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Desde 18 de outubro, estamos enfrentando uma explosão social que questionou tudo no Chile, estamos contra um modelo capitalista que nos mata, explora e nos oprime através de um governo criminoso, feminicida e torturador encabeçado por Sebastián Piñera.

Por: MIT-Chile

Como mulheres, conhecemos a exploração, abuso e discriminação selvagem, desde a infância até a velhice. Somos parte dessa grande explosão social, inclusive desde antes, lutando contra o machismo, a LGBTIfobia e, em geral, contra os abusos desse sistema.

Hoje sabemos que a luta contra o machismo faz parte de um conjunto de lutas que estamos encarando contra esse sistema e contra esse governo, e sabemos que a luta pelo fim da violência contra as mulheres e pela emancipação de todos os setores oprimidos deve ser cotidianamente assumida por essa explosão social, ou seja, pelo conjunto da classe trabalhadora e popular.

É necessário combater o machismo para unir nossa classe contra nossos inimigos, os de cima, aqueles que há décadas aprofundam um modelo que oprime em primeiro às mulheres e depois a nossos companheiros trabalhadores, um modelo em que um punhado de famílias saquearam nossos recursos naturais e nos exploraram até a medula.

É por isso que vemos a necessidade urgente de aumentar nossa força acumulada para começar a resolver as muitas demandas que levantamos.

Precisamos organizar uma greve geral para o 8M – Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras, uma greve contra o machismo, contra Piñera e esse sistema que saqueia nossos recursos. Para isso, precisamos somar as e os trabalhadores, principalmente aquelas e aqueles que produzem a riqueza que move a economia do país.

Muitas e muitos deles lutam anonimamente em seus bairros e também nas ruas. Mas precisamos de sua força organizada paralisando a produção, para que possamos dar um duro golpe naqueles que roubam nosso futuro. Chamamos principalmente as e os trabalhadoras/es que movimentam a grande mineração de cobre.

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Essa mineração chamada “o salário do Chile”, mas que deixa apenas os milionárias quantidade de dinheiro no exterior, que para manterem seus lucros prejudica nosso meio ambiente e a saúde dos próprios trabalhadores. É por isso que chamamos as e os trabalhadores das minas de cobre e lítio. Nós os chamamos para decidir de que lado estão. Do lado do povo que luta ou dos donos ilegítimos de todas as riquezas naturais.

Também chamamos as e os trabalhadores portuários, das empresas florestais, pesqueiras, salmoneiras, petroleiras e centrais elétricas. Chamamos a superar o medo, a colocar sua força produtora a serviço desse processo, a que as principais centrai operárias organizem essa greve e, se não o fizerem, resta a tarefa de as e os trabalhadores ultrapassem suas direções através criação de comitês de luta. Queremos derrotar o machismo e o capitalismo porque escravizam e matam.

Nós, mulheres, seremos a vanguarda dessa luta, mas precisamos nos unir. Queremos avançar com vocês, contra o Estado e contra Piñera. Por nossas vidas e nosso futuro. Por nossa terra e povos originários. Pela liberdade dos presos por lutar e por uma Assembleia Constituinte, mas que não seja controlada por Piñera ou pelos de cima, os mesmos de sempre.

Todes à greve geral este 8M!

Fora Piñera! Julgamento e punição pelas violações aos direitos humanos!

Liberdade aos presos por lutar!

Assembleia Constituinte livre e soberana, sem Piñera!

Tradução: Lena Souza