Aproximadamente um mês após a ocupação das instalações da Universidade de São Carlos da Guatemala (USAC), realizada pelo grupo Estudantes Pela Autonomia (EPA), que se estenderam por 9 dias, as autoridades novamente não cumpriram com suas palavras e com os acordos estabelecidos.

Nesta ocupação foram firmados acordos muito importantes com o Conselho Superior Universitário (CSU) entre os quais assegurava-se as eleições transparentes e democráticas para a Associação de Estudantes (AEU), a exigência ao Congresso da República do pressuposto que corresponde à universidade, a aprovação de uma iniciativa de lei que reforma a lei orgânica da universidade, especificamente no artigo que já havia sido reformado em 2007  por 13 catedráticos da Faculdade de Agronomia, na qual violavam a igualdade dos votos ante as eleições das juntas diretivas de cada faculdade, iniciativa de lei que foi uma vitória da ocupação universitária que durou 54 dias em 2010, assim como a ativação da matricula de mais de 3.000 estudantes da Faculdade de Ciências Econômicas que anteriormente haviam tido sua matricula cancelada devido ao mal aplicado plano de repetência.

Os estudantes se mostraram preocupados já que na última reunião do CSU foi entregue novamente à AEU a Jorge Mario García, personagem que tem mais de 12 anos que não realiza eleições para a dita associação, levando em conta que este conselho é a máxima representação estudantil dentro da USAC, pelo fato de estar cooptada pelo crime organizado apenas beneficia o CSU e ao Reitor, já que deixa o caminho livre para que esses possam fazer com a USAC o que desejem, em especial, aplicar planos de privatização e manter seus negócios dentro dela, pelo que a EPA está promovendo uma assembléia estudantil na qual se almeja a participação de todos os estudantes, esperando que essa possa conquistar e recuperar a máxima representação estudantil afastando, após 12 anos, o crime organizado que se apoderou dela.

Devido ao não cumprimento de que se realizariam eleições transparentes e democráticas para a AEU, fica a expectativa se depois de 12 anos o CSU cumprirá com a exigência do pressuposto que corresponde a universidade, que segundo a Constituição da República da Guatemala deve ser com o mínimo de 5% de participação da nação e aumentando segundo aumente a população estudantil.
           
Segue-se e se espera que a iniciativa de lei que restitui os direitos estudantis seja enviada ao Congresso da República, já que segundo os acordos deve ser enviada no dia 22 de Setembro e com isto pode-se terminar a luta empreendida pela EPA desde o ano 2007, mantendo os votos de maneira eqüitativa na juntas diretivas de cada faculdade. Isso é um dos acordos mais importantes já que durante todo esse período compreendido entre 2007 e 2012, as eleições das juntas diretivas foram desiguais, uma vez que os estudantes são desfavorecidos em relação aos docentes que podem votar como docentes e como profissionais, faltando ao governo tripartido que estabeleça a lei orgânica da universidade.

Os estudantes da Faculdade de Ciências Econômicas foram um dos claros ganhadores desta ocupação já que este acordo é o único que cumpriu que o CSU tenha reinstalado mais de 3.000 estudantes dessa faculdade para que possam continuar seus estudos superiores, esses estudantes estavam fora da universidade, devido ao plano de repetência. Esse plano é utilizado pelas autoridades da universidade para poder excluir da educação superior centenas de estudantes, já que não levam em consideração a situação de cada um, assim como não consideram a eficiência do docente, deixando para esses estudantes um futuro incerto. Graças à luta empreendida pela EPA esses estudantes novamente podem voltar a sonhar com poder adquirir os conhecimentos da educação superior.

Como já tem demonstrado o CSU, não tem interesse em cumprir com os acordos nem melhorar a situação atual da universidade, já que está é a terceira ocasião que não cumpre com os acordos firmados, fazendo a população saber de sua pouca vontade assim como evidenciando a busca de seus interesses, tanto pessoais como políticos. Deixando claro que apenas com a união de toda a população estudantil será possível ir adiante com a universidade, já que são mais de 15 anos que a universidade está em decadência, deixando como resultado poucas pesquisas, poucas atividades com enfoque social, assim como a falta de interesse para melhorar a situação da sociedade guatemalteca para a qual foi criada a dita universidade sendo está, a única pública de toda a República da Guatemala.

É por isso que chamamos todos os estudantes a seguir a mobilização como única medida de pressão para alcançar o cumprimento de nossas garantias e se democratize a AEU que é dos estudantes e não de um grupo de mafiosos, por isso que está mobilização tem que ser feita por fora das autoridades da Universidade e dos partidos do governos, na maior e ampla unidade.

A AEU para os estudantes!

Pela democratização do movimento estudantil e da USAC e da Guatemala!

Viva a luta estudantil independente!

Fora a máfia da AEU, nenhuma confiança ao CSU!

Tradução: Diego La Torre