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No dia 1º de maio vamos lançar o site da revista Marxismo Vivo, disponibilizando todo o seu acervo para consultas e downloads. Leia a apresentação desta nova ferramenta a serviço da elaboração marxista. Visite marxismovivo.org

A primeira edição da revista Marxismo Vivo foi lançada no mês de junho de 2000. Naquele momento, dizíamos: “Por que lançar esta revista? Após as revoluções do Leste Europeu, surgiu um debate entre milhares de lutadores em todo o mundo. No início, era um debate restrito às organizações e aos meios acadêmicos. Mas hoje esse debate penetra, profundamente na revolução equatoriana, na insurreição de Cochabamba, nas greves na África do Sul, nas lutas dos estudantes indonésios, mexicanos …

O que está em discussão? Absolutamente tudo, tanto no campo teórico quanto no político. O caráter dos países do Leste. O papel de Cuba. O papel do imperialismo. A validade da revolução socialista, do partido, da luta de classes, da violência revolucionária… “.

E agregávamos: “Parafraseando a obra de Pirandello, ‘Seis personagens em busca de um autor’, podemos falar sobre milhares de lutadores buscando por um programa. Que programa buscam? Embora inconscientemente, buscam o programa da revolução. No entanto, infelizmente, não se chega da noite para a manhã a esse programa. Entre outras coisas, porque há uma batalha feroz. Não apenas do imperialismo, mas também dos setores que atuam junto com esses lutadores, para impedir que isso aconteça. Muito estudo e pesquisa são necessários para elaborar o programa, mas isso não é suficiente. É necessário também uma polêmica dura “.

Cumprindo com essa tarefa (estudo, pesquisa e polêmica), durante 10 anos foram publicados 23 números (22 normais e um especial dedicado à memória de Nahuel Moreno) de Marxismo Vivo, a revista teórico-política da LIT-QI.

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Assim, a partir do estudo dos fatos vivos da luta de classes (os processos revolucionários da Venezuela, Equador, Argentina, Bolívia, a invasão do Afeganistão e do Iraque, a eleição do primeiro presidente ex-operário no Brasil e do primeiro presidente negro nos EUA …) fomos abordando diferentes temas: os governos de Frente Popular, as características das novas guerras, o papel da ONU, a relação entre restauração-revolução, o “vendaval oportunista” que atingiu a maioria das organizações da esquerda, o papel da moral revolucionária …

Desta forma, intervimos no debate mundial aberto com os processos do Leste Europeu, mas não o fizemos de maneira imparcial, e sim do ponto de vista do marxismo revolucionário. Isto é, tentando responder aos novos fatos da realidade, defendendo a atualidade e validade da revolução socialista, da ditadura do proletariado, da violência revolucionária, do partido leninista.

Em 2010, a revista entrou em uma nova fase, Marxismo Vivo Nova Época, passando a ser centralmente uma revista teórica, maior em tamanho para ser capaz de abordar questões com maior profundidade. Como dizemos na primeira edição desta nova fase, não fazemos essa mudança “porque não consideramos a importância da política, mas porque estamos convencidos de que Lenin estava certo quando disse:” Não há política revolucionária sem teoria revolucionária.” E, a partir do número 4 desta nova fase, a revista assumiu o objetivo de ser uma ferramenta ao serviço da construção do programa LIT-QI, buscando socializar as elaborações, polêmicas ou não, que vão sendo realizadas nas diferentes instâncias da LIT-QI.

Estamos dando mais um passo nessa direção, com o lançamento do site da rexista Marxismo Vivo, que disponibiliza todo esse patrimônio em formato digital. Esperamos que seja útil para todos os nossos leitores e leitoras.

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Tradução: Lena Souza