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Nas eleições regionais, nós trabalhadores e os pobres de Bogotá não temos candidatos, os chamados partidos reformistas de esquerda se envolveram em uma disputa pelo metrô, ligada aos negócios de sua construção. Portanto, a disputa se desenvolve entre os candidatos dos partidos burgueses, Uribe e Galán, apoiados pelo Partido de La U, Liberal, Conservador, Cambio Radical e Centro Democrático. Por outro lado, o partido Verde e o Polo apoiam Claudia López, que posa de “alternativa”,  mas na realidade é profundamente neoliberal e patronal. As correntes reformistas como Colômbia Humana – UP e Mais apoiam Hollman Morris.

Por: PST Bogotá

Os candidatos patronais Uribe e Galán, além de representar os interesses dos grandes conglomerados econômicos e as construtoras, são a continuidade da nefasta administração Peñalosa e a correia de transmissão da aplicação na cidade do pacote de contrarreformas do governo Duque contra os trabalhadores, os aposentados e os pobres.

Nenhum candidato está disposto a organizar a luta da classe trabalhadora contra o pacote de Duque nem a enfrentar os programas políticos dos partidos burgueses. O partido Verde e a Colômbia Humana respaldados pelos setores da burocracia sindical e trabalhadores de base, contribuem para o desenvolvimento dos planos neoliberais. O primeiro é um forte aliado dos empresários antioqueños e já manifestou continuidade com a política de Peñalosa. O segundo limita-se a propor medidas absolutamente ineficientes para as problemáticas cruciais para os trabalhadores e os pobres da cidade. Ninguém propõe medidas de fundo para os problemas sociais.

A realidade demonstrou que sequer os chamados “alternativos” ou de esquerda impediram que a crise econômica fosse descarregada sobre os ombros dos trabalhadores, favorecendo os negócios privados à custa da miséria, da terceirização, da ausência de atenção efetiva na saúde, da limitada possibilidade de acesso à escola pela entrega da educação à empresa privada, do sacrifício diário dos trabalhadores usando o custoso, insuficiente, inseguro e desumano serviço de transporte de massa.

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As direções sindicais e políticas dos trabalhadores estão chamando para votar na candidata López, ou no candidato Morris. Isso demonstra mais uma vez que nós trabalhadores não podemos contar com estas direções reformistas para conseguir verdadeiras soluções para nossos problemas, e que necessitamos uma direção comprometida com a mobilização e a luta.

Não podemos votar nestes candidatos e seus partidos.

Por isso, chamamos o conjunto dos trabalhadores de Bogotá a votar em branco, como forma de enfrentar os planos do governo Duque e de enfrentar os programas políticos dos partidos burgueses, e dos reformistas. Estes planos devem ser enfrentados com a mobilização e a luta, por soluções estruturais no marco da luta contra o capitalismo.

Nós trabalhadores bogotanos precisamos de um programa que contemple como mínimo: Plano de obras públicas para gerar emprego; formalização trabalhista com todas as garantias legais e salariais; recuperação da rede pública de hospitais estatais; transporte de massa estatal, para garantir a gratuidade do serviço para os idosos, para as mães chefes de família, com tarifa diferencial para estudantes de colégios e universidades; transferência das indústrias para zonas não urbanas e aplicação de normas ambientais para seu funcionamento; eliminação dos convênios e concessões com a empresa privada para a educação pública.

Como nenhum candidato propõe ou garante estas mínimas condições de vida, chamamos a votar em branco. É um voto para unir os trabalhadores e os pobres contra o regime dos capitalistas e corruptos na luta por nossos direitos. Faça sua adesão à campanha enviando sua assinatura ao e-mail pstcolombia@yahoo.com.

Juan Sánchez
Dirigente de ASPU

Rosa Cecilia Lemus
Ex dirigente da CUT Nacional

Tradução: Lilian Enck