Entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2013 ocorreu o IV Congresso da “Esquerda Europeia” em Madri, isto é, um aglomerado dos partidos da esquerda reformista entre os quais a Esquerda Unida (Espanha), Die Linke [A esquerda] (Alemanha), Bloco de Esquerda (Portugal), Frente de Esquerda e Partido Comunista Francês [PCF] (França), Syriza (Grécia), Refundação Comunista (Itália). O congresso decidiu lançar a candidatura de Alexis Tsipras, líder do Syriza, como candidato à presidência da Comissão Europeia nas próximas eleições europeias.

Previa-se assim que em cada país o partido local da “Esquerda Europeia” apresentasse uma chapa em apoio a Tsipras. Lógica que na Itália levaria o Partido da Refundação Comunista (PRC)– há pouco saído de um congresso dilacerante, no qual as divisões internas se aprofundaram – a apresentar tal chapa, consciente da impossibilidade de superar a barreira dos 4% e apenas para cumprir o cansativo papel de apresentação de uma chapa própria em apoio ao político grego.

Mas, ao contrário, em 22 de dezembro (1) Barbara Spinelli, editora do jornal Repubblica e intelectual ligada ao novo agrupamento [de centro-esquerda] “Alba” (Aliança Trabalho Bem Comum e Ambiente), fazia promoção da candidatura de Tsipras, em uma entrevista concedida ao jornal grego Avgi, muito próximo ao Syriza (2), e lançava a proposta de “uma lista cívica [na Itália é possível lançar candidaturas por fora dos partidos através de uma lista ou chapa de cidadãos, ndt], de cidadãos ativos, uma lista de pessoas da sociedade civil que escolham Tsipras como candidato à presidência da Comissão Europeia (…) É claro que não deveria ser uma coalizão dos velhos partidos da esquerda radical, porque não teria nenhuma possibilidade de sucesso. Temos necessidade de algo muito maior, alguma coisa para atingir a consciência da sociedade, superando as margens muito estreitas das formações políticas da esquerda radical”.

No dia 28 de dezembro a proposta de Spinelli era recuperada e relançada em uma outra entrevista ao mesmo jornal grego, dessa vez com Paolo Flores d’Arcais, que a usava contra o PRC, o SEL [Esquerda, Ecologia e Liberdade] e outros partidos da esquerda reformista, palavras, se é possível, ainda mais duras e profundas: “Na Itália – em nível político organizado – a esquerda não existe (…) o SEL e outros pequenos partidos não valem mais nada (…) Refundação, os Verdes e os outros grupos políticos não representam nada (…) hoje só há uma força política de esquerda na Europa e se chama Syriza (…) a Refundação ou os Verdes ou os Comunistas Italianos (…) desfrutam de uma credibilidade negativa (…) estão marcados negativamente. Por isso pensamos que uma lista rigorosamente da sociedade civil com Tsipras poderia ter um bom resultado” (3). E sempre o mesmo jornal grego Avgi, em 12 de janeiro, entrevistava dessa vez o escritor Andrea Camilleri, que reforçava também a defesa de uma “lista Tsipras” da sociedade civil, e não de “partidos fragmentados [que] … assim como são hoje, não têm peso” (4).

Um leitor distraído poderia então pensar – e, de fato, os militantes de Refundação Comunista pensaram isso – que se tratava da revelação de uma tentativa, por parte dos “promotores” do “Alba”, de percorrer novamente o trajeto inicial do “Pode-se Mudar”, antes que o PRC e companhia roubassem seu projeto debaixo de seus narizes transformando-o naquela que seria depois a fracassada experiência da Revolução Civil com Ingroia [Aliança eleitoral ampla de centro esquerda com o PRC em 2013]. Esses intelectuais, em suma, são verdadeiros generais sem exército, mas aproveitando-se do fracasso daqueles partidos nas eleições passadas [no apoio a Ingroia], agora tentam inverter a situação a seu favor assumindo, desta vez, o papel de usurpadores: este era o sentimento dos ativistas da Refundação, que reclamavam, no blog e no forum social, a primogenitura da ideia da candidatura de Tsipras.

O grande engano

Mas a situação era realmente essa? Nós estamos convencidos de que não e o afirmamos citando um testemunho, que não foi até agora refutado por nenhuma das partes interessadas: Alfonso Gianni [alter ego de Fauto Bertinotti na época que este ocupava a secretaria do PRC, que, depois de uma passagem no SEL, está hoje novamente mais próximo da Refundação], rapidamente depois da entrevista de Barbara Spinelli, declarou na sua página do facebook: “Junto com uma delegação do Alba tivemos um encontro com uma delegação oficial do Syriza na sede nacional do PRC, que gentilmente hospedou esse encontro e participou do mesmo … no dia 11 de outubro de 2013. No curso desse encontro a delegação do Syriza, dirigida por Nikos Pappas, pessoa muito próxima a Tsipras, encontrou-se com diversas forças políticas italianas e personalidades, entre as quais com certeza o SEL, Movimento 5 Stelle, Fausto Bertinotti e provavelmente outras além dessas.
 
O objetivo explícito da delegação grega era testar o terreno para verificar a possibilidade de uma lista [aliança eleitoral] que apoiasse a candidatura de Tsipras para a Comissão Europeia. A discussão orientou-se depois quanto ao caráter dessa lista que deve ir além da esquerda radical tradicional. Naquele contexto colocou-se o nome de Spinelli, e de outras figuras possíveis, que tinham há pouco escrito um artigo no jornal Repubblica no qual elogiavam o programa de Tsipras, tendo o apoio da delegação grega. Daí, partiu-se ao trabalho de contato com vários intelectuais, o que depois resultou na entrevista de Spinelli, seguida de algumas outras dias depois, no mesmo jornal grego. Tudo de forma independentemente do congresso do Partido da Esquerda Europeia, ao qual a delegação do Alba foi convidada como simples observadora, como é óbvio”.

E assim, voltamos a colocar os fatos em sua sequência correta. No dia 11 de outubro de 2013 (dois meses antes do congresso da Esquerda Europeia da qual sairia a candidatura de Tsipras!), uma delegação do Sryriza reúne-se, na sede nacional da Refundação, com uma delegação do PRC, do Alba, SEL e outras personalidades, para verificar a possibilidade de uma lista de apoio à candidatura de Tsipras que fosse além da única organização que poderia ser a “defensora natural” dos líder grego, isto é, a Refundação. Porque essa “preocupação” do Syriza?

É evidente que por trás desse percurso estava a plena consciência por parte de Tsipras de que sua candidatura na Itália, apenas com o apoio da lista do PRC, não teria nenhuma possibilidade: de modo que, enquanto nos outros países europeus seria o candidato da Esquerda Europeia, na Itália seria, ao contrário, apoiado por uma lista da “sociedade civil”, considerada mais “atraente” do que aquela baseada em um partido reduzido ao mínimo (5). Com essa decisão, o conjunto de entrevistas dos “promotores” do “Alba” seria apenas um passo para preparar o terreno para uma operação mais orquestrada.

Então, no mês de outubro – repetimos, dois meses antes da formalização da candidatura de Tsipras – o jogo político na Itália era feito pelos dirigentes da Refundação pelas costas dos próprios ativistas. Nenhuma invasão de campo por parte dos intelectuais, mas o papel ativo da secretaria nacional do PRC na subordinação ainda maior do partido a um punhado de pequenos burgueses com o objetivo de recuperar – custe o que custar – seus cargos parlamentares. Os acontecimentos sucessivos demonstrariam depois, ainda mais, que é disso que se trata.

Os “fiadores” e o papel de escolta da esquerda reformista

No dia 18 de janeiro foi publicado um chamado à formação da “lista Tsipras” no qual estava escrita a linha para a formação da frente eleitoral: “Uma lista promovida pelos movimentos e personalidades da sociedade civil, independentes dos aparatos partidários (…) pessoas honestas, mesmo que filiadas a partidos, que não tiveram cargos eletivos e responsabilidade de relevo na última década. Uma lista que apoia Tsipras, mas não faz parte do Partido da Esquerda Europeia que o apresentou como candidato” (6). Os seis signatários desse chamado – Camilleri, Flores d’Arcais, Gallino, Revelli, Spinelli e Viale – autoproclamaram-se “fiadores” da lista (isto é, de fato, os proprietários).
 
E enquanto Tsipras “aceitava” a candidatura com uma carta na qual explicava com precisão que antes de tudo vêm “os cidadãos simples” e só depois “as associações e as forças organizadas” (assim, de fato, legitimando todas as decisões e o papel dos seis), o Partido da Refundação Comunista começava a engolir a primeira de uma série de situações amargas caracterizadas por sua própria subordinação, tentando adoçá-la com o doce palavrório de Paolo Ferrero, segundo o qual seria enfim construída a famosa “esquerda alternativa”, através da formação dessa lista, há anos esperada (e veremos depois quanto de “esquerda” e quanto de “alternativa”… ) através “de um processo unitário compartilhado, público, democrático e participativo (…) renunciando a fronteiras partidárias e a lógicas excludentes”.

Em resposta, os “fiadores” procederam como tanques de guerra, sem consultar ninguém. Foi o caso, por exemplo, do símbolo, sobre o qual os inscritos no site do agrupamento foram chamados a se pronunciarem – ao “estilo Grillo” (do Movimento 5 Estrelas, que organiza consultas virtuais) –, com a possibilidade de “escolher” entre quatro hipóteses gráficas confeccionadas pelos “seis magníficos” em seu esplêndido e iluminado isolamento intelectual. De nada valeram os protestos de tantos ativistas do PRC sobre o fato de que nenhum dos símbolos apresentasse ao menos a palavra “esquerda”.
 
A resposta, desdenhosa, foi fornecida por Marco Revelli em nome dos outros “fiadores”: “O termo esquerda não aparece nos nomes propostos ao menos por três bons motivos: 1) porque há anos não é mais portador de um conteúdo programático preciso na Itália, pois acabou por representar uma etiqueta genérica no qual há de tudo e o contrário de tudo; 2) porque arriscamos nos confundir com vários outros que se declaram “de esquerda”, distorcendo os valores, apoiando-se em fatos políticos liberais ou, mais simplesmente, com o objetivo da autoperpetuação pessoal; 3) enfim, porque o nosso objetivo é o de conquistar o coração e a mente dos milhões de eleitores que não se sentem mais de esquerda, ou que nunca se sentiram como tal – sobretudo se jovens – porque no que lhes foi apresentado como esquerda, eles nunca encontraram uma resposta aos seus problemas” (7).

Mas essa postura soberba e arrogante foi “descaracterizada” pelos dirigentes do PRC como um simples “erro político”. Enquanto enfrentam uma grande onda de protestos dos militantes da Refundação Comunista, o pobre Paolo Ferrero não encontra nada melhor que dizer na sua página do facebook: “Caros companheiros e caras companheiras, é o momento da paciência”!

Ao mesmo tempo, o congresso do SEL trazia a paradoxal situação de uma liderança – Vendola à frente – decidida a defender o apoio à candidatura de Martin Schulz (na Itália apoiada pelo PD) contra delegados que em maioria votavam pelo apoio à lista Tsipras. E assim, Vendola viu-se obrigado a abaixar a cabeça para uma escolha que ele próprio teria feito com prazer, utilizando um malabarismo imenso inédito em sua carreira de contador de histórias e de flautista mágico (“Com Tsipras, mas para encontrar Schulz”).

Enfim, apenas de passagem, assinala-se que a esta caravana juntam-se entusiásticamente também os sempre eternos arautos do reformismo pseudo “antagonista”, Toni Negri, Casarini e todo o setor dos desobedientes, que viram a ocasião para tentar reconquistar um pouco de espaço.

“Uma outra Europa com Tsipras”: uma verdadeira lista cívica

E enfim, chegava-se ao clímax: as candidaturas, ou seja, o coração do projeto da desesperada esquerda reformista italiana para retornar às instituições parlamentares recuperando um pouco de visibilidade (e sobretudo, de recursos econômicos, uma vez que falamos de microburocracias que sempre viveram dependendo do sistema eleitoral burguês e que hoje se encontram desesperadas).

Ainda nessa ocasião, os “fiadores” exercitaram o seu despótico controle sobre o processo, descontentando a todos: o PDCI que foi arbitrariamente excluído [que depois disso decidiu não apoiar mais a lista Tsipras (8)]; os ativistas ingênuos da lista que viram até mesmo um empresário que havia participado da iniciativa do partido de Georgia Meloni, Fratelli d’Itália (9), ser indicado como candidato; a Refundação Comunista, que assumiu apenas candidaturas de “agregados” (10); sinceros ativistas ambientalistas que renunciaram às suas candidaturas devido à presença de políticos do SEL ligados à destruição do meio ambiente (11); e, por fim, dois dos próprios “fiadores” (Camilleri e Flores d’Arcais), que renunciaram devido à polêmica não só contra a decisão que levou à autoexclusão de Antonia Battaglia (12), mas também com a decisão de candidatar na lista o líder dos chamados “desobedientes” [Movimento Antiglobalização], Luca Casarini.

Ao final de tudo, o que resultou deste processo remodelado? Não queremos ser acusados de ser os habituais extremistas e sectários, para tanto limitamo-nos a citar aqui as palavras de Paolo Ferrero em uma desesperada carta aberta aos seus militantes, cada vez mais enfurecidos pelo percurso desenrolado sob seus próprios olhos incrédulos:
 
“Nós decidimos fazer uma lista unitária da esquerda, construída por baixo, de forma democrática e participativa. Decidimos fazer uma lista que fosse o primeiro passo na construção de um Syriza italiano. Mas não é assim. Encontramo-nos, infelizmente, frente a uma lista cívica, com a qual compartilhamos a essência das posições políticas, sem compartilhar os modos de construção e de ampla parte da cultura política que é proposta pelos promotores. O resultado concreto é uma lista cívica antiliberal e que não constrói um espaço público de esquerda”; contudo, “a lista Tsipras promovida pelos professores (apelido dado aos intelectuais do “Alba”), com todos os seus limites, pode ser um instrumento válido através do qual alcançaremos e superaremos a barreira eleitoral de 4%” (13). Desse modo – sintetizamos – engoliram mais esse sapo e vão, de nariz tapado, recolher as assinaturas e colar os cartazes!

As perspectivas

Quais perspectivas eleitorais podem ter esse projeto que não suscita o menor entusiasmo na maioria absoluta dos ativistas da Refundação Comunista? Uma vez que o objetivo é o que já foi descrito com as palavras de Ferrero, para motivá-los novamente, fazem circular a pesquisa que dá à lista Tsipras 7% em intenções de votos. Deve-se lembrar, no entanto, que mesmo quando nasceu a lista de Ingroia, Revolução Civil, as primeiras pesquisas tornaram-se ilusões e foram depois desmentidas pela catástrofe eleitoral; e, da mesma forma, os mais recentes índices estatísticos estão perigosamente “dançando” em torno do índice de 4%.

Não temos uma bola de cristal e não estamos portanto em situação de realizar previsões. Mas é certo que, se a barreira não for superada, esta experiência será seguramente recordada como o último suspiro do PRC, um partido que há tempos beira a bancarrota política e financeira (14). Se, ao contrário, conseguir nessa empreitada eleger pelo menos um parlamentar europeu, a Refundação desfrutaria de mais algumas migalhas em termos econômicos, mas apenas para prolongar a sua agonia política, no momento em que o programa que a lista Tsipras – e o próprio PRC junto aos partidos da Esquerda Europeia – leva adiante, inscreve-se nos limites da salvaguarda do sistema capitalista que faz da chamada “integração europeia” a pedra angular da ordem burguesa no velho continente. 
 
A proposta de “democratizar a União Europeia e a sua estrutura institucional” explicita a conservação da arquitetura institucional construída pela burguesia europeia e a base sobre a qual ela repousa: o euro. O projeto da Esquerda Europeia, de Tsipras e do PRC, não é o de romper com essa engrenagem imperialista que, ao defender a atual divisão do trabalho no continente,ao  aprofundar as desigualdades entre os países e ao isolar a luta do proletariado no interior das fronteiras continentais, impede a real unidade. Ao contrário, é para tornar esta engrenagem mais aceitável, alertando primeiro ao grande capital que seu projeto está em perigo sem “democratizá-lo”. Daí a necessidade de “refundar” a UE, no programa da lista de Tsipras.

Definitivamente, tanto em uma como em outra hipótese, as próximas eleições mostrarão que “um espectro ronda a Europa”. E, infelizmente, não será o comunismo caro ao bom Karl Marx (e a nós marxistas revolucionários). Será, ao contrário, o espectro, ou melhor, o fantasma, daquele partido – o PRC – que tantas ilusões e expectativas espalhou entre os ativistas e que depois dilapidou um enorme patrimônio de militância, dispersando-o na constante busca por acordos com a burguesia (da qual a lista Tsipras constitui um triste epílogo).

Um programa de classe revolucionário. Uma alternativa socialista

Na Itália não será possível, por causa de uma normativa eleitoral restritiva, apresentar uma candidatura classista e que constitua uma real alternativa às diversas variantes burguesas. No entanto, as eleições constituem para os marxistas revolucionários – também quando não podem participar – a tribuna para propagandear seu programa. E as próximas eleições europeias também serão ocasião para o PdAC apresentar o programa que, como Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional, proporemos em outros países, nos quais nossos partidos irmãos poderão, graças a uma legislação diferente, concorrer às eleições do dia 25 de maio.

Um programa que, para romper realmente a espiral de ataques, de diminuição dos salários e das contrarreformas previdenciárias e trabalhistas, propõe questionar, através da ruptura e da destruição da UE e da saída do euro, os interesses do capital imperialista e a divisão do trabalho no continente. Um programa que se choca diretamente contra os imperialistas europeus propondo o não pagamento da dívida pública, a expropriação dos bancos, o monopólio do comércio exterior, a escala móvel das horas de trabalho e a paridade de salário, a nacionalização dos setores e das empresas estratégicas sem indenização e sob controle dos trabalhadores, a abolição de todas as leis e tratados xenófobos e racistas, por uma integração real e uma igualdade salarial e de direitos sindicais e políticos, fim de todas as missões imperialistas fora da Europa e a retirada das tropas dos países agredidos, com a dissolução da OTAN e a destruição de suas bases.

Um programa, enfim, que, refute a caricatura da “unidade europeia” sob o signo do imperialismo (que, ao contrário do que possa parecer, é o que a lista Tsipras defende), e que não termine na defesa das pequenas pátrias nacionais, mas antes, que persiga o projeto revolucionário de uma livre Federação dos Estados Socialistas da Europa.

Notas

(1) É importante prestar atenção à sequência de datas, para compreender melhor o que aconteceu na história que nos prestamos a contar.
(2) Revista Micromega (http://temi.repubblica.it)
(3) Revista Micromega (http://temi.repubblica.it)
(4) Revista Micromega (http://temi.repubblica.it)
(5) Segundo Alfonso Gianni em sua página do facebook: “De resto quando falamos com a delegação do Syriza em visita oficial às forças políticas italianas, … fomos muito claros (Musacchio, Viale e eu) sobre dois pontos: lista cívica (ou o contrário de Mudar se Pode) e não simples ampliação do PRC aos “externos”; tentativas de ampliação da lista a expoentes do mundo liberal italiano, embora não estritamente de esquerda”.
(7) Após o resultado da consulta on line foi decidido o símbolo e o nome da lista, que foi chamada de “Outra Europa com Tsipras”. Em todo caso, ao menos a terceira razão exposta por Revelli fez aparecer a intenção dessa chapa de olhar para os setores do eleitorado de Beppe Grillo.
(9) E que depois, com o escândalo, os “fiadores” foram obrigados a excluir da lista.
(10) Também nesse caso, limitando-se a minimizar, falou apenas de “contradições e erros” (Documento aprovado por CPN de 16/3/2014).
(11) É o caso de Antonia Battaglia, expoente de destaque do ambientalismo de Taranto, no sul da Itália, que se candidatou lado a lado com homens do partido de Vendola, envolvido – como é sabido – no escândalo Ilva, entre os quais Dino Di Palma, homem forte de Antonio Bassolino e ligado aos acontecimentos da catastrófica situação do lixo na região.
(12) V. nota anterior.
(14) Enquanto escrevemos, chega o anúncio do encerramento da edição on line do jornal Liberazione, após o desaparecimento da sua edição impressa (ver na página HTTP://liberazione.it/, antes que está página também se encerre!), enquanto correm as trocas de acusações entre a secretaria do partido e a direção do jornal.

Tradução: Nívia Leão e Rodrigo Ricupero.