Seguindo com o objetivo de socializar a elaboração e as polêmicas programáticas que a LIT-QI vem realizando, apresentamos como debate central, neste número, o que se deu na última reunião do Comitê Executivo Internacional sobre ditadura do proletariado. Ao mesmo tempo, continuamos com a polêmica sobre Frente Única Revolucionária (FUR), iniciada no número anterior, e publicamos um estudo sobre consciência revolucionária e programa.

Além disso, retomamos a seção “Tudo é História”, com a primeira parte de um trabalho sobre a Semana Trágica (insurreição operária ocorrida na Argentina em 1919), realizado por Tito Mainer, novo colaborador de nossa revista, a quem damos boas-vindas.

Neste segundo número de 2019, ano do centenário da fundação da III Internacional, a Internacional Comunista, também queremos homenagear a organização que seguimos considerando (em sua época leninista) o modelo de partido revolucionário mundial

Essa Internacional não existe hoje. Stalin a degenerou e depois a dissolveu em 1943 a pedido de Churchill, o então primeiro-ministro britânico. Tampouco existe hoje a IV Internacional, que se construiu como sua continuidade revolucionária. Porém os quatro primeiros congressos da III, dirigidos por Lenin e Trotsky, nos deixaram um arcabouço programático que conserva grande atualidade. Foram a base sobre a qual foi elaborado o Programa de Transição e são uma das bases de nossa atual elaboração programática.

Rendemos nossa homenagem e nosso compromisso de continuidade com o artigo que abre esta edição da Marxismo Vivo – Nova Época.

Os editores