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Agora, é preciso preparar a greve geral

julio 16, 2011

 


Reproduzimos a seguir o manifesto de dirigentes sindicais espanhóis: As massivas manifestações de 19 de junho mostraram o repúdio popular aos planos dos banqueiros, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, planos que nos são impostos pelos governos do PSOE-PP-CIU-PNV, convertidos em puro instrumento do capital financeiro contra nossos direitos mais básicos. O dia 19 de junho deixou também bem claro a rejeição em massa a esta que “chamam de democracia e que não o é”, que despreza olimpicamente a vontade popular.


 

O dia 19 de junho, junto com o 15 de Maio e as inumeráveis manifestações deste último mês e meio mostraram também que é necessário dar um passo a mais na luta, que é preciso preparar a greve geral. Trata-se de unificar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras com o movimento 15 de Maio e propor a luta comum pelas reivindicações operárias e populares e por uma democracia verdadeira, que se apoie na decisão pela base.

 

Este é precisamente o grande desafio atual de todo o sindicalismo alternativo: da CIG galega, da maioria sindical basca, ESK, da CGT, do SAT andaluz, da Intersindical, da IAC catalã, Cobas, Sindicato Ferroviário (SF), da CSM de Madri, da CSI asturiana, de todos aqueles que nestes anos travaram a batalha contra o governo e à burocracia dos sindicatos oficiais. É também o momento para que os filiados/as e delegados/as de base da CCOO e UGT expressem seu espírito de luta, afogado pelo aparato burocrático e, desde a base, somem suas forças na preparação da greve geral. Todo o ativismo sindical combativo deve pôr unitariamente, sem sectarismo algum, mãos à obra.

 

É hora de preparar uma greve geral:

 

-Para barrar os cortes e a privatização da previdência e da educação, para dizer que não reconhecemos no parlamento nenhuma legitimidade para impor os cortes e que só um referendo popular pode decidir se o dinheiro é para pagar aos banqueiros e fundos especulativos uma dívida que não é nossa ou para financiar a previdência, a educação, a criação de emprego e as pensões.

 

-Para defender um plano de choque contra o desemprego, que assegure um subsídio indefinido, a partilha do trabalho, começando pelas 35 horas sem redução salarial e um amplo plano de obras públicas e sociais.

 

-Pela proibição dos despejos, expropriar as centenas de milhares de moradias vazias nas mãos de bancos e imobiliárias e criar um centro público de aluguel popular

 

-Para deixar claro que não vamos parar até a revogação do pensionazo [ataque as pensões], a reforma trabalhista e a da negociação coletiva

 

-Para propor que a nacionalização da banca e das caixas, tirando os banqueiros, para colocar todo o sistema de crédito a serviço da reorganização da economia e da criação de emprego.

 

-Para dizer em voz alta que não estamos dispostos a suportar por mais tempo os privilégios e a corrupção de um sistema político que é um deboche à vontade popular.
 
Assinam:
Rosa Torres, Comitê de Empresa de UPS-Vallecas (Cobas); Román Rustichelli, Comitê de Empresa de TMB (CGT); Alfonso Araque, Corrente Sindical EMT-Madri; Juan Fernández, Junta de Pessoal Prefeitura de Torrejón de Ardóz (Cobas); Guillerma Silva, Comitê de Empresa de Magneti Marellí (Barberá do Vallès) (CCOO); Enrique Pirobe, Comitê de Empresa de Valoriza SA (CGT); Juan Carlos Pérez, Comitê de Empresa de Altair Impresia Ibérica; JosAnt Valverde, Delegado de AtoS (CCOO,Setor informático); Joan Font, Delegado de Gráficas (UGT); Francisco Castro Legazpi, Comitê de Empresa de Atento S.I.A (CGT); Mónica Birrento, Comitê de Empresa SAITEL (CGT); Antonio Garrido, Comitê de Empresa Proazimut; David Pérez Ramos, Vereador de ICT, Os Rosales (Sevilla) e Juan Parodi, Delegado estudiantil Universidade Pablo Olavide (Sevilla)

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