qui jun 13, 2024
quinta-feira, junho 13, 2024

Argentina deve romper relações com Israel

Israel realiza um verdadeiro genocídio diante dos olhos do mundo.

A propaganda sionista, amplificada pelo imperialismo norte-americano com a cumplicidade da Europa, avança através dos meios de comunicação de massa.

Por:  PSTU-Argentina

Imediatamente após a ação do Hamas, uma ação que se apressaram a condenar, mas que todos os lutadores do mundo pela liberdade e contra a injustiça consideram uma expressão do direito inalienável de um povo de enfrentar a opressão, viraram a opinião pública com mentiras sobre o caráter sanguinário dos palestinos e os nomearam de “terroristas”.

Mas isso está mudando. Os próprios reféns libertados pelos palestinos deram conta da humanidade com que foram tratados.

Judeus antissionistas manifestam-se de Nova Iorque ao nosso país, denunciando que o judaísmo não é sionismo e repudiando o genocídio. Na própria Tel Aviv, realizaram-se manifestações em frente à casa de Benjamin Netanyahu.

Em todo o mundo árabe, mobilizam-se em frente às embaixadas norte-americanas. Na Turquia atacaram uma base militar dos EUA.

Na Europa, os estivadores recusam-se a carregar navios com destino a Israel. A maior manifestação desde a Segunda Guerra teve lugar em Londres, com meio milhão de participantes. Nos próprios Estados Unidos, apoio central do enclave sionista, centenas de milhares ocuparam as praças de Washington e ocorreram ações em diversas cidades.

E na América Latina também crescem as ações em favor do povo palestino.

Palestina e Malvinas

Na Argentina, foram realizadas mobilizações, mas ainda são menores. No entanto, a Argentina tem muito em jogo. A invasão do sionismo à Palestina e a instalação do Estado confessional e racista de Israel – com o apoio do imperialismo norte-americano e da ONU – resultou no surgimento de um Estado artificial, com uma população “importada” que não vivia na área. É o que chamamos de “enclave”. Ou seja, um estado criado no território de outro, com população inserida.

No início, esse território era apenas uma parte da superfície situada entre o rio Jordão e o mar. Mas em sucessivas agressões militares e expulsões de palestinos, se tomou quase toda a área, deixando os palestinos nas “regiões-prisões” de Gaza e da Cisjordânia.

Salvando as diferenças, é semelhante ao que aconteceu com as Malvinas, um enclave também. A Inglaterra tomou essas ilhas argentinas há 190 anos e colocou nelas uma população – os “kelpers” – que não vivia lá. Fundou um estado artificial – as “Falklands” -. E nega ao nosso país todos os direitos sobre a área.

Essa é uma causa nacional para a população argentina. Sofremos por aquele pedaço do nosso país que nos foi tirado. E exigimos recuperação.

Contudo, é uma pequena porção do nosso território, que também estava despovoado na época da invasão pirata inglesa.

Imagine se os ingleses tivessem tomado grande parte do nosso território, expulsado a maior parte dos seus habitantes, escravizando o resto na nossa própria nação. Estaríamos lutando todos os dias de nossas vidas por nossa liberdade.

Esta é a situação na Palestina: Malvinas multiplicadas por um milhão.

Portanto, na Argentina devemos ver a causa palestiniana como a nossa própria causa. Os invasores piratas de todo o mundo – entre eles a Grã-Bretanha – serão mais fracos se a ofensiva israelita for derrotada, se milhares de soldados do exército sionista nazi regressarem em embalagens de plástico a Israel, se a Palestina vencer.

Argentina deve romper relações com Israel

Por tudo isto, é dever de cada habitante do nosso país apoiar a luta do povo palestino.

Mas tanto o Governo como a oposição patronal fazem o oposto. Uma vergonha!

Temos que redobrar a mobilização, torná-la permanente.

A Bolívia acaba de romper relações diplomáticas com Israel. Os governos da Colômbia e do Chile convocaram os seus embaixadores em Tel Aviv para consulta. Tardiamente, a América Latina se levanta diante da barbárie.

Não pode ser que a Argentina continue, devido ao servilismo dos governantes e dos opositores, ao lado de Israel e dos seus sócios, os EUA e a Grã-Bretanha.

Temos que impor esta medida elementar para enfrentar o genocídio: a Argentina tem que romper imediatamente as relações diplomáticas!

Juntamente com isso, temos de fazer uma campanha para confiscar as empresas israelitas no nosso país. Já existe uma campanha contra a Mekorot, uma empresa estatal israelita de água que tem contratos secretos com 10 províncias argentinas. Fora! Existem outras empresas semelhantes. A vitória palestina é a nossa vitória.

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