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Todo o processo de acumulação de riquezas por parte da burguesia nacional e internacional, em meio à perda do poder aquisitivo e o empobrecimento real dos trabalhadores panamenhos,

demonstra a natureza predatória e injusta do sistema capitalista, cujo objetivo central é o lucro acima dos direitos humanos de todos os povos.



O processo eleitoral evidencia a corrupção e o desespero das facções da classe dominante: PRD: Partido Revolucionário Democrático, tradicionalmente ligado aos militares, como os generais Torrijos e Noriega; Panamenhistas (Partido burguês de caráter nacionalista), Molirena (Movimento Liberal Republicano Nacionalista e CD (Cambio Democrático, ligado ao ex-presidente e empresário Martinelli) em garantir o controle do Estado para continuar saqueando os recursos nacionais, explorando os trabalhadores e aplicando as políticas neo-coloniais e imperialistas no Panamá. Essas facções não se unem porque não vêem ameaça a sua dominação e qualquer desses partidos que vencer as eleições colocará suas mãos nas tenebrosas forças da ganância capitalista, o atraso social e a influência do imperialismo, principal inimigo da humanidade.



A FAD (Frente Ampla pela Democracia) representa, do ponto de vista tático-organizativo, um avanço positivo no marco da “partidocracia” burguesa, pela presencia de importantes setores da classe trabalhadora, que dão seus primeiros passos na luta política eleitoral. Trata-se de um partido amplo de esquerda, fundado em 2011 e  ligado ao sindicato dos trabalhadores da construção (Sintraccs).

Nesse sentido, a LTS (Liga Socialista dos Trabalhadores) chama a classe trabalhadora panamenha a votar nessa proposta, entendendo que a verdadeira saída para os trabalhadores panamenhos e os setores populares é a revolução socialista e não a co-administração do Estado burguês ou “melhorar o capitalismo mediante reformas”.



Chamamos o voto nos Independentes: Priscila Vasquez, no circuito 8.8 na capital, e o companheiro Felipe Cabezas, candidato a representante pelo setor de Cristóbal, em Colón.



Nem promessas burguesas, nem bandeiras reformistas: Revolução Socialista!

 

A classe operária no poder!

 

Genaro López presidente!



Panamá, 5 de fevereiro de 2014



Tradução: Cecília Toledo