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quinta-feira, fevereiro 29, 2024

Neste 25 N: Lutar contra a violência machista e os ataques do governo

O dia 25 de novembro marca o Dia Internacional contra a Violência às Mulheres e nós do Partido dos Trabalhadores consideramos de extrema importância abordar a situação em que se encontram as mulheres da classe trabalhadora neste 2023.

Por: PT-Costa Rica

Na Costa Rica, como resultado da crise social do país, as mulheres da classe trabalhadora retiraram-se em massa dos empregos remunerados e veem o seu acesso aos serviços de saúde, cuidados, educação e habitação vulnerado devido às políticas de grandes cortes do Estado aos serviços públicos que o Presidente Rodrigo Chaves vem implementando, em continuidade com governos anteriores do PAC. E em conjunto com os demais grandes partidos empresariais, implementando assim políticas particularmente violentas contra as mulheres da classe trabalhadora, que passam a ressoar com as posições machistas do presidente em múltiplas questões.

A sociedade está em profunda decomposição, com taxas recordes de homicídios de homens e mulheres, tiroteios, execuções, brutalidade policial recorrente em bairros populares e repressão às lutas camponesas lideradas por mulheres. Esta ação violenta por parte da polícia tem tido recentemente conotações misóginas e LBGTIfóbicas e tem ocorrido o processo judicial de mulheres, como mecanismo de intimidação por lutar ou mesmo trabalhar como jornalista. Esta é a responsabilidade e política direta do governo.

Neste contexto, a violência machista é um problema social muito grave que deve ser enfrentado, com milhares de denúncias de violência com medidas de proteção ao ano, bem como por crimes sexuais, mais de 100 pedidos de ajuda ao 911 por violência machista por dia e dezenas de tentativas de feminicídio por ano. Em 2023, o Observatório de Gênero do Poder Judiciário reportou 15 feminicídios, mas registros alternativos sérios situam esse número em 21. A isso se somam 16 assassinatos violentos de mulheres, com elementos que sugerem que poderiam ser classificados como feminicídios.

Como partido, consideramos esta situação um fracasso social absoluto, solidarizamo-nos com os entes queridos destas mulheres assassinadas e sentimos a urgência de tomar as medidas necessárias para que este número chegue a 0, como posiciona o já histórica sconsigna:  Nem uma a menos!

Denunciamos a impunidade que impera no Sistema Judiciário, assolado por vícios decorrentes de estereótipos sexistas e classistas, como demonstram as infelizes declarações de Walter Espinoza em 2020 a respeito do feminicídio de Luany, pelo qual recebeu apenas uma carta de repreensão, embora tenha interferido negativamente num processo judicial. Também com os deficientes procedimentos de investigação no feminicídio de María Tacsan, bem como a impunidade de figuras poderosas no brutal feminicídio de María Luisa Cedeño. E isso não inclui o tratamento de casos de mulheres que nem sequer podem ser identificadas como assassinadas com indícios de feminicídios, cujos processos não são divulgados ou acompanhados nos meios de comunicação, nem de mulheres assassinadas em contextos de crime organizado, em tiroteios, ou até como forma de agredir os homens com quem se relacionam.

Diante de tal panorama, nós do Partido dos Trabalhadores queremos conclamar as organizações sociais, sindicais, feministas e políticas de esquerda a que retornemos ao caminho do protesto social, única forma de obter conquistas para a classe trabalhadora. Achamos necessário organizar um Encontro Nacional de Mulheres para chegar a uma Agenda comum e a um Plano de Luta para enfrentar este governo que ataca as mulheres em tantas frentes (econômica, social, ideológica).

Da mesma forma, consideramos essencial que todo o movimento de mulheres que sairá às ruas neste 25 de novembro, seja crítico do imperialismo e se posicione vigorosamente ao lado de todas as mulheres palestinas que estão sendo vítimas de um genocídio imperialista-sionista e vivendo aberrantes situações decorrentes da condição de mulheres, como partos sem atendimento médico e cesarianas sem anestesia, além da horrenda aniquilação de bebês, meninos, meninas e homens. A resistência heroica do povo palestino deve ser cercada pela mais absoluta solidariedade internacional e pela exigência de que os nossos governos nacionais rompam relações com o Estado de Israel.

Neste 25N apelamos para que as bandeiras palestinas sejam agitadas em todas as marchas contra a violência machista, até que lá em Gaza, saibam que não estão sozinhos.

Neste dia 25 N: lutar contra a violência machista e os ataques do governo!

Parar o genocídio, Mulheres trabalhadoras com a resistência palestina!

Por um encontro nacional de mulheres para organizar a resistência!

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