Forças especiais israelenses mataram um palestino no dia 12 de novembro, durante um ataque a um hospital na cidade ocupada de Hebron, na Costa Oeste (Cisjordânia), segundo informaram testemunhas e trabalhadores do hospital.

Fonte: Jornal Ma’an

Abdullah Azzam Shalaldah, de 28 anos, recebeu vários tiros das forças que invadiram a unidade de cirurgia do hospital al-Ahli com o objetivo de prender o seu primo, Azzam Ezzat Shalaldah, de 20 anos, segundo relato dos funcionários do hospital. Azzam Ezzat levou um tiro de um colono israelense no mês passado.

Abdullah e um outro parente estavam no hospital visitando Azzam quando cerca de 20 soldados israelenses à paisana entraram no hospital, por volta das 4 da manhã, segundo confirmaram as testemunhas.

Os soldados atacaram o parente de Abdullah e o atingiram mortalmente quando ingressava no quarto, voltando do banheiro. As forças retiraram-se em seguida do hospital com Azzam, levando-o sob custódia, acrescentaram as testemunhas.

A fita de vídeo das câmeras de segurança mostra um grupo de aproximadamente 16 homens caminhando pelos corredores do hospital pouco antes das 4 da manhã, empurrando uma cadeira de rodas, quando de repente o homem sentado tira uma manta, fica em pé, todos sacam as armas e prosseguem até o hall.

O vídeo também mostra o que parece ser um agente israelense vestido como uma mulher palestina, e outros agentes vestidos como palestinos muçulmanos, usando kufiyyas (lenço palestino) e com barbas falsas.

O porta-voz do exército israelense não falou sobre a presença de agentes à paisana durante a invasão, enquanto que a mídia israelense informou que as forças chegaram em duas grandes vans com alguém fingindo ser uma mulher grávida.

O porta-voz também disse ao Ma’an que uma força combinada do exército israelense e de membros da polícia tinha entrado no hospital para prender Azzam, quando “um suspeito atacou as forças”.

“As forças responderam com fogo, matando esse homem”, afirmou o porta-voz.

Ele também disse que as forças prenderam Azzam porque ele “apunhalou um israelense no peito em Gush Etzion (Cisjordânia) em 25 de outubro, ferindo-o gravemente”, e acrescentou que “a vítima atirou nele” enquanto fugia da cena do crime. Disse também que “os membros da família Shalaldah são conhecidos soldados do Hamas”.

As fontes de segurança palestinas disseram ao Ma’an que em 25 de outubro, depois do ataque, Azzam recebeu um tiro de um colono israelense.

O porta-voz do Hospital de Hadassah disse que o colono, de 58 anos, recebeu uma leve punhalada no peito e possivelmente havia sido golpeado na cabeça com uma pedra.

Testemunhas palestinas informaram ao Ma’an que acreditam que o suposto agressor palestino fugiu da cena desarmado, e que Azzam estava trabalhando no campo quando recebeu o tiro.

Abdullah, de Villa Sair, na área de Hebron, é o octogésimo palestino assassinado desde 1o de outubro.

A maioria dessas vítimas recebeu disparos mortais por parte das forças israelenses durante os supostos ataques, tentativas de ou consumados ataques militares israelenses a civis.

Dez israelenses foram assassinados por palestinos durante o mesmo período.

Milhares participam do funeral de Abdullah Azzam Shalaldah, assassinado no Hospital de Hebron

Milhares de palestinos compareceram, no dia 12 de novembro, ao funeral de Abdullah Azzam Shalaldah, 28 anos, em Sair, Hebron, horas depois de ele ter sido assassinado por forças especiais israelenses durante um ataque a um Hospital em Hebron.

A procissão funerária saiu da Mesquita de al-Kabir, em Sair, e levou Shalaldah ao cemitério de al-Dhuhada.

Os manifestantes cantaram palavras de ordem condenando o assassinato perpetrado pelas forças israelenses à paisana clamaram por vingança e proteção internacional diante das violações israelenses (…).

Fontes: http://www.maannews.com/Content.aspx?id=768783

http://www.maannews.com/Content.aspx?id=768776

Tradução: Pedro Nascimento