Absolvição para Daniel Ruiz e César Arakaki!

A única garantia de que a verdade triunfará é a mobilização unitária de todas as organizações sociais, operárias, estudantis e de direitos humanos.

Por: PSTU Argentina

Na última segunda-feira, 5 de abril, uma nova audiência virtual foi realizada contra a manifestação que freou a Reforma Trabalhista.

Eles processam e prendem os operários que lutaram contra a Reforma da Previdência de fome, como todo o pacote de políticas de saque, ajuste e repressão de Macri. O dia 18 de dezembro foi o início do fim do governo Macri.

A farsa do julgamento fica mais evidente a cada audiência. Nenhum dos réus pode ser identificado de forma confiável, já que a polícia e membros da Ouvidoria da cidade de Buenos Aires “não se lembram muito” na hora de depor. O que o juiz Rios faz, que não vê esses fatos recorrentes ao longo do julgamento? Está provado que os depoimentos voluntários e investigativos apenas serviram e servem para manter na prisão Sebastián Romero e perseguir Daniel Ruiz, César Arakaki e Dimas Ponce.

E as provas que justificam a prisão preventiva? Nesta segunda-feira, a oficial Caballero disse no julgamento que não se lembra de nada do que aconteceu no dia 18 de dezembro, apenas que jogaram um elemento incendiário nela. Esse relato se opõe ao que ela testemunhou na promotoria, e que foi usado, por exemplo, para manter Daniel Ruiz preso por 13 meses em um presídio de segurança máxima. Porém nesta segunda-feira não se lembrou de nada, isso mostra que este julgamento e todo o seu mecanismo hostil à classe trabalhadora é uma farsa.

Macri usou um mecanismo “legal” não para descobrir a verdade, mas para perseguir e prender operários e lutadores. Nós, trabalhadores, mudamos o governo, mas as políticas permanecem as mesmas na prática e eles mentem para nós no discurso, como sempre. Este mecanismo funcional para a justiça dos ricos e contra os trabalhadores é demonstrado neste julgamento farsesco, por isso Sebastián Romero não deve passar mais um dia na prisão.

É verdade que Macri e Bullrich perseguiram Sebastián, colocaram 1 milhão de pesos em sua cabeça e o obrigaram a fugir do país e hoje ele é um preso político de Alberto Fernández e Cristina que com a maior cara de pau negam que haja presos políticos na Argentina.

Unidade para lutar e obter a liberdade de Sebastián Romero

Vamos reunir assinaturas, apoiadores, mandar fotos, vídeos de apoio às redes sociais e preparar a mobilização para exigir justiça e liberdade para os lutadores da classe trabalhadora.

Neste 30 de maio, fará um ano da prisão de Sebastián, por isso devemos realizar um ato de rua, unitário, amplo e de luta para acabar com toda essa perseguição, com essa farsa, mas acima de tudo para mostrar que a luta de dezembro de 2017 são um fato marcante da classe operária e popular deste país e por isso devem ser defendido por todos/as, a começar por quem estava na praça naquele dia.