COMPARTILHAR

O MIT e a LIT-QI com seus partidos, estamos participando de uma ampla campanha que conta com inúmeras organizações políticas, sociais e de direitos humanos, como a Coordinadora 18 de Octubre, OFAPP, entre outras, exigindo a liberdade aos presos políticos e medidas sanitárias em todas as prisões. Como resultado dessa ação das diferentes organizações, se conseguiu que vários companheiros sejam liberados. Há evidentemente uma exigência em primeiro lugar para que o governo mude a medida cautelar para prisão domiciliar.

Por: MIT-Chile

Esta campanha é pela VIDA, pela humanidade, portanto é indispensável e não exageramos, pois em meio à pandemia causada pelo coronavírus, o governo Piñera mantém na prisão mais de 2.000 presos por lutar, detidos durante as mobilizações que começaram em 18 de outubro do ano passado. Com as prisões em situação catastrófica, sem possibilidade de visitas, sem água e com vários casos de infectados pelo Covid 19. Nitidamente, a política do governo visa eliminar fisicamente parte dos melhores lutadores da revolução, e além disso, agora com os novos presos das mobilizações da Comuna de El Bosque também querem entregar ao contágio e possível morte aqueles que protestaram contra a fome.

Já existem três acusações em Santiago para os presos políticos, a um pedem quase 15 anos de prisão, a outro 24 anos! Enquanto os grandes ladrões empresariais têm aulas de ética e cumprem quarentena em suas casas confortáveis. É um genocídio contra os pobres, contra os setores mais precarizados da classe trabalhadora, é uma tentativa de silenciar nossa luta com a possível morte pela covid-19.

A revolução ainda está viva

Nesse cenário, temos responsabilidade perante esses presos políticos, mais ainda os que fazem parte da revolução iniciada em 18 de outubro. A situação da pandemia colocou uma pausa no processo revolucionário, mas já vemos protestos em várias comunidades periféricas devido à fome. Piñera coloca a defesa dos lucros dos capitalistas acima de tudo, enquanto os mais pobres sofrem as consequências do abandono, agora agravado pelo vírus.

Leia também:  Colômbia| O novo pacote de Duque: agravamento da pandemia e salvamento das empresas

Muitos dos jovens que estiveram na vanguarda dos protestos hoje estão na “primeira linha” enfrentando a pandemia, organizando-se em centros de coleta, alimentação solidária, brigadas de saneamento, as Assembleias Territoriais e outras organizações, muitas surgidas durante a revolução, para ajudar a organizar os setores mais abandonados onde o Estado burguês está ausente.

Hoje, se coloca que, diante da política assassina do governo: ou a revolução e as organizações que dela emergiram vencem a pandemia e a fome com autocuidado, organização e luta; ou a pandemia pode levar boa parte de nossos lutadores.

A demanda e a campanha pela liberdade dos presos por lutar fazem parte dessa encruzilhada. Nesse sentido, reivindicamos – e convocamos a impulsionar – que as diferentes assembleias territoriais e organizações que surgem também exijam liberdade para os presos por lutar, como fez a Coordinadora das Asambleas de Puente Alto e Brigada Cordillera, enviando uma carta ao governo chileno para fazer pressão e enviando suas fotos com a exigência.

Essa tarefa não é apenas essencial para salvar as vidas desses lutadores heroicos, a grande maioria jovens, trabalhadores e de setores populares, mas também é essencial para o futuro da revolução. Devemos desenvolver uma forte e massiva campanha internacional para impedir a liquidação física de uma parte importante da vanguarda revolucionária chilena. É isso que está em risco no momento atual.

É por isso que várias organizações internacionais já aderiram, como: a CSP-conlutas, a Central Sindical e Popular do Brasil; o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região/ SP- Brasil; o Sindicato dos Trabalhadores da Corporación Ceramica S.A do Peru; os companheiros da Itália Daniele Cofani, do Sindicato Alitalia, Ivan Maddaluni, do Sindicato Ferroviário e Laura Sguazzabia, de Mujeres em Lucha; entre outros.

Leia também:  Portugal| Quando a hipocrisia vai do PS ao Chega

Mais uma vez, chamamos a enviar pronunciamentos às autoridades, cartas, vídeos e fotos de solidariedade com os presos, ajuda financeira às famílias, organizações de defesa dos direitos humanos e advogados que defendem os presos e até recebem ameaças, como é o caso de María Rivera, da “Defensoria Popular” e militante do MIT.

Como posso participar da campanha?

  • Envie sua foto ou vídeo exigindo liberdade aos presos por lutar, para continuar massificando em todas as nossas redes!
  • Publique tudo o que estiver relacionado à campanha em suas redes, para isso colocamos nosso Facebook; IG e Twitter à disposição.
  • Se você é membro da família ou amigo de um Preso Político, pode enviar seu testemunho para divulgar, dias de audiência, principais necessidades etc. Somente o povo ajuda o povo!
  • Se você conhece uma figura conhecida, peça que se posicione publicamente pela liberdade dos presos por lutar e nos enviem o vídeo ou a foto.
  • Pressionemos o governo chileno, o Ministério do Interior e o Ministério Público por meio de suas diversas redes para exigir: ¡Liberdade imediata aos presos por lutar. Medidas sanitárias em todas as prisões!

Tradução: Lena Souza