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O povo da Catalunha se levantou em massa, com os jovens e os estudantes na linha de frente, contra a sentença proferida pela Suprema Corte em relação aos líderes independentistas e contra a repressão brutal desencadeada pela Guarda Civil, a Polícia Nacional e os Mossos de Escuadra ao seu serviço.

Por Corriente Roja

Embora a repressão não tenha feito o movimento retroceder, o saldo dessa primeira semana de luta é brutal: 600 feridos, com uma garota lutando entre a vida e a morte, 179 detidos, 18 dos quais estão em prisão sem direito a fiança. E isso é apenas o começo, porque o governo interino de Pedro Sánchez e as forças policiais estão dispostos a continuar: eles procuram vingança e continuam as prisões, com acusações fabricadas que levam a longas sentenças de prisão. Tudo isso em meio a uma infame campanha da mídia em todo o Estado, dedicada a manipulações e mentiras, para criminalizar os jovens que se manifestam contra a sentença, tachando de “violentos”, “radicais” e “etarras”. (membros do ETA”).

Corriente Roja apoia fortemente a luta do povo catalão e exige:

Contra a sentença, anistia para os líderes independentistas. As sentenças impostas são uma vingança para disciplinar os 2,3 milhões de catalães que votaram em 1º de outubro de 2017, enfrentando uma repressão selvagem. A sentença supõe a criminalização do protesto social que classifica todo ato de desobediência de sublevação, até mesmo impedir um despejo. Da mesma forma, exigimos o retorno dos exilados e exiladas, a liberdade sem acusação de todos os presos e encarcerados por lutar e que todos os processos judiciais abertos sejam encerrados.

Contra a repressão generalizada ao movimento de independência que agora querem associar ao terrorismo, como no caso dos ativistas dos CDRs (Comitês de Defesa da República) presos, no estilo Altsasu. Exigimos a retirada da Polícia Nacional e da Guarda Civil da Catalunha, a renúncia do Conseller Buch, a dissolução da BRIMO (Brigada Móvil), a depuração geral dos chefes do Mossos e solicitamos também responsabilidades pelas brutalidades policiais cometidas.

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Pelo direito à autodeterminação da Catalunha, a realização de um referendo sem submetê-lo à autorização do Estado. Sem o direito de decidir, não há democracia.

As forças políticas parlamentares espanholas com o regime e contra o povo catalão

O governo em exercício do PSOE, que é um dos pilares do regime monárquico, alinha-se perfeitamente com o Juiz, o Ministério Público, a Guarda Civil e a direita neo-franquista. Eles apoiam a sentença, dizem que os presos políticos devem cumprir plenamente as sentenças da prisão, defendem a proporcionalidade da polícia e enchem a boca dizendo que serão os primeiros a aplicar o artigo 155 da Constituição espanhola quando necessário, como o governo de Rajoy fez.

O PP e Ciudadanos, raivosos, já exigem mais repressão e a aplicação do 155 já, e o Vox até proclama o Estado de Sítio.

Porém, a mais vergonhosa é a atitude de Pablo Iglesias e Podemos, que até pouco tempo atrás eram vistos como a esperança da esquerda europeia. Podemos demonstrou sua completa submissão ao PSOE, com quem aspiram formar um governo de coalizão. Aceitaram a sentença alegando que a lei deve ser respeitada, assumem a repressão pedindo “proporcionalidade” e condenam a “violência”, que nada mais é do que autodefesa contra a repressão. Não se pode apoiar quem reprime.

Solidariedade ativa com o povo catalão! Sua luta é a nossa!

AO vitória do povo da Catalunha será a derrota de um regime reacionário, herdeiro do franquismo, que “chamam de democracia e não é”. Um regime que está a serviço de banqueiros, grandes empresários e os ricos. Um regime que admite apenas a união à força.

Trabalhadores e jovens precisam entender que essa luta faz parte da luta comum de todos os trabalhadores e povos do Estado para acabar com a Monarquia, alérgica aos direitos sociais e às liberdades democráticas. E também para derrotar a União Europeia, a serviço do capital, que apoia a repressão e nega os direitos dos povos.

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A luta do povo catalão é a luta da classe trabalhadora e a dos povos de todo o Estado Espanhol. Vamos cercar de solidariedade ao povo catalão que luta e vamos lutar juntos contra a Coroa e por uma união livre de repúblicas livres, em uma Europa socialista dos trabalhadores e os povos. Nesta tarefa, Corriente Roja está comprometida.

A luta é o único caminho!

Tradução: Nea Vieira