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Palestina

Thiago Ávila foi torturado e poderá ser preso por tempo indeterminado de acordo com as leis de israel

Global Sumud flotilla

maio 3, 2026

Refém de israel, Thiago foi torturado, espancado e violentado na embarcação da marinha israelense, “NAHSHON”, ele foi arrastado de bruços pelo chão e espancado tão violentamente que desmaiou duas vezes.

2 de maio de 2026 Palestina Ocupada –

Enquanto milhares de palestinos permanecem presos sem acusação e sujeitos a abusos sistemáticos, a Global Sumud Flotilla confirma que Saif Abukeshek e Thiago Ávila foram transferidos para a Prisão de Shikma em Askalan, ao norte de Gaza, na Palestina ocupada, após seu sequestro ilegal em águas europeias por forças israelenses. A prisão é conhecida por ser usada para deter prisioneiros palestinos sob duras condições, tendo sido usada recentemente para aprisionar civis sequestrados em Gaza como parte da campanha genocida de israel contra o povo palestino. Este desenvolvimento marca uma escalada crítica, agora agravada por relatos confirmados de tortura sob custódia.

Apesar de intervenções legais urgentes e amplos apelos internacionais, os países europeus abdicaram de suas obrigações legais e permitiram a transferência dos dois civis, colocando-os em risco imediato. Após sua transferência forçada, novos depoimentos urgentes surgiram por meio de canais diplomáticos e advogados, suscitando alarme sobre o tratamento de detidos sob custódia. A esposa de Thiago informou que recebeu na primeira hora da manhã de hoje no Brasil, uma ligação da embaixada brasileira de Tel Aviv. Não foi permitido aos embaixadores que estivessem com celular no momento da visita consular, e só puderam vê-lo separados por um vidro. Em razão disso não foi possível o contato com sua esposa, ou mesmo mostrar um áudio que a filha Teresa de 2 anos de Thiago havia gravado para ele. Lara escreveu uma carta para Thiago, que também narrou uma carta que os embaixadores transcreveram mas ainda não enviaram.

Na visita Thiago relatou ter sofrido tortura, espancamento e maus tratos. Estava com marcas visíveis de violência no rosto e se queixando de dores, principalmente no ombro. Disse ter sido visto por um médico, mas não recebeu assistência médica necessária às suas queixas. A embaixada está insistindo para garantir tratamento médico adequado. A advogada que o visitou disse que ele está com o olho esquerdo fechado em virtude do inchaço dos machucados, não conseguindo sequer enxergar até poucas horas atrás. Durante o trajeto para a prisão sofreu tortura, espancamento, ameaças e violência psicológica. Durante o trajeto no mar mediterraneo, chegaram a ameaçá-lo jogar da embarcação dentro do mar-aberto, além de ameaçarem a integridade de sua família no Brasil.

Thiago está em greve de fome desde o sequestro, mas segue bebendo água. Ele ainda não foi informado sobre quais são as acusações que enfrenta, e nem a embaixada. Thiago também disse a embaixada que não sairá enquanto o Palestino-Espanhol Saif Abukeshek, com quem foi preso e torturado no navio da marinha israelense, não for liberado, e que não há outra opção que não seja sair juntos. O Ministério das Relações Exteriores de israel publicou no dia 30 de abril, em sua conta oficial no “X” (@israelMFA) que Thiago Ávila seria levado à israel para interrogatório, suspeito de atividades ilegais, e Saif Abukeshek, suspeito de pertencer a uma organização terrorista. Sem qualquer base legal, israel os sequestrou simplesmente por fazerem parte da missão civil humanitária que tem como objetivo levar ajuda humanitária a Gaza, que sofre com uma crise humanitária e um genocídio em curso.

Os advogados puderam acessar Thiago logo após a visita consular, quando relatou ter sido submetido a extrema brutalidade pelas forças armadas israelenses durante a apreensão das embarcações. Ele foi arrastado de bruços pelo chão e espancado tão violentamente que desmaiou duas vezes. Atualmente, apresenta hematomas visíveis no rosto, inclusive ao redor do olho esquerdo, e relata mobilidade reduzida e dor intensa na mão. Desde o momento em que foi detido pelas forças armadas israelenses até sua transferência para o Serviço Prisional de Israel, mais de dois dias depois, ele foi mantido em isolamento e com os olhos vendados. Agora, encontra-se detido em uma cela sem janelas.

Thiago relatou ter sido interrogado pela agência de inteligência Shabak (ISA) e afirmou que lhe disseram que posteriormente seria interrogado pelo Mossad sob suspeita de “ligação a uma organização terrorista”. Embora os advogados da Adalah tenham exigido informações sobre as acusações, as autoridades israelenses se recusaram a fornecê-las. O Public Committee Against Torture in israel (PCATI), afirma que todos os anos recebe dezenas de queixas de tortura física e psicológica exercida pelos interrogadores do serviço de segurança israelense. Os métodos de tortura incluem privação de sono, exposição a calor ou frio extremos, ameaças, assédio sexual e humilhação. Diferentemente das outras vezes, Thiago não enfrenta somente leis imigratórias, mas está sendo ameaçado de acusações inseridas no ordenamento penal israelense, que atentam diretamente contra sua integridade física e liberdade. O cruel sistema penal israelense tortura e aprisiona palestinos e crianças há decadas. A lei combatentes ilegais de 2002 autoriza o Chefe do Estado-Maior das FDI (Forças de Defesa de israel) a emitir ordens de detenção se considerar que a libertação do indivíduo prejudica a segurança do Estado. Se formalmente acusado, Thiago poderá ser preso por tempo indeterminado.

A Global Sumud Flotilla reitera que a transferência forçada de civis de águas internacionais e europeias para custódia, combinada com relatos de tortura e a ausência de devido processo legal, constitui uma grave violação do direito internacional e deve ser responsabilizada. Apelamos urgentemente aos governos, organizações de direitos humanos, instituições jurídicas, meios de comunicação e sociedade civil em todo o mundo para que exijam:

● Que os governos da Espanha, Suécia e Brasil tomem medidas diplomáticas imediatas para garantir a libertação de seus cidadãos

● Que organizações internacionais e órgãos jurídicos intervenham urgentemente para garantir a segurança e os direitos dos detidos

● Que governos e instituições públicas rejeitem e contestem acusações infundadas que coloquem em risco civis detidos

● Que as autoridades competentes garantam a responsabilização por violações, incluindo tortura, detenção ilegal e transferência forçada Princípios Gerais e Declaração de Direitos Humanos

O tratamento de detidos em qualquer contexto deve ser regido por normas jurídicas internacionais vinculativas, incluindo a proibição absoluta da tortura e a obrigação de garantir o devido processo legal e o tratamento humano. O tratamento relatado de detidos sob custódia israelense, combinado com a escalada da retórica e acusações infundadas, suscita preocupações urgentes e profundas para a comunidade internacional. Qualquer política ou prática que coloque em risco a vida de prisioneiros constitui um desafio direto aos princípios fundamentais do direito internacional, à dignidade humana e à justiça. Saif e Thiago não são abstrações, são seres humanos com direitos invioláveis. Eles têm direito à proteção, ao devido processo legal e à plena preservação de suas vidas e dignidade. Eles são pais, filhos e pilares de comunidades que dependem de seu retorno seguro. Seus sequestros são uma grave violação das normas internacionais e exige ação global urgente, intransigente e coordenada não apenas para garantir sua libertação, mas também para confrontar o sistema mais amplo de cerco, detenção e desumanização imposto aos palestinos, particularmente em Gaza.

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