Em recente declaração da LIT-QI sobre Cuba, assinalamos, além de denunciar e condenar a repressão do governo, que já provocou pelo menos uma morte, a necessidade urgente de “lançar uma campanha imediata pela liberdade dos presos políticos”. E como acreditamos que “A solidariedade para com os lutadores faz parte da tradição do movimento operário internacional”. Propusemos “realizar juntos uma forte campanha. Muitos presos, além disso, são conhecidos militantes da esquerda cubana e combatentes anti-imperialistas, alguns com vários artigos publicados”.

Diante do chamado de diversos setores que se afirmam de esquerda e democráticos para assinar petições internacionais pela liberdade e contra a repressão internacional, apesar de ter divergências com vários aspectos dos textos com os quais não concordamos, mas coincidindo com o objetivo de campanha mais geral pela a liberdade dos presos e contra a repressão, divulgamos as ditas petições digitais e fazemos um chamado para aderir à petição nos seguintes links onde se pode ver os textos completos e adicionar a assinatura digitalmente:  http://chng.it/NzWgMth2  e/ou https://www.comunistascuba.org/2021/07/reclamo-por-la-libertad-de-los.html

A seguir, divulgamos os aspectos centrais dos textos das petições:

LIBERTAD FRANK GARCÍA HERNÁNDEZ E SEUS COMPANHEIROS (http://chng.it/NzWgMth2)

“Durante anos, inclusive décadas, denunciamos o bloqueio imposto pelas autoridades estadunidenses a Cuba. Denunciamos e continuamos denunciando as diversas políticas e medidas adotadas por Washington desde 1959/1960 para isolar, desestabilizar e atacar Cuba. Somos anti-imperialistas e internacionalistas convictos.

 É por isso que estamos muito preocupados com a prisão durante uma manifestação de protesto em Havana em 11 de julho de Frank García Hernández, historiador e marxista cubano; Leonardo Romero Negrín, um jovem socialista que estuda física na Universidade de Havana; Maykel González Vivero, diretor de Tremenda Nota e Marcos Antonio Pérez Fernández, pré-universitário. Frank García Hernández é um importante acadêmico que alcançou reputação mundial por seu trabalho na reavaliação da história da esquerda cubana e na organização de um congresso internacional sobre Trotsky em Havana em 2019.

 “Pedimos a libertação incondicional de Frank e de todos os seus companheiros e o respeito pelos direitos democráticos de todo o povo cubano”. … “Ao publicar esta petição, ouvimos relatos não confirmados de que Frank García Hernández foi libertado na segunda-feira, 12 de julho. Estamos muito satisfeitos em ouvir isso e aguardamos a confirmação final de que foi libertado. No momento, não temos informações sobre as outras pessoas presas com Frank.”

DEMANDAS PELA LIBERDADE DOS DETIDOS EM CUBA

(https://www.comunistascuba.org/2021/07/reclamo-por-la-libertad-de-los.html)

“Nas manifestações desta tarde em Havana, Frank García Hernández, entre outros membros da esquerda cubana, foi preso.

Esta tarde o povo cubano saiu às ruas. Um povo que não foi convocado por nenhuma organização que não seja a aguda crise econômica que Cuba enfrenta e a incapacidade do governo de lidar com a situação. Cuba saiu às ruas com a consigna equivocada “Pátria e vida”, mas saiu às ruas para além de uma consigna, saiu para exigir do governo um socialismo verdadeiro. Quem estava nas ruas não eram apenas artistas e intelectuais, desta vez era o povo em sua mais ampla heterogeneidade”. … “Esta nota é uma reivindicação pela liberdade de todos os detidos e especialmente pela detenção arbitrária de Frank García Hernández, um historiador e marxista cubano. Pela prisão de Leonardo Romero Negrín, um jovem socialista estudante de Física da Universidade de Havana. Pela prisão de Maykel González Vivero, diretor da Tremenda Nota, uma revista alternativa. Pela prisão de Marcos Antonio Pérez Fernández, menor de idade, estudante do pré-universitário. Por todos os detidos com violência nesta tarde sombria que Cuba não esquecerá. Comunistas apela à solidariedade da comunidade marxista internacional e também à consciência do governo cubano. Desta vez, é sobre um povo que precisa de respostas e diálogo.

Trata-se de uma sociedade civil que não quer a anexação, mas sim participar e decidir o destino de sua nação. Comunistas blog condena a repressão e diz basta à burocracia”.