qui jul 18, 2024
quinta-feira, julho 18, 2024

Peru: Apoio a Terceira Ocupação de Lima, pela queda definitiva do Governo Boluarte

A Terceira Ocupação de Lima, convocada a partir do sul para 19 de julho, apresenta a oportunidade de acabar com o governo reacionário e assassino de Dina Boluarte.

Por: PST-Peru

Se as elites abastadas pensavam ter derrotado a grande luta no sul e sonhavam em ficar pelo menos até 2026, estavam enganadas. Depois de um breve espaço que lhe permitiu recuperar as forças e aprender as lições dos duros dias de dezembro-março que custaram 69 vidas e enormes sacrifícios, a luta volta e com mais energia.

Voltam porque suas bandeiras, depois de manchadas e repletas de injúrias e mentiras pelos detentores do poder, foram legitimadas, não só pelas denúncias contra o governo de ter cometido graves violações dos direitos humanos e de tentar escondê-las com mentiras e se recusando a todo tipo de investigação, mas também por seu próprio fracasso ao não atender emergências sociais como o Niño Costero e a epidemia de dengue, que mostram sua atitude, além de antidemocrática, antipopular.

Acabou o oxigênio que Boluarte ganhou com o recuo das lutas e o que cresce agora é o ódio contra seu governo e seus sócios no Congresso, ainda mais quando, zombando de seus anúncios de adiantar as eleições, pretendem não só ficar até 2026, mas nivelar o terreno para manter os setores reacionários no poder.

Porém, o novo dia que se anuncia não é e nem será fácil. Não só porque o governo, embora fraco, vai responder com mais violência tentando obter o mesmo resultado de antes, mas porque o ímpeto do sul –como já vimos– não é suficiente para vencer. Para vencer, é necessária a união dos trabalhadores e da população em torno dessa luta.

A concretização desta unidade é da responsabilidade da CGTP enquanto central nacional onde se agrupa a maioria dos trabalhadores. Os movimentos regionais fizeram e fazem mais do que podem e devem. É por isso que esta unidade só pode ser feita a partir da CGTP e em torno da luta que esta lidera. Trata-se de seguir o exemplo da Paralisação Nacional de 19 de julho de 1977, que, ao concretizar a unidade dos trabalhadores e do povo na luta, conseguiu derrotar a ditadura militar.

Esta tarefa não é garantida pela CGTP, que na fase anterior já apresentava um comportamento mediatizado e era vista do sul como uma “traição”. Agora a central convoca um dia de luta para esse dia separado e sob sua agenda; e para lhe dar crédito tentando “disciplinar” a onda que vem do sul, fez uma reunião de organizações regionais e nomeou um Comando de Luta, sem com isso dissipar a desconfiança das bases.

Por isso, a tarefa mais importante que temos neste momento é discutir esta situação em cada base e em cada assembleia, e nos preparar para participar com todas as nossas forças nesta nova jornada, tentando traduzir a unidade em ação.

A queda de Boluarte e o avanço das eleições devem permitir reconquistar os espaços democráticos perdidos para retomar a luta por reivindicações, libertar os presos e réus, abrir o julgamento e a punição dos responsáveis ​​pelos assassinatos e iniciar uma nova etapa para reorganizar as forças e avançar na construção de uma nova direção de classe, com vista a avançar para a luta fundamental pelas profundas mudanças de que todos necessitamos

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