COMPARTILHAR

“Não se pode ter capitalismo sem racismo”

Malcom X

Por: Luis Alvarado

Desigualdades e racismo nos EUA

O contexto anterior aos eventos que iremos expor, antes do assassinato de George Floyd, está relacionados à disseminação da pandemia com uma população negra afetada por complicações do COVID-19, onde nas listas de falecidos se encontram majoritariamente negros/as, pobres e hispânicos/as principalmente em Chicago, Illinois, Michigan, Wisconsin, Milwaukee, Louisiana, Washington.

De acordo com os últimos dados divulgados pelos EUA, existem até o momento, 1.777.124 casos positivos de Covid 19 e 103.815 falecidos.

A pandemia expôs os sistemas de saúde de todos os países. Nos EUA a maioria não conta com planos de saúde, não existe serviço público de saúde, está completamente nas mãos do setor privado e onde existe uma quantidade enorme de pobres à margem do acesso à saúde. Existem 40 milhões de desempregados nos EUA.

A pólvora foi acesa com a morte de George Floyd. O Repúdio à brutalidade policial e racista que fratura a tradição racista do capitalismo nos EUA.

Em Minneapolis, a morte do afro-americano George Floyd por asfixia e estrangulamento, se somou a uma lista de tantos outros casos de assassinato racial, como Rodney King, Treyvon Martin e Michael Brown, mas desta vez a resposta foi tomada pelas massas e setores amplos de pobres, negros, hispânicos e brancos assalariados.

Uma das organizações que mais se destacou foi as que estavam reivindicando o rechaço ao racismo nos Estados Unidos, em outras organizações como #BlackLivesMatter (“vidas negras importam”). Este último fato acendeu a pólvora das massas negras, hispânicas, setores populares que se estendeu às grandes maiorias nas ruas, com a instalação de barricadas, começando em Minneapolis alcançando no dia 31 de maio mais de 50 cidades no país.

Leia também:  África do Sul| Além da recessão econômica, e para piorar o coronavírus

A irrupção de amplos setores de massas nos Estados Unidos, passando de marchas massivas a jornadas de protestos, levou a mais repressão com gás lacrimogêneo, e balas, atingindo 2 vítimas de violência policial em Detroit e o envio da Guarda Nacional de Donald Trump, que em Minneapolis não ocorria há 100 anos e de 14 outras cidades, como Colorado, Geórgia, Kentucky, Ohio, Utah, Wisconsin e Washington DC, entre outros. Houve estados de emergência e toque de recolher em 25 cidades, Atlanta, Los Angeles, Chicago, Columbus, Denver, Filadélfia, Miami, Minneapolis, Louisville e Seattle.

Os enfrentamentos se expandiram e chegaram a outras 50 cidades, confrontos com a polícia, prisão de jornalistas, em Houston, incêndios de viaturas policiais, bloqueio de rodovias, ataques a delegacias policiais como em Minneapolis, concentrações massivas em frente à sede da CNN, incêndio ao edifício do governo na cidade de Nashville, derrubada de estátuas que comemoravam a tradição racista nos EUA, como a estátua do rei Luís XVI louisville, Kentucky. Tiveram que utilizar cordões da Guarda Nacional na casa branca, nos EUA.

Nós do Chile, e do MIT enviamos toda nossa solidariedade

Nós do Chile, enviamos toda a solidariedade aos protestos nos EUA, fazemos parte da LIT-QI, uma internacional e também temos nossos companheiros no “The Workers Voice” nos EUA que apoiam todos os protestos.

A repressão que estão vivendo os negros da classe trabalhadora empobrecida, hispânicos e assalariados, alvos do governo Donald Trump, é a mesma resposta desses governos racistas e capitalistas, com brutalidade policial. Não devemos esquecer que, desde o dia 18 de outubro, no Chile, sob o governo de Sebastián Piñera, 400 pessoas tiveram os olhos mutilados, mataram cerca de 40 companheiros, e hoje mais de 2.000 pessoas estão presas por lutar contra as desigualdades sociais que arrasta essa democracia dos ricos, com garantias para o empresariado e com pobreza, miséria, desemprego, doença, prisão e morte para jovens, mulheres da classe trabalhadora e as grandes maiorias populares.

Leia também:  EUA| Sobre a epidemia de violência policial e o assassinato de George Floyd

Justiça para George Floyd! Vidas negras importam!

Por uma lei que criminalize o racismo!

Unidade da classe trabalhadora internacional contra as opressões e os ataques dos governos!

Fora Trump e Fora Piñera!

Que o racismo caia com o capitalismo, no Chile, nos EUA e no mundo inteiro!

Tradução: Vitor Jambo