A central sindical e popular brasileira CSP-Conlutas iniciou uma campanha pela retirada das tropas de ocupação da ONU no Haiti, a Minustah.

Trata-se de uma campanha muito importante em solidariedade aos trabalhadores e ao povo haitiano, num momento em que o novo governo de Martelly, além de completamente conivente com a ocupação, inicia uma feroz repressão aos movimentos sociais e sindicatos que lutam contra a ocupação do Haiti, inclusive com o retorno dos bandos paramilitares.


O apoio a este abaixo-assinado pode ser enviado ao email dirceutravesso[email protected]gmail.com até o dia 20/11, quando uma delegação da CSP-Conlutas viajará ao Haiti para prestar solidariedade. Pedimos, também, sua ampla divulgação.


Abaixo-assinado

Nós, abaixo assinados, exigimos a imediata retirada das tropas de ocupação da ONU no Haiti.

Desde o início os governos dos países que se somaram à missão da ONU têm dado apoio a uma vergonhosa política colonialista, racista e de dominação econômica e militar do povo haitiano para garantir os interesses das grandes empresas internacionais e do imperialismo.

Temos assistido, nos últimos sete anos, ataques às liberdades democráticas, prisões e repressão dos haitianos, além de violações de mulheres e crianças.

Agora, com o governo Martelly veio o ressurgimento dos instrumentos locais para repressão, intimidação e dominação do povo haitiano, como os bandos paramilitares, como faziam os Tonton Macoutes. Também se pensa em retornar com o exército macoute de antes. Em outras palavras: está ressurgindo a ditadura dos macoutes, agora fortalecida com o retorno de Baby Doc. Tudo isto só pode acontecer pela presença das tropas de ocupação e sua política, por trás do discurso de ajuda humanitária, de impedir o livre direito de organização e autodeterminação do povo haitiano.

São exemplos disso os casos recentes como a demissão de dirigentes sindicais do recém-fundado Sindicato SOTA, as prisões de ativistas em manifestações, novos casos de estupros e assassinatos, sempre com a participação direta ou no mínimo conivência das tropas de ocupação.

Por isso, exigimos:

  • Readmissão dos dirigentes do sindicato SOTA e seu reconhecimento real pela patronal.
  • Pela livre organização sindical no Haiti.
  • Fim da repressão ao povo haitiano e aos trabalhadores em particular.
  • Abaixo a ditadura neo-duvalierista de Martelly.
  • Fim da ocupação militar do Haiti. Abaixo a Minustah!