Flotilha, Genocídio e Guerra Civil na Espanha

Por: Fábio Bosco
“O proletariado de Barcelona evitou a capitulação da República aos fascistas. Em 19 de julho, quase desarmados, eles tomaram os primeiros quartéis. Às 14h do dia seguinte, eles se tornaram os senhores de Barcelona”.
“Não foi acidental que a honra de iniciar a luta armada contra o fascismo pertença ao proletariado de Barcelona. Esse importante centro industrial e portuário concentra ao seu redor quase metade do proletariado industrial da Espanha e sempre é sua vanguarda revolucionária”.
Com estas palavras, o marxista Felix Morrow descreve o papel de Barcelona em 1937 na Guerra Civil, em seu clássico “Revolução e Contrarrevolução na Espanha”. Nada mais apropriado que a Flotilha da Liberdade parta para Gaza desta cidade operária.
Assim como a Palestina hoje, a Guerra Civil Espanhola conquistou corações e mentes em todo o mundo. A obra “Uma Revolução Silenciada”, coordenada pelo marxista Felipe Alegría, aponta outro ponto em comum: a luta de classes.
“Para a maioria dos historiadores e para a esquerda oficial, a guerra civil se reduz ao choque sangrento entre democracia e fascismo, alheio à luta entre as classes sociais. Mas, algo que a caracterizou foi a luta de classes”.
“Foram os trabalhadores e os camponeses pobres em armas, desobedecendo aos chamados de calma vindos do governo republicano, que esmagaram o levantamento fascista do exército nas principais cidades”.
Na Palestina, também são os trabalhadores e camponeses pobres que enfrentam, com ou sem armas, a barbárie sionista que é apoiada, direta ou indiretamente, por todas as potências imperialistas, pelos regimes árabes e pela Autoridade Palestina.