ter set 27, 2022
terça-feira, setembro 27, 2022

1° de Maio: governe quem governe, os direitos se defendem

Reproduzimos a declaração do sindicato cobas.es

O 1º de maio, “Dia Internacional da Classe Operária”, este ano, coincide com o centenário da greve da Canadiense, a empresa elétrica de Barcelona que depois de quarenta e quatro dias paralisou a cidade e 70% da indústria catalã. Esta greve tornou-se uma das mais importantes greves na história do movimento operário, pois graças à sua luta, conseguiram que fosse reconhecida a jornada de 8 horas de trabalho.

Foi justo sua luta heroica que impôs esses direitos, não foi nenhum governo, mas a unidade e solidariedade da classe operária e do povo de Barcelona, ​​que conseguiu conquistar esse direito para todos e todas as trabalhadoras do Estado Espanhol.

Também marca 30 anos da luta das trabalhadoras da antiga Jaeger Ibérica (hoje Magneti Marelli), onde as mulheres realizaram uma greve de 27 dias para exigir o mesmo salário que os seus companheiros e, no final, conseguiram.

Celebramos este dia de 1°de maio logo depois das eleições gerais, na qual os partidos farão seus conluios para formar governo. Como os e as trabalhadoras da Canadiense e as mulheres da Jaeger Ibérica, devemos entender que é a luta de nossa classe a que deve reconquistar os direitos que nos tiraram desde a eclosão da crise de 2008.

Apesar do tsunami eleitoral que hoje oculta qualquer protagonismo de outras notícias, a realidade de todos os dias continua mostrando o lastro da agora chamada “desaceleração” da economia que vem  acompanhada de mais demissões e conflito social. Eles subiram os Expedientes de Regulamentação do Emprego em sectores como bancos (Santander, Caixa Bank), Alimentação (DIA; Supersol), Indústria (Alcoa, Airbus, Cemex, GM, Ford, Nissan), Energia (Naturgy) e Telecomunicações (Vodafone). Ao que devemos acrescentar o grande ERE encoberto, na Administração Pública.

O encerramento da atividade ou a deslocalização estão na ordem do dia e, embora não existam estatísticas oficiais, os conflitos são cada vez mais recorrentes  motivados pelo não pagamento aos trabalhadores. Um exemplo é Cayfosa (Sta. Perpetua-Vallès) e Altair (Seseña).

Então, governe quem governe, que não fique dúvidas de que temos a obrigação de continuar indo para as ruas, lutar por:

✓ A revogação das reformas trabalhistas.

✓ Para aposentadorias decentes, a cargo dos Orçamentos Gerais.

✓ Contra os despejos, pelo direito a moradia decente.

✓ Contra os EREs e os ERTE’s.

✓ Por um salário mínimo que nos permita viver com dignidade.

✓ Pela igualdade entre homens e mulheres, contra a violência machista.

✓ Revogação da Lei da Mordaça e outras leis repressivas.

O co.bas chama os e as trabalhadoras, estudantes e todos os coletivos oprimidos para participar da Manifestação Unitária do sindicalismo alternativo e de classe.

Tradução: Lena Souza

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