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Até a última quinta-feira (22/11), Porto Príncipe, a capital do Haiti, ficou paralisada por uma greve convocada após a multitudinária marcha do domingo, dia 18 de novembro, exigindo a saída imediata do Presidente Jovel Moïse.

Por: Catalina Ibarra

Os confrontos com a polícia haitiana em diferentes partes da cidade deixaram pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos, de acordo com reportagens da imprensa internacional.

Na sexta-feira passada, o governo haitiano reforçou as forças policiais nas ruas de Porto Príncipe com a participação dos militares da missão da ONU no país.

Até agora, a oposição ao governo rejeitou o pedido de diálogo de Moïse e exigiu sua renúncia imediata. Alguns setores propõem a criação de um governo de transição de 36 meses.

Os protestos desta semana foram precedidos por outros movimentos, que desde outubro sinalizaram ao governo por não agir no caso de corrupção relacionado ao projeto PetroCaribe. Em 2017, o Senado do Haiti publicou um relatório indicando que mais de 2 bilhões de dólares foram desviados do programa.

De acordo com o relatório, pelo menos quatorze ex-funcionários dos governos de René Preval (2006 – 2011) e Michel Martelly (2011 – 2016) teriam estado envolvidos neste suposto desfalque.

Os manifestantes dizem que Moïse não quer cumprir sua promessa de um julgamento para os responsáveis, por ter ligações com o ex-presidente Martinelly. Por isso dizem que o governo protege os ex-funcionários envolvidos, enquanto mantém o povo haitiano na pobreza.

O Haiti é o país mais pobre das Américas, ocupando o número 163 de 188 países no Indice de Desenvolvimento Humano em todo o mundo. Com uma população de 10 milhões de habitantes, mais da metade da população vive com menos de US $ 2 por dia.

Tradução: Lena Souza