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Contra os aumentos

Novamente a tarifa do metrô voltou a subir. Agora o preço ficou em $830 no horário de pico, mensalmente isto corresponde a um gasto de $33.200. E pior, desde que implementaram o Transantiago somam-se 22 aumentos. Lembremos que esta tarifa nunca abaixou em toda a história! Só deu grandes lucros a seus donos, tornando mais difícil a vida de todos que trabalhamos.

Por MIT-Chile

Os empresários e o governo zombam de nós ao dizer que temos que tomar o metrô antes das 7 da manhã e de volta a partir das 21:00 horas em diante para “poupar”. Assim escondem que os trabalhadores gastamos 1/6 do salário em transporte, que demoramos mais de 3 horas diárias em nossos trajetos, e que os salários sobem uns míseros 6 mil pesos a cada dois anos.

As evasões

Ações de evasão massiva (“pula-catraca”) são replicadas em grande parte da rede do metrô, contando com o apoio de grandes setores de trabalhadores e estudantes. Já são mais de 60 evasões massivas desde o aumento na passagem do transporte.

Elas expressam o cansaço de todos ante os abusos que os governos ladrões vêm realizando ao conjunto da população. Devemos apoiar as evasões, mas não somente isso, devemos organizá-las. Desde o MIT, fazemos um amplo chamado para discutir este tema e organizar as evasões nos sindicatos, bairros e centros de estudantes.

A militarização do Metrô

A resposta do governo e de muitos políticos é reforçar a presença de Forças Especiais em diferentes estações. Por outro lado, a empresa tomou a decisão de fechar várias estações, e inclusive linhas completas, para prevenir as evasões.

Assim procuram gerar um maior descontentamento na população, que haja instabilidade, para assim apontar os evasores como responsáveis desta situação, mas todas e todos sabemos que os culpados são os empresários que sobem as passagens.

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No fundo, os responsáveis desta política criminalizadora são Chadwick y Piñera, que põe à disposição dos empresários do metrô as FF.EE para reprimir e assim resguardar seus lucros. Devemos exigir a saída imediata dos carabineiros e Forças Especiais das estações de metrô.

Estatização do metrô sob controle dos trabalhadores

O metrô, uma empresa mais privada que pública. Em sua diretoria estão empresários ou seus representantes, e em cada governo de Piñera e Bachelet colocam pessoas próximas a eles, isto com o objetivo de garantir seus lucros.

Estes empresários, sob seus interesses, são os que decidem o aumento das tarifas. Voltou a necessidade de estatizar o metrô, e colocá-lo sob o controle de seus trabalhadores e da população, para que sejamos nós quem decidamos os preços do transporte, e não empresários que jamais utilizaram o transporte público.

Temos que ampliar a luta pela redução das tarifas. Façamos o chamado para que o sindicato do metrô paralise, que a CUT, e sindicatos do setor público e privado organizem as lutas para uma paralisação nacional, está é a única maneira de fazer um forte bloqueio que freie os aumentos e os ataques dos empresários e do governo.

Pela redução imediata da tarifa do transporte e seu congelamento!
Fora ministra Hutt e fora as FF.EE das estações de metrô!
Por um sistema nacional de transporte público, com tarifas fixadas pelo povo organizado!
Fora empresários dos serviços públicos! Exigimos a estatização do Metrô sob controle de todos seus trabalhadores!
Organizemos a evasão massiva, trabalhadores, estudantes e moradores!
Avancemos para uma grande Greve Geral contra os aumentos e a miséria!

Tradução: Lilian Enck.