Solidariedade com Maksym Shumakov! Basta de perseguição aos ativistas independentes na Ucrânia
Solidariedade com Maksym Shumakov!
A classe trabalhadora da Ucrânia continua resistindo ao imperialismo russo: nas linhas de frente, na retaguarda e no combate de ideias e informações. Mas, como se as dificuldades adicionais provocadas pelos ataques de mísseis e drones, pela instabilidade no fornecimento de energia elétrica e pelas interrupções no abastecimento de água já não fossem suficientes, o próprio governo neoliberal ucraniano frequentemente puxa o tapete do povo ucraniano.
Enquanto o país está mergulhado na guerra, as autoridades atacam descaradamente os direitos trabalhistas e outros direitos, aumentam as tarifas dos serviços públicos, privatizam a educação e outros setores — ao mesmo tempo em que quaisquer “cidadãos particularmente ativos” que resistam firmemente a essa sabotagem em um país devastado pela guerra são submetidos a uma pressão sistemática.
Um caso recente ilustra bem essa situação: a polícia de Lviv enganou Maksym Shumakov — membro da equipe editorial da revista Spilne/Commons e ex-ativista do sindicato estudantil Priama Diia (Ação Direta) — para fazê-lo comparecer à delegacia, onde lhe entregaram uma notificação de suspeita criminal. A polícia já havia pressionado Shumakov anteriormente, quando invadiu sua casa para realizar uma busca, durante a qual confiscou todos os seus aparelhos eletrônicos. Mais tarde, disseram a ele que poderia ir à delegacia solicitar a devolução de seus equipamentos. Em vez disso, não devolveram nada e lhe entregaram uma notificação formal de suspeita.
Maksym é acusado de “divulgar símbolos comunistas” — uma acusação política totalmente arbitrária, utilizada pelas autoridades sempre que precisam silenciar ativistas que se manifestam abertamente. O descaramento desses “agentes da lei” pode ser observado, entre outras coisas, pelo seguinte:
Mesmo considerando a redação exata da legislação, Shumakov não cometeu crime algum. Maksym compartilhou materiais acadêmicos sobre marxistas ocidentais — nem sequer soviéticos! — e também republicou conteúdo de uma publicação britânica de esquerda abertamente pró-Ucrânia. Essas ações são plenamente legais de acordo com a própria lei de “descomunização” mencionada acima.
Assim, a motivação das autoridades torna-se cristalina. Shumakov é alguém que, durante anos, utilizou sua visibilidade na mídia para promover a solidariedade internacional ao povo ucraniano, defendeu a luta anti-imperialista contra a Rússia de Putin, recebeu o apoio da rede de voluntários militares Solidarity Collectives e permaneceu como ativista da Ação Direta. Maksym se recusou a deixar que autoridades corruptas, figurões endinheirados e outros inimigos dos estudantes dormissem tranquilamente.
Além disso, Maksym Shumakov — ao lado de outros corajosos ativistas da Ação Direta — enfrentou o vice-reitor Kachmar, da Universidade Nacional de Lviv, denunciado por assédio sexual; combateu provocadores da extrema direita que tentavam interromper atividades sindicais; e fez campanha pela reforma dos antiquados alojamentos estudantis. E, naturalmente, enxergamos a realidade com clareza: os poderosos, assim como seus serviçais, têm pouca simpatia por pessoas de princípios como Maksym. Os funcionários públicos continuam abraçando de coração a velha máxima burocrática soviética de que “toda iniciativa deve ser punida”. Algum burocrata mesquinho e ressentido poderia muito bem ter apresentado uma denúncia absurda contra Shumakov, assim como algum fascistinha na rua, e a polícia parece disposta a colaborar com eles.
A perseguição de ativistas é inaceitável! Atacar a liberdade de expressão é criminoso! No entanto, os hipócritas do governo, ao mesmo tempo em que condenam os ataques da Rússia à liberdade de expressão, ao jornalismo e à atividade cívica, apoiam essas mesmas práticas na Ucrânia. Mais uma vez, demonstraram sua completa falta de vergonha.
Expressamos nossa solidariedade plena e inequívoca a Maksym Shumakov e exigimos que as autoridades parem imediatamente a perseguição contra este ativista independente! Somos firmemente contrários à perseguição de representantes da sociedade civil! Oprimi-los significa favorecer o Kremlin, desacreditar a Ucrânia perante o mundo inteiro e, acima de tudo, trair cada trabalhador e trabalhadora ucraniana que segue resistindo.




