dom abr 21, 2024
domingo, abril 21, 2024

Forte apoio à Palestina nos povos árabes

Esta semana ocorreram, em vários países árabes, diversas mobilizações de apoio à luta do povo palestino que na Faixa de Gaza resiste heroicamente à brutal agressão de Israel. As mais importantes foram realizadas em Amã, capital da Jordânia.

Por: Alejandro Iturbe

A mídia ocidental dificilmente noticia essas mobilizações e elas são reproduzidas através de vídeos filmados pelos participantes e divulgados em mídias alternativas como o Instagram.

Através deste meio, recebemos um vídeo que relata: “Em todo o mundo árabe, estão a surgindo protestos noturnos em apoio a Gaza. Na Jordânia, as manifestações continuam pelo segundo dia, enquanto os manifestantes cercam a entidade sionista (embaixada de Israel) e quebram barreiras de segurança para chegar lá.” A ação é muito massiva e os participantes gritam: “Gaza está com fome, governos árabes covardes!” A polícia jordaniana reprimiu a vanguarda da mobilização (a maioria jovens) que avançava em direção à embaixada israelense[1]. A ação foi de tal magnitude que forçou o New York Times a falar sobre isso.[2]

A mesma postagem no Instagram relata uma mobilização em Bagdá (capital do Iraque): “os manifestantes dizem: “Não cedam aos agressores. De Gaza veio a decisão: intifada e vitória! […] Juramos que romperemos o cerco e derrotaremos o exército agressor.”

Também recebemos informações sobre mobilizações no Egito, Tunísia e Marrocos. Neste último país, no Dia das Mães local, milhares de mulheres realizaram uma grande manifestação e cantaram: “O mártir derramou o seu sangue. Oh, juventude, juntem-se a nós”[3].

Protestos em torno da Embaixada de Israel em Amã, capital da Jordânia. Março de 2024Manifestação perto da embaixada de Israel em Amã, Jordânia, em apoio a Gaza e contra o genocídio. Retirado de: https://t.me/PalestinaHoy

A partir de Outubro de 2023, quando o exército israelita invadiu a Faixa de Gaza para levar a cabo uma nova ação sangrenta e genocida contra o povo palestino, iniciou-se uma poderosa onda de mobilizações de massas em todo o mundo, em apoio ao povo palestino e repudiando a agressão sionista. Esta onda ocorreu mesmo nos países imperialistas que apoiam Israel (como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha) e teve expressões gigantescas nos países do mundo árabe e muçulmano, que enfrentavam os seus governos (muitos deles cúmplices de Israel, por ação ou omissão).

Isso é de grande importância para a luta do povo palestino. Vejamos o caso da Jordânia. Este país faz fronteira com o território palestino da Cisjordânia (são separados pelo rio Jordão). Quando o sionismo levou a cabo a nakba, centenas de milhares de palestinos foram forçados a emigrar, especialmente para países árabes vizinhos, como a Jordânia, onde permaneceram como refugiados, em condições muito duras. Atualmente, cerca de 2.500.000 palestinos vivem na Jordânia (de uma população total de menos de 12 milhões de habitantes).

Em 1994, o regime monárquico jordano reconheceu o Estado de Israel, assinou a “paz” com ele, entregou a Cisjordânia (que, durante décadas, esteve sob a sua administração) e tornou-se o “guardião externo” das fronteiras israelitas e uma “barragem de contenção e opressão” dos refugiados palestinos que vivem no seu território, que são reprimidos cada vez que lutam contra essa situação, como acaba de acontecer. Uma traição semelhante foi levada a cabo pela OLP e por muitos governos árabes.

Em numerosos artigos dissemos que a heroica resistência palestina nos territórios ocupados por Israel luta contra o seu inimigo com grande inferioridade militar. Para recuperar o seu território histórico, o povo palestino precisa derrotar militarmente e destruir o Estado de Israel.

Para que este objetivo seja possível, é necessário que a luta palestina seja a faísca que “incendeie” a região com um processo revolucionário dos povos árabes contra os seus governos e regimes traidores, para retomar o caminho da luta militar contra Israel. Isto é essencial para os países vizinhos, como o Egipto e a Jordânia[4].

No imediato, é bem possível que estas mobilizações na Jordânia encorajem um aumento da luta e da resistência na Cisjordânia, uma vez que estão ligadas por muitas conexões históricas e atuais[5].

Está também aberta a possibilidade de que estas mobilizações em vários países sejam um sintoma do início de uma nova onda de mobilizações gigantescas no mundo árabe. É muito importante que assim seja, porque ocorre num momento em que a ofensiva de Israel (apesar dos seus métodos genocidas) tem sérios problemas e o governo de Netanyahu está enfraquecido[6].

A LIT-QI e os seus simpatizantes no mundo árabe colocaram todos os seus esforços para promover estas mobilizações.

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[1] Em todo o mundo árabe, surgem protestos após as orações noturnas em apoio a Gaza. Na Jordânia, como demonstração É sempre o segundo… | Instagram

[2] https://www.nytimes.com/video/world/middleeast/100000009383249/gaza-palestinian-protesters-israeli-embassy-jordan.html

[3] https://www.instagram.com/salehatiaa/reel/C49XF-hoOew/

[4] https://litci.org/es/la-question-palestina-punto-central-de-la-revolucion-arabe/

[5] https://litci.org/es/cisjordania-el-otro-frente-del-ataque-israeli-a-los-palestinos/

[6] https://litci.org/es/israel-a-netanyahu-se-le-complica-todo/

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