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As centrais sindicais brasileiras se reuniram nesta segunda-feira (16) de manhã e reafirmam o 18 de março como um dia de paralisações, greves e protestos, sem que, entretanto, haja concentrações públicas e manifestações de ruas, neste momento, para evitar as aglomerações diante da epidemia do cononavírus.

Por: CSP Conlutas

As centrais denunciam a irresponsabilidade e incapacidade do governo Bolsonaro, que ao mesmo tempo em que quer impor uma ditadura, está sendo incapaz de enfrentar a pandemia do coronavírus no país, uma tragédia iminente. Pior, na tarde de domingo (15), em situação de isolamento foi encontrar-se com manifestantes na porta do Palácio do Planalto em manifestação pró-ditadura.

Diante dessa calamidade mundial e que afeta o Brasil, as Centrais Sindicais decidiram lançar uma campanha em defesa do emprego, da renda, direitos e saúde dos trabalhadores.

“O lucro dos bancos não pode ficar acima da vida dos trabalhadores”, disse Luis Carlos Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Por isso, as centrais exigem a suspensão imediata do pagamento da dívida pública aos bancos, assim como deve ser revogada a Emenda Constitucional 95, que limita os gastos públicos para áreas de saúde e educação, por exemplo. É preciso revogar a Lei de Responsabilidade Fiscal que limita investimentos em áreas públicas. Mais do que nunca é preciso investir em saúde educação como prioridade para a população.

Também é necessário que os fundos e reservas internacionais revertam verbas para a saúde de forma a combater o conoravírus mundialmente.

Assim, o dia 18 de março é dia de ficar em casa para quem está organizando paralisações e greves, protestos nos locais de trabalho que não envolvam aglomerações e manifestações pelas redes sociais.

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