sáb abr 13, 2024
sábado, abril 13, 2024

Trabalhadores têxteis de Mahalla continuam paralisação.

Trabalhadores da maior fábrica têxtil do Egito fazem greve contra o atraso do pagamento de bônus.

Milhares de trabalhadores do setor público de tecelagem e têxtil da cidade industrial de Mahalla, mantêm sua greve, não respondendo às declarações oficiais, que dizem que suas exigências serão atendidas.

Os trabalhadores começaram a paralisação na quarta-feira, para exigir que seus bônus fossem pagos antes do feriado muçulmano do Eid, o qual dura de segunda à sexta-feira.

Os trabalhadores continuaram sua greve, apesar do ministro do Investimento declarar para a imprensa que os bônus seriam pagos no domingo. “Os cheques de pagamento ainda não foram liberados; nós manteremos nosso protesto até sermos pagos.” afirmou Kamal El-Fayoumi, um operário que se tornou conhecido ao ter um importante papel nas greves que aconteceram antes da queda de Mubarak, segundo a Ahram Online.

Os cerca de 22 mil trabalhadores de Mahalla receberam a promessa de que receberiam um bônus equivalente a 45 dias de salário antes do Eid, como parte de um acordo anterior.De acordo com El-Fayoumi, 12.000 trabalhadores participam da paralisação durante o dia e cerca de 4.000 passam a noite do lado de fora da fábrica.

Os trabalhadores no início deste ano, celebraram um acordo com o governo, que estipulava que os pagamentos de bônus de participação nos lucros em diversas parcelas seriam distribuídos igualmente aos empregados da companhia de tecelagem e fiação.

Duas parcelas foram pagas, uma das quais foi uma resposta a uma outra paralisação que ocorreu em agosto, depois de um atraso no pagamento. A quarta parcela será paga após a reunião da assembleia geral prevista para dezembro.

Uma longa tradição de luta

Os trabalhadores de Mahalla, com uma longa tradição de militância, já fizeram muitas greves, tanto antes como depois do levante de 25 de janeiro de 2011. Eles iniciaram uma onda de ações dos trabalhadores em 2006, e novamente em 2008, o que representou um desafio aberto ao então regime de Mubarak.

Em 2008, a cidade de Mahalla, no Delta do Nilo se tornou o lar dos maiores protestos contra a era de 30 anos do regime de Mubarak.

Começando como uma greve dos trabalhadores, os protestos cresceram e se tornara uma luta generalizada, na sequência de confrontos com forças de segurança. Pela primeira vez, as imagens de um cartaz de Mubarak manchado, espezinhado, circulou na Internet, sinalizando o início da queda do então temido ditador do Egito.

As greves dos trabalhadores de Mahalla, contra o regime do presidente deposto Mubarak, ganharam popularidade e são consideradas por muitos ativistas e analistas no Egito por ter contribuído de forma significativa para a eclosão da revolução de 25 de janeiro.

fonte: http://english.ahram.org.eg/News/83784.aspx

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