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Debate sobre conjuntura nacional e internacional marcou o final da tarde do primeiro dia do 4º Congresso da CSP-Conlutas, que acontece até domingo (6) em Vinhedo.

Por CSP-Conlutas

A necessidade de construir uma forte unidade entre os trabalhadores para enfrentar os ataques do governo Bolsonaro foi reafirmado durante o painel sobre conjuntura nacional e internacional que aconteceu na tarde desta quinta-feira (3), durante o 4º Congresso da CSP-Conlutas.

Os graves ataques aos direitos dos trabalhadores, precarização do serviço público e educação, além dos altos níveis de desemprego, foram parte do debate conduzido pelos membros da Secretaria Executiva Nacional da Central, Atnágoras Lopes e Antônio Gonçalves.

Para os debatedores, tais ataques são fruto de uma crise estrutural no capital e, a resposta dos governos aos longos dos anos para manutenção dos lucros dos capitalistas, tem sido a retirada sistemática de direitos dos trabalhadores.

“Após 2008, abriu-se uma crise profunda e estrutural no sistema capitalista e receita dos capitalistas foi aumentar a agonia, a miséria e o desespero de quem trabalhem todas as partes do planeta, no Brasil não foi diferente, de lá para cá os governos vem cortando direitos para salvar os lucros”, destacou Atnágoras.

Para os debatedores, a vitória de Bolsonaro na presidência, aprofundou o contexto de ataques, sendo o mais recente, a ‘reforma’ da Previdência, aprovada no primeiro turno no Senado na última terça-feira (1), e que representa a destruição do sistema de previdência social no Brasil e o fim do sonho da aposentadoria para a maioria dos trabalhadores brasileiros.

“Esta contrarreforma vai muito além da aposentadoria, significa que o trabalhador vai ter que trabalhar até morrer”, afirmou Antonio Gonçalves que também ressaltou os graves ataques à educação. “O Future-se é a transformação da educação em mercadoria, Bolsonaro busca desresponsabilizar o estado do financiamento a educação, passando para o fundo privado, querendo controlar a produção do conhecimento”, disse o dirigente.

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Unidade para lutar

Os palestrantes destacaram a importância do Congresso da CSP-Conlutas, que reúne lutadores e lutadoras de todo o país, para preparar um plano de lutas que busque unidade para derrotar os ataques aos direitos da classe trabalhadora.

Para Atnágoras, neste contexto de graves ataques o papel da Central na busca por unidade para construir uma greve geral no Brasil foi fundamental. “O que mais fizemos nos últimos tempos foi lutar pela unidade de ação nas lutas, fomos ousados e nos orgulhamos desta ousadia, porque encaramos como necessidade a unidade da classe trabalhadora para lutar”, afirmou. No entanto, o dirigente destacou que a unidade não pode ser feita a qualquer custo. “Queremos construir a unidade para lutar e derrubar este governo, e nesta construção não vamos nos confundir com a defesa da volta do PT e da conciliação de classes”, concluiu.

Os palestrantes defenderam a construção de um encontro dos lutadores do Brasil, com fóruns nos estados, para impulsionar a mobilização contra os ataques do Governo Bolsonaro. “Temos espaço para crescer e construir um grande encontro da classe trabalhadora, estamos lutando e depende da nossa capacidade de construir uma forte unidade para avançar nas lutas da classe trabalhadora”, defendeu Antonio.

O 4º Congresso da CSP-Conlutas acontece até o domingo (6), em Vinhedo (SP).