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Os metalúrgicos da  General Motors (GM) nos Estados Unidos iniciaram no domingo (15) greve por tempo indeterminado. A convocação de greve marca a primeira paralisação nacional na GM neste pais em 12 anos, com adesão de 49 mil trabalhadores das três plantas da empresa, que exigem melhores salários e condições de trabalho.

A greve é organizada pela UAW, entidade representativa dos metalúrgicos. Desde 2008 vários acordos foram firmados sob alegação de dificuldades da empresa, e ainda assim os salários, as condições de trabalho e empregos caíram drasticamente. Agora, enquanto a lucratividade da empresa só aumenta, os trabalhadores seguem buscando recuperar parte do que foi perdido nesse período.

“Nós defendemos a General Motors quando eles mais precisavam de nós. Agora, estamos unidos e solidários com nossos membros, suas famílias e as comunidades onde trabalhamos e moramos”, disse o vice-presidente do UAW, Terry Dittes.

A pauta de reivindicação inclui reajuste salarial, plano de saúde acessível, participação nos lucros, segurança no trabalho, um caminho definido para o nível de senioridade dos temporários.

A decisão de greve ocorreu um dia após o vice-presidente do UAW, Terry Dittes, notificar a liderança da General Motors que o sindicato não concordaria em estender os acordos do acordo coletivo.

O Sindicato tem confrontado a empresa para interromper o fechamento de fábricas de veículos em Ohio e Michigan e afirma que os metalúrgicos merecem salários maiores depois de anos de lucro recorde da montadora na América do Norte.

A CSP-Conlutas enviou moção de apoio à luta desses trabalhadores. “Neste momento, em diversas plantas da GM no mundo, estão acontecendo lutas contra planos de reestruturação, como na Coreia do Sul, México, Colômbia e Brasil. É importante a solidariedade a todas as mobilizações”, reforça a Central.

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Confira abaixo a moção completa:

Moção de apoio à greve dos trabalhadores da General Motors nos Estados Unidos

A CSP-Conlutas manifesta solidariedade internacional e apoio à greve dos trabalhadores da General Motors nos Estados Unidos, iniciada no domingo (15).

É a primeira paralisação em 12 anos e ocorre em meio a uma forte reestruturação, responsável pelo aprofundamento da precarização das condições de trabalho na companhia.

Os mais de 49 mil trabalhadores em greve lutam por salários justos, plano de saúde acessível, participação nos lucros, segurança no trabalho e outras importantes reivindicações.

Estamos vendo com entusiasmo esta greve. Milhares de trabalhadores estão se mobilizando em piquetes e tomando nas próprias mãos a condução dessa luta. Todo nosso apoio aos metalúrgicos e aos membros do sindicato UAW (United Auto Workers).

Neste momento, em diversas plantas da GM no mundo, estão acontecendo lutas contra planos de reestruturação, como na Coreia do Sul, México, Colômbia e Brasil. É importante a solidariedade a todas as mobilizações.

São justas as reivindicações dos nossos companheiros da GM norte-americana e desejamos força nos piquetes de greve.

– Solidariedade internacional aos trabalhadores da GM nos EUA!

– Contra os planos de reestruturação, fechamentos de plantas e demissões ao redor do mundo!

CSP-Conlutas

Veja também nota assinada por todas as Centrais:

Apoio à greve na GM dos Estados Unidos

Expressamos nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da GM (…) nos EUA, em greve por salários justos, plano de saúde acessível, participação nos lucros, segurança no trabalho e outras importantes reivindicações.

A reestruturação imposta pela empresa tem causado enormes prejuízos para classe trabalhadora. As centrais sindicais brasileiras manifestam seu total apoio a esta greve e a UAW (United Auto Workers) que esta a frente dos piquetes e da luta de resistência em defesa dos direitos. Faremos todo o possível, em solidariedade ativa a este movimento para que seja vitorioso!

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São Paulo, 15 de setembro de 2019

Força Sindical

CUT

CSP-Conlutas

CTB

UGT

NCST

CGTB

CSB

Intersindical (Central da classe trabalhadora)

Intersindical (instrumento de luta e organização)