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A poucos dias da oficialização das candidaturas já se lançaram as coligações presidenciais que concorrerão nas eleições de agosto. O acordo de Macri com Pichetto sacudiu o tabuleiro e tenta reviver o Cambiemos que vem em queda livre eleição traz eleição. Massa e Bossio “voltaram” para o kirchnerismo junto com Alberto Fernández como se nada tivesse acontecido e se reduz ao extremo a terceira via de Lavgna que fechou com o governo Urtubey de Salta.

Por PSTU-Argentina

Porque essa “democracia para os ricos” dá para tudo. Como nunca, estamos vendo o “livro de passes” mais escandaloso dos últimos anos, deixando visível a decadência dos partidos patronais. Os “velhos traidores” hoje sorriem e se abraçam, enquanto a Bolsa e os mercados festejam as candidaturas que prometem “segurança jurídica”, “governabilidade” e “racionalidade econômica”, que se traduzirá em ajuste para os trabalhadores.

Com as cartas sobre a mesa, e adaptando um velho refrão aos tempos de hoje, fica claro que depois de outubro o peronismo em alguma de suas variantes estará no governo, e o FMI no poder. Tem que aproveitar a campanha eleitoral para levantar outra saída. Pelo não pagamento da dívida e por um governo de Trabalhadores. Vamos com a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores Unidade, que leva a Nicolás del Caño e Romina del Plá para disputar a presidência. Vamos com Daniel Ruiz como Deputado Nacional por Chubut.

Sem vergonha na cara Miguel Angel Picheto passou do Partido Justicialista ao macrismo. Desde 2001 comanda a seção no senado: com o menemismo, depois com Duhalde para passar sem problemas para o lado de Néstor Kirchner. Pichetto é um “votador serial” a quanta medida propôs ao governo sendo minoria no parlamento. Sem muito voto próprio, contribui “a pata peronista” a um Macri totalmente degradado e garante “governabilidade” e negociação com governadores, e promete somar a outros dirigentes peronistas que pulariam o muro. Menção a parte merece a UCR, que ficou com as mãos vazias sem a prometida vice-presidência.

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Por parte do kirchnerismo não está muito melhor, já que Alberto Fernández foi considerado também um traidor em outros momentos e agora foi recebido como um herói patriota. Y junto com Alberto se somaram outros antigos traidores, como Diego Bossio ou Sergio Massa, que terminou de decidir e saiu da presidência para encabeçar a chapa de deputados do PJ na província de Buenos Aires.

Estrangulados dos dois lados, Alternativa Federal, tenta resgatar uma suposta terceira posição com o ex Ministro da Economia de Néstor, Roberto Lavagna, que somou o governador peronista de Salta, Urtubey como vice, a deputada Caamaño, esposa do burocrata sindical Barrionuevo, com o apoio de Margarita Stolbizer, do GEM e o “Socialista” Santa Fé Lifschitz, junto com alguns dirigentes radicais entre outros.

Todas mudanças de “time” têm sido feitas com aplausos, churrascos e manifestações peronistas. Mais que candidatos as eleições, parecem os participantes de algum concurso de TV, vendidos ao melhor licitante, uma verdadeira vergonha.

As eleições em Santa Fé

No domingo passado se realizou eleições em quatro provinciais de maneira simultânea: Formosa, San Luis, Tierra del Fuego e Santa Fé.

Cambiemos foi derrotado em todas elas, somando sua décima primeira derrota do ano. O ultrarreacionário e assassino dos povos originários Gildo Insfrán conseguiu seu sétimo mandato da mão do peronismo e Alberto Roriguez Saá ganhou a interna a seu irmão “Adolfo” em San Luis. Mas o mais ressonante sem dúvida foi a vitória do peronismo em Santa Fé, depois de vários anos de predomínio da frente encabeçada pelo Partido Socialista (cabe aclarar que de Socialismo só sobrou o nome).

E é interessante porque aqui se deu o que pregou Cristina, a unidade de todo o peronismo provincial, que levou ao governo o velho menemista e opositor dos direitos ao aborto legal Omar Perotti. Tanto é assim que Amalia Granata, que foi eleita deputada com um discurso anti direitos o chamou para trabalhar juntos pela província.

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Mas o dado mais relevante é que no cordão industrial do sul da província (San Lorenzo-Villa Constitución) a Frente de Esquerda obteve 13% dos votos, mantendo uma alternativa ante as variantes do ajuste.

Del Caño – Del Pla para presidente, Daniel Ruiz Deputado Nacional por Chubut

A dias atrás se lançou à Frente de Esquerda – Unidade, a nível nacional, apoiando a candidatura de Nicolás del Caño e Romina del Plá para a presidência. Nesta oportunidade se somou na frente o MST dando uma maior amplitude.

Desde o PSTU viemos contribuindo com candidatos operários e lutadores nas chapas da Frente de Esquerda já faz algum tempo.

Nesta oportunidade temos o orgulho em contribuir nas chapas o nosso companheiro Daniel Ruiz como candidato a Deputado Nacional por sua província, Chubut. Como é conhecido, Daniel está preso sem condenação a mais de 9 meses, por haver participado da mobilização contra a aprovação da lei que oficializou o roubo aos aposentados. E é por isso que seguimos pedindo que encabece a chapa de deputados nacionais que se oficializará no próximo 22 de junho.

Não tem melhor candidato que possa representar a esquerda nessas eleições. Daniel Ruiz e nossos companheiros integram a chapa para chamar aos trabalhadores a organizar para a dura luta que se aproxima. Porque ganhe quem ganhe teremos que enfrentar aos ajustadores que tentarão obrigar o povo a pagar dólar por dólar a sua festa capitalista.

Porque a verdadeira polarização eleitoral será entre os candidatos do FMI e os candidatos dos trabalhadores que se negam a que sigam ajustando. Venha com PSTU e some a campanha. Te esperamos.

Tradução: Túlio Rocha