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Apesar do longo feriado, a manifestação do clima em Madri atendeu às expectativas que nela haviam depositado. Milhares de pessoas entre os quais diferentes grupos ecologistas, grupos feministas, organizações políticas e sindicais, milhares de jovens, famílias com seus filhos e pessoas vindas de diferentes partes do Estado Espanhol se manifestaram enchendo algumas das principais vias da cidade.

Por: Corriente Roja

A Corriente Roja participou dessa manifestação no Bloco Anticapitalista, juntamente com o sindicato Co.bas e outras organizações. É importante notar que, para nós, essa manifestação teve como objetivos principais a demanda por uma mudança radical nas políticas que estão levando à destruição do planeta. E também denunciar a farsa em que se converteram esses tipos de cúpulas mundiais sobre o clima, que nesta ocasião foi transferida do Chile para Madri devido ao clima de protesto social e repressão do governo Piñera.

A combatividade do Bloco Anticapitalista marcou o signo distinto durante o longo trecho percorrido pela manifestação. Consignas contra o sistema e o modo de produção capitalista: “O problema é o sistema”, “Sem produção planejada, a natureza está condenada”, contra os governos e a hipocrisia de seus governantes: “Como não vou te odiar Almeida[1], como não vou te odiar, se desperdiça a energia com tantas luzes de Natal”, “Se o planeta fosse um banco, já o teriam salvado”, contra a Cúpula: “Que venham ver, que venham ver, isto não é uma cúpula, é uma farsa e um fingimento” e também contra os cortes: “Os cortes, queimam o bosque”, “Mais bombeiros e menos banqueiros”, entre outros.

Também houve sinais de solidariedade com a luta do povo chileno e o rechaço ao governo Piñera, verdadeiro responsável por numerosos assassinatos, torturas e estupros aos e às que encabeçam essa luta heroica.

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Antes de chegar ao final do percurso da manifestação, onde estava localizado o palco principal, nossa coluna concluiu a manifestação, mas não antes de nosso companheiro Angel Luis Parras fazer um pequeno fechamento, onde ele voltou a lembrar da falsidade dessas cúpulas do clima. “Uma cúpula que é um monumento ao cinismo e se reúne para acabar com as emissões e a poluição e as empresas que patrocinam são a Endesa e a Repsol, entre outras. As coisas não serão consertadas pintando o capitalismo de verde”, concluiu.

Também explicou as razões que levaram à decisão de que a Cúpula do Clima fosse realizada em Madri “É aqui porque um povo se levantou e devemos acompanhar o povo chileno”. Encerrando sua intervenção com uma convocação para participar do ato em Madri, na sexta-feira, 13 de dezembro, em solidariedade à luta do povo do Chile, Bolívia e Colômbia. Viva a luta dos povos. Viva a luta da classe operária.

[1] Prefeito de Madri

Tradução: Lena Souza