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O Movimento Mulheres em Luta irá reproduzir, nesta quinta-feira (5), durante ato na Avenida Paulista (SP), a performance “Un violador en tu camino”, que viralizou em vários países após ocorrer no Chile, no último dia 25 de novembro.

Por: CSP Conlutas

Com os olhos vendados, a exemplo do protesto realizado na capital chilena, as trabalhadoras pretendem repetir a coreografia criada pelo coletivo feminista LasTesis e cantar a versão brasileira da música de protesto, que denuncia a violência contra as mulheres.

“E a culpa não era minha, nem de onde estava, nem de como me vestia. O estuprador era você .” Esse é o refrão da música que já viralizou e vem sendo reproduzida por mulheres em vários países.

As participantes usam uma venda sobre os olhos para simbolizar a cegueira da sociedade e da Justiça diante de casos de violência contra as mulheres. No Chile, o significado também tem relação com os 232 manifestantes chilenos que, desde 18 de outubro, foram atingidos nos olhos por balas de borracha lançadas pela polícia.

A letra, traduzida e adaptada pelo MML, deverá ser cantada por dezenas de mulheres durante o ato convocado pela central sindical e popular CSP-Conlutas contra a MP 905 (Contrato Verde e Amarelo) e os ataques do governo Bolsonaro.

O ato terá concentração às 17h, na Praça do Ciclista, e saírá em direção ao Vão Livre do MASP. A performance está programada para acontecer às 19h30.

“Vamos nos somar ao grito de milhares de mulheres em vários países e denunciar as condições de violência que enfrentamos por aqui no Brasil. Só em São Paulo foram 82 casos de feminicídio neste ano e a cada 1 hora uma mulher é estuprada. Nossos direitos estão sendo duramente atacados por Bolsonaro. Nossas vidas não valem nada para esses governos e para o capitalismo. Por isso, vamos nos rebelar contra tudo isso”, explica a dirigente do MML, Marcela Azevedo.

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Veja abaixo a versão da música que será cantada:

O capitalismo é um juiz
Que nos julga ao nascer
E nosso castigo
É a violência que ninguém vê

O capitalismo é um juiz
Que nos julga por nascer
E nosso castigo
É a violência que se vê

É feminicídio
Impunidade para o assassino
É o estupro
E a agressão
E a culpa não é minha,
Nem onde estava, nem o que vestia

E a culpa não é minha, nem onde estava, nem o que vestia
E a culpa não é minha, nem
Onde estava, nem o que vestia

O estuprador é você
O estuprador é você
O estado (que tira nossos direitos)
A polícia assassina
O Bolsonaro (miliciano)

O estado opressor defende o estuprador
O estado opressor defende o estuprador