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Mobilize-se, ocupe e faça greves!

Construir a greve geral para expulsar os Conservadores!

Exija a eleição geral agora!

Por: ISL Inglaterra

Johnson continua suas ações antidemocráticas e antioperárias, mas perde um voto após o outro e já está em minoria no parlamento. Ele está perdendo e desesperado. No entanto, Corbyn não cumpre com seu dever – nada disso é do interesse dos trabalhadores.

Os trabalhadores estão cansados ​​de manobras parlamentares e não querem um governo de Frente Popular. Os Democratas Liberais, o Partido Nacional Escocês e os Verdes não lutam pelos interesses dos trabalhadores e tudo o que Corbyn faz ao se recusar a exigir uma eleição geral agora é manter os Conservadores no governo.

Temos que construir um movimento de massas nas ruas com mobilizações, ocupações e greves e construir uma greve geral para combater Johnson e a austeridade no Reino Unido e na União Europeia (EU).

Todas as organizações e bairros operários devem se unir para construir manifestações, greves e planejar uma greve geral.

As lutas contra as mudanças climáticas, a austeridade, a exploração das grandes empresas e o Brexit de Johnson enfrentam os mesmos inimigos.

A ação unitária das massas, principalmente da juventude, contra a catástrofe climática em 20 de setembro pode ser um ponto de partida para acabar com esse governo antidemocrático, racista, sexista, homofóbico, ambientalmente destrutivo e antioperário.

Mas o que estamos vendo no parlamento não é a preparação para a luta de massas baseada na democracia operária, mas truques da democracia parlamentar.

Os trabalhadores lutam pela representação política no parlamento desde antes de 1819, mas esse direito democrático tem limites.

Os trabalhadores têm que construir sua própria democracia nas mobilizações de rua, greves e construir suas próprias organizações democráticas. Somos a favor da democracia direta dos trabalhadores.

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Opomo-nos ao fechamento do parlamento, mas a democracia parlamentar não é suficiente para proteger os trabalhadores. Ela é a democracia dos ricos, é a democracia burguesa.

Tentando comprar popularidade e futuros votos nas eleições, Sajid Javid, o chanceler, promete um aumento de 4,1% nos gastos com serviços públicos, mas isso não reverte os dez anos de cortes.

É um cavalo de troia para ganhar votos nas eleições gerais e anda de mãos dadas com o aprofundamento do programa de privatizações. Os Conservadores são o partido da austeridade, e isso não muda.

Por uma saída socialista e operária da austeridade e da UE

Apelamos a todos os sindicatos e organizações políticas que apoiaram um Brexit dos trabalhadores para revitalizar essa luta, porque Jeremy Corbyn não liderará essa campanha.

Por exemplo, o sindicato dos transportes RMT, o sindicato dos padeiros, o Partido Socialista (SP), o Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP) e o Partido Comunista (CP) apoiam um Brexit dos trabalhadores e devemos lutar juntos por um Lexit [Left Exit] operário e socialista.

Isso significa que a saída da UE deve manter todos os direitos dos trabalhadores, recuperar e reter todos os avanços passados ​​e conquistar novas reivindicações. Não para o Remain (ficar na UE), não para o Brexit de Johnson.

Por um programa operário e socialista para sair da crise e da UE

O Partido Trabalhista continua, após dez anos de cortes, a aplicar a austeridade imposta pelos Conservadores. Seus líderes nada fizeram para defender as comunidades da classe trabalhadora.

Eles apoiaram a privatização de serviços públicos por meio das PPPs, deixando intactos os bancos e as multinacionais. O Partido Trabalhista continuará encarcerando imigrantes em centros de detenção.

O Crédito Universal [limite de subsídios] oprime os trabalhadores e os que não conseguem trabalhar são intimidados e agredidos, à medida que o estado busca todos os meios para privá-los de benefícios.

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A economia informal força os trabalhadores jovens e os imigrantes a salários baixos e condições de trabalho terríveis. É apenas a luta dos novos sindicatos independentes, como o UVW e o IWGB, juntamente com a base de alguns dos sindicatos tradicionais [filiados à TUC, central sindical] que lutam para acabar com isso.

Combater todos os ataques dos Conservadores ou dos Trabalhistas

– Reabrir os centros de mulheres e jovens!

– Reabrir as centenas de bibliotecas fechadas!

– Taxar os ricos, fazê-los pagar pela crise!

– Banir o trabalho precário!

– Aumentar o salário mínimo para £12 por hora!

– Acabar com todas as leis antissindicais!

– Direito completo e incondicional à greve!

– Fim do Crédito Universal!

– Imigrantes são bem-vindos – direitos políticos e trabalhistas iguais aos dos trabalhadores britânicos!

– Nacionalizar todas as grandes empresas e bancos sob controle democrático dos trabalhadores!

– Construir um estado de bem-estar socialista!

– Por uma saída socialista e operária da EU!

– Construa assembleias em todas as comunidades para decidir seu próprio destino, do orçamento dos conselhos ao Brexit dos trabalhadores.

Tradução: Marcos Margarido