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Palestina

¡Toda a solidariedade à nova Flotilha! ¡Tomemos as ruas para derrotar Israel e Trump!

Solidariedade internacional como ferramenta de resistência contra a opressão sionista e imperialista.

Corriente Roja

abril 11, 2026

Uma nova Flotilha zarpará no dia 12 de abril de Barcelona, com centenas de ativistas dispostos/as a romper o bloqueio que Israel impôs sobre Gaza, que impede a entrada de qualquer tipo de ajuda humanitária, com a inação e a cumplicidade dos governos europeus.

Esta nova Flotilha pretende ampliar a missão da anterior: não só pretende forçar um corredor humanitário, mas também se dispõe a reconstruir as infraestruturas em Gaza prestes a colapsar, como é a saúde, abrigos semipermanentes, soluções de água e saneamento e dar apoio à educação.

O estado sionista está levando a cabo seu plano de construir o “Grande Israel”, aumentando a tensão e os ataques na Cisjordânia; também com a recente aprovação da pena de morte para palestinos/as no Parlamento de Israel, uma lei que não se via em nenhum país desde a Alemanha nazista, e que não foi condenada ainda por nenhum governo. Além disso, faz semanas que o exército israelense é parte da agressão imperialista contra o Irã, que já soma mais de 3.300 assassinados/as, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA, em inglês), e no Líbano, onde pretende instalar assentamentos ilegais no sul do país, além de ter forçado o deslocamento de 7% da população e ter assassinado mais de 1000 libaneses e libanesas. A Síria também está nos planos de expansão de Israel.

Todo isso está acontecendo graças à inação e à cumplicidade dos governos ocidentais e da região, que se negam a ver o povo palestino como um povo com direito a existir porque sua aliança com o Estado genocida lhes traz grandes benefícios. No Estado espanhol, continuamos esperando que ocorra a ruptura de toda relação com o Estado sionista. E mais, o Centre Delàs publicou recentemente que o Ministério da Defesa não anulou nenhuma das adjudicações a empresas israelenses posteriores ao 7 de outubro de 2023. Esses contratos somam 1.208 milhões de euros. Além disso, também não foi vetado o acesso ao Porto de Barcelona de barcos israelenses ou que participem no comércio de armas e, no Bages, Catalunya, uma multinacional israelense, ICL, explora minas de potássio e comercializa produtos químicos para a agricultura. Esta empresa mantém vínculos com o exército sionista e uma filial da ICL comercializa fósforo branco para as bombas que o Estado de Israel usa para massacrar o povo palestino e agora também o libanês e o iraniano, um tipo de armamento que, de fato, está proibido de ser usado em zonas civis por ser qualificado como crime de guerra.

Todo isso não seria possível sem o apoio incondicional de Trump e do imperialismo norte-americano, que continua colecionando agressões a outros países, após a agressão à Venezuela e Cuba, em sua luta contra o imperialismo chinês. No entanto, o custo da guerra é muito alto para Trump: apenas no mês de março, o Governo de Trump solicitou ao Congresso 11.000 milhões de dólares adicionais para cobrir os custos iniciais da agressão ao Irã, depois de centrar sua campanha eleitoral em se manter à margem das guerras. O objetivo de Trump era repetir o modelo de agressão aplicado contra a Venezuela, um ataque militar avassalador e rápido, seguido da decapitação de governantes e da capitulação do regime do país agredido, mas ele se deparou com amplos contra-ataques iranianos que atingiram bases militares em vários países árabes, além de muitos alvos israelenses. É imprescindível solidarizar-se com toda resistência dos povos agredidos.

O preço da inação e da cumplicidade é muito alto e a solidariedade internacional é urgente. A passada Flotilha foi sequestrada pelo Estado de Israel depois de 32 dias de navegação. Não conseguiu chegar às costas de Gaza e entregar a ajuda humanitária que levava, mas despertou uma onda de solidariedade em toda a Europa imprescindível para continuar exercendo pressão sobre os governos cúmplices, uma solidariedade que se manifestou em uma grande greve geral na Itália, que paralisou o país graças à paralisação dos setores estratégicos, e várias jornadas de luta em outros países.

A Corrente Roja quer transmitir todo o nosso apoio à nova Flotilha que, além disso, contará com a camarada Mandi Coelho do nosso partido irmão da Liga Internacional dos Trabalhadores, o PSTU-Brasil. Acreditamos que, diante da barbárie e da expansão sionista, toda iniciativa de solidariedade é necessária. Esta nova Flotilha deve servir para reativar a solidariedade com a Palestina, o Líbano e o Irã em todo o mundo, e construir um movimento anti-imperialista e propalestino, com a classe operária à frente, que seja capaz de exercer pressão sobre os governos para romper toda relação com o Estado sionista e que fique completamente isolado. Como dissemos com a passada Flotilha, está faltando que a toda essa solidariedade se some à classe operária.

Temos que nos preparar desde já para responder a qualquer possível ataque à nova Flotilha e nos organizar em nossos sindicatos, assembleias de solidariedade, centros de trabalho e estudo para tomar as ruas, e se traduzir em ações, paralisações e greves que obriguem o governo a romper relações com Israel. Desde o sindicalismo combativo, os sindicatos nacionalistas e desde CCOO e UGT, é preciso começar a organizar um acordo unitário de todo o sindicalismo que dê resposta a partir dos centros de trabalho, e deixar claro que se tocam a uma, tocam a todas, que continuamos nos negando a ser parte da barbárie e que, enquanto existir a solidariedade internacional, a libertação da Palestina e dos povos oprimidos do mundo continuam sendo possíveis.

Toda a solidariedade com a Flotilha!

PSOE-Sumar: Rompam toda relação com o Estado sionista!

¡Pelo fechamento da Embaixada de Israel no Estado espanhol!

Vamos às ruas para derrotar Israel e Trump!

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