As mulheres enfrentam violência diariamente em todas as partes do mundo. No Chile, as mulheres recebem, em média, 31,7% menos de salários do que homens e os feminicídios não param de aumentar: se em 2018 houve 59 casos, em 2019 elas aumentaram para 62.

Por: Corriente Roja

As mulheres fazem parte da luta que a classe trabalhadora está realizando no mundo para enfrentar os planos que os governos patronais querem impor por ordem do imperialismo.

No Chile, há uma revolução em andamento e as mulheres fazem parte dela. Elas estão nas ruas enfrentando a repressão do governo Piñera e se organizando com o resto dos trabalhadores nas Assembleias Populares. Como diz o hino do coletivo feminista Las Tesis, cantado por milhares de mulheres no mundo, “o patriarcado são os pacos[1], os juízes, o Estado e o presidente”.

Piñera violou sistematicamente os direitos humanos. Mulheres e pessoas LGBTI foram vítimas diretas de violência sexual por forças repressivas do governo. Têm quase 200 casos de denúncias de estupro e abuso sexual. E certamente o número aumentaria se todas as denúncias fossem feitas. Casos como Daniela Carrasco, mais conhecida como “La Mimo”, que foi torturada e morta pelas forças policiais durante o Estado de Emergência, abalaram o mundo inteiro.

Mulheres pela revolução chilena

Nos dias 10, 11 e 12 de janeiro, foi realizado em Santiago, Chile, o Segundo Encontro Plurinacional das que Lutam, com mulheres e dissidências sexuais. Esta reunião foi uma grande ocasião para dar um novo impulso à revolução e exigir, com mais força, Fora Piñera!

Para que a revolução chilena avance, é necessário que o dia 8 de março se torne um grande dia de luta das mulheres, os trabalhadores e todos os setores oprimidos. É por isso que nossos companheiros/as do MIT chamam a preparar uma grande greve geral e um plano de luta até Piñera e todos os de cima caírem, mas também para conquistar as reivindicações das mulheres:

– Julgamento e punição por violações de direitos humanos com comissões, investigadores independentes do governo e empresários.

– Orçamento de emergência para combater a violência machista, pleno emprego e casas abrigos.

– Igualdade salarial e sistema nacional de cuidados que libere as mulheres do trabalho doméstico.

Educação sexual não sexista.

– Direito de decidir sobre o próprio corpo: aborto legal, seguro e gratuito para não morrer.

[1] Policiais

Tradução: Lena Souza