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COORDENADORA UNITARIA DE TRABALHADORES, CAMPESINOS E ORGANIZAÇÕES POPULARES-CUTCOP.

A CUTCOP apoia e chama todo povo trabalhador a aprofundar a paralisação nacional do povo contra a política de terrorismo econômico do governo, a oligarquia e os banqueiros imperialistas do FMI.

O coro de funcionários do governo, economistas e a imprensa a serviço da burguesia felicitam o governo de Moreno pela sua valentia ao emitir o “paquetazo”. Dizem que estas medidas permitirão superar a crise capitalista e não levará ao progresso.

Nós trabalhadores não esquecemos que apresentaram este mesmo discurso quando se sucretizou [NT: referente ao “sucre” antiga moeda do Equador] a dívida dos empresários no governo de Oswaldo Hurtado e quando se decretou o feriado bancário no governo de Mahuat que mergulhou na fome e na miséria milhares de equatorianos e obrigou alguns milhões a migrar e engordou os bolsos dos banqueiros…

O aumento do custo dos combustíveis incrementará em 20% a 30% do custo de vida (alimentos, transporte, medicamentos e serviços). O incremento do diesel em 100% (o dobro) fará com que comer peixe e mariscos seja um luxo. Ao mesmo tempo, mantém os salários congelados e os rebaixam no setor público.

Estas medidas são um genocídio porque incrementarão a fome, a desnutrição, a morte por doenças evitáveis.

O Ministério do Trabalho, para justificar a reforma trabalhista, apresenta de forma cínica que, os empregadores e os trabalhadores são sócios estratégicos. Uma sociedade na qual os empregadores podem despedir com baixas indenizações, obrigar a trabalhar as noites e fins de semana sem sobretaxas, a contratar mão de obra escrava com salários baixos e sem direitos. Querem que regressemos à situação de escravidão de antes da Revolução Juliana de 1944.

Afirma-se que a flexibilização trabalhista é para favorecer os empreendedores. Nós trabalhadores sabemos que os empreendimentos são pequenos negócios familiares de subsistência que não contratam novos trabalhadores.

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Os únicos beneficiados são a grande burguesia e as transnacionais.

Se agora não frearmos a política de terrorismo econômico, mais cedo ou mais tarde, subirá o IVA, privatizarão a educação, a saúde, o IESS e todas as empresas públicas e embolsarão o dinheiro dos créditos internacionais. Ou seja, nos deixarão sem presente e sem futuro.

Sob a muleta de que a paralisação é promovida pelos correistas querem que o “paquetazo” seja aceito. Temos claro que esta política é a continuidade da política da ditadura do decênio, sabemos que, se os trabalhadores não nos colocarmos à cabeça da luta popular, não só os correistas, mas também Nebot, Lasso aproveitarão para posicionarem-se eleitoralmente.

Não podemos permitir que o correismo repita a experiencia argentina para voltar ao poder. Temos que lutar para impor um governo dos trabalhadores, basta de ir atrás dos burgueses.

Com a força dos trabalhadores romper as leis dos exploradores!

Tradução: Lilian Enck.