “deixa fazer”. Tomar a luta em nossas mãos As lutas contra as demissões (como na Mirgor de Terra do Fogo, FATE ou Siat de Avellaneda), os despejos dos povos originários em diferentes pontos, ou a resistência às suas medidas se mantém atomizada, isolada, por culpa dos dirigentes e partidos tradicionais. É necessário algo novo, que possa centralizar as ações e lutas, em um poderoso movimento unitário, sustentado, crescente, contundente, até acabar com este plano e preparar as condições para nos livrarmos de Javier Milei o quanto antes. O sentimento de Malvinas, e sobretudo a jornada de luta nacional que mutilou a Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada (batizada de Lei de extranjerização da Terra na mesma luta), com mobilizações em todo o país e uma resistência encarniçada contra a repressão na Praça Congresso, mostra que há força e vontade por parte dos trabalhadores e do povo. O que não há é uma direção decidida. Temos que construí-la. Não podemos continuar esperando. É hora de lutar. A Marcha da Raiva: um passo necessário Por iniciativa de Myriam Bregman e vários partidos de esquerda (entre eles o nosso) foi realizada uma autoconvocação para preparar uma medida nacional, a Marcha da Raiva. Uma importante reunião na Faculdade de Ciências Sociais decidiu convocar uma mobilização em Buenos Aires e em todo o país. O objetivo é unificar as lutas isoladas, dar-lhes um canal e uma perspectiva de continuidade. Todas as forças de esquerda se uniram (conseguindo uma unidade para lutar que deveria ter ocorrido muito antes). Pode ser um passo muito importante, na medida em que se amplie e tenha um projeto de continuidade. Precisamos construir um espaço amplo e democrático, com a capacidade de conter diferentes setores, convocando até mesmo dirigentes, delegados e ativistas operários, estudantis, populares, sejam peronistas ou mesmo quando rejeitam os partidos políticos. Somar todas e todos à Marcha Não há tarefa mais importante do que preparar esta ação, participar da reunião preparatória no Parque Lezama no dia 5 de setembro às 15h00, e fazer uma forte campanha de agitação e solidariedade com todas as lutas. Apostando em construir em cada localidade um frente único para apoiar os conflitos e para construir uma enorme ação em todo o país, que dê continuidade à luta contra a Lei de Terras de 6 de agosto, para enfrentar e derrotar o Governo. O PSTU está participando de todas as instâncias nas quais tem condições e colocando todos os seus esforços, com uma atitude ampla e unitária, nesse sentido. Vamos à Marcha!! Venha conosco, companheira, companheiro !!

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