qua abr 24, 2024
quarta-feira, abril 24, 2024

Uma história que se entrelaça com o movimento operário

A comemoração dos 40 anos da fundação da atual LIT-QI oferece a oportunidade de resgatar elementos basilares da nossa corrente política, que tem quase o dobro de antiguidade. Nosso presente só pode ser explicado por um passado, pela totalidade entre teoria-programa-práxis que moldou a vida partidária de várias gerações. Um dos pilares fundacionais que continua sustentando a LIT-QI é sua compreensão do – e, sobretudo, sua intervenção no – proletariado industrial, concebido como sujeito social da revolução socialista.

Por: Daniel Sugasti

Frequentemente nos referimos à ofensiva ideológica que o imperialismo instrumentou contra o marxismo – que anunciou a suposta vitória definitiva do capitalismo sobre o socialismo – depois da restauração da economia de mercado nos ex Estados operários do Leste europeu, China e Cuba[1].

A cantilena da derrota e do fim do socialismo causou estragos. Incontáveis organizações que se reivindicavam de esquerda em todo o mundo, inclusive milhares de militantes revolucionários, degeneraram programática, política, e até moralmente. O processo de capitulação teórico-política também arrasou com partidos que se reivindicavam trotskistas.

Tudo ficou questionado: a luta de classes; a possibilidade de derrotar o imperialismo; a necessidade – e a possibilidade – de tomar o poder e destruir o Estado burguês pela via insurrecional; a validade da construção de partidos nacionais e de um Partido Mundial, segundo as lições dos quatro primeiros congressos da III Internacional; entre outros aspectos centrais do programa marxista.

Também se renegou o papel que o marxismo atribui ao proletariado industrial como sujeito social da revolução socialista. Nos últimos 30 anos, uma legião de ONGs e de intelectuais ditos progressistas, e até marxistas, empreenderam a tarefa de demonstrar a suposta esterilidade política ou a “desaparição física” do proletariado industrial[2], ao mesmo tempo em que se esforçam para apontar a centralidade de “novos sujeitos” nos processos políticos atuais: a “cidadania global”[3], “indignados”, “precarizado”, “o povo”, ou uma confluência de movimentos identitários.

Sabemos que nenhuma definição política é desinteressada. Toda essa terminologia está a serviço de uma operação teórico-ideológica concreta: negar a premissa da luta de classes como motor da história.

Em essência, nos dizem que a contradição principal da sociedade capitalista já não seria a luta entre a burguesia e o proletariado, mas entre “a casta” e “o povo”; entre os “mercados” e os “cidadãos”, etc.

Recorrer à teoria marxista é indispensável em tempos de confusão ideológica. Nesse sentido, é imperativo retomar o estudo do pensamento dos mestres do marxismo, à luz da experiência de quase dois séculos de lutas operárias.

O programa do trotskismo é o programa da classe operária em ação.

Celebrar as quatro décadas da LIT-QI significa seu programa e práxis, a tradição de uma corrente. Isto exige falar das ideias e da trajetória de Nahuel Moreno, a quem consideramos o mais lúcido e consequente dirigente trotskista da segunda pós-guerra. Implica deter-se na concepção do que hoje é a LIT-QI sobre do papel da classe operária na revolução socialista, e da relação entre o partido revolucionário e o proletariado.

Os primeiros anos: o GOM e Villa Pobladora

Nos primeiros anos da década de 1940, o trotskismo argentino não passava de um punhado de pequenos grupos dispersos e sem conexão concreta com o movimento dos trabalhadores.

Sua atividade política se limitava a intermináveis reuniões, que giravam em torno de discussões abstratas sobre as questões mais diversas.

O ponto de encontro desse trotskismo pequeno burguês, muito boêmio e contemplativo, eram os tradicionais cafés de Buenos Aires. Nahuel Moreno depois caracterizaria esse ambiente estéril dizendo: “entre os anos ’40 e ’43, o trotskismo era uma festa”[4].

Em 1943, Moreno e outros jovens rompem com esses métodos e ambiente, e fundam o Grupo Operário Marxista (GOM). O núcleo fundacional nasceu no bairro portenho de Villa Crespo.

Nesse mesmo ano, Nahuel Moreno havia escrito um documento intitulado “O Partido”, que seria o precursor da nova organização e no qual ficou configurada uma decisão que seria determinante para a corrente: os membros do GOM abandonariam “a festa” dos círculos intelectuais próprios do “trotskismo de café” para ligarem-se estreitamente à classe operária.

Nesse texto, diz: “Mas o urgente, o imediato, hoje como ontem, é: aproximar-nos da vanguarda proletária e rechaçar como oportunista toda tentativa de desviar desta linha. Mesmo que se apresente como uma tarefa impossível[5].

Com esta orientação, os membros do GOM tentaram se misturar com a classe operária, identificar-se com suas lutas e até com seu modo de vida. Eram tempos em que o movimento operário crescia e era muito dinâmico.

Ainda em 1943, o grupo participou da principal concentração do 1º. de Maio. Não foram mais do que cinco militantes trotskistas que marcharam ao grito de “Quarta…Quarta!”. Foram atacados pela juventude do Partido Socialista. Moreno lembraria esse fato com simpatia, comentando uma chacota do companheiro Faraldo, que contava que um operário, ao ver passar aquela coluna que gritava “Quarta…Quarta!”, exclamou: “É verdade… são quatro”[6].

Entre 1943 e 1944, o GOM percorria as fábricas, participava de conflitos sindicais, visitava as casas dos operários, fazia colagem de cartazes, pichava paredes com consignas políticas, editava panfletos com textos clássicos – Cadernos Marxistas, Edições Outubro–, além de elaborar os interessantes “Boletins de discussão do GOM”.

Cartaz do GOM sobre um aniversário da Revolução Russa

Porém foi em abril de 1945, quando eclodiu a greve do frigorífico Anglo-Ciabasa, que se apresentou a primeira oportunidade para dar um salto importante. Os jovens trotskistas entraram com tudo para intervir na luta daquela que era uma das fábricas mais importantes do país, com cerca de 12.000 operários.

A participação decidida do grupo lhes permitiu ganhar a quase totalidade do Comitê de Fábrica[7]. Moreno contava que, a partir dessa greve, “fizemos uma espécie de comuna em Avellaneda: desviamos o trânsito e não era possível circular sem uma carteirinha do sindicato”[8].

Os militantes do GOM mudam-se para Villa Pobladora, o principal centro industrial da Argentina naqueles anos, e um dos maiores na América Latina. Além de sua intervenção na greve e os sindicatos dos trabalhadores da carne, passaram a dirigir meia comissão diretiva da SIAM, então a maior metalúrgica do país. Também orientaram a fundação de vários sindicatos importantes, como a Federação dos trabalhadores da Carne e a Associação Operária Têxtil. Dirigiam, além disso, fábricas de tubos de cimento, de couro, etc.

Sempre com o objetivo de inserir-se na realidade operária, o GOM avançou em sua inserção dentro do bairro, a tal ponto que Nahuel Moreno chegou a ser presidente do clube de bairro “Corações Unidos”, onde se organizavam desde bailes até cursos e palestras sobre as revoluções francesa e russa.

A partir deste trabalho, o pequeno grupo de quatro ou cinco companheiros passou a ser uma centena. Em Villa Pobladora, fazendo cursos para os operários, misturando-se com as famílias operárias e destacando a seus membros nos sindicatos, construíram um singular “bastião trotskista”, erigido em meio à maré peronista que havia inundado o país desde 1945.

A importância do giro para a classe operária é enorme em nossa história. Em um ambiente onde o normal eram os duelos retóricos nos cafés portenhos, deixar tudo para ir trabalhar e militar nos frigoríficos e nos bairros operários não era algo fácil nem comum. Os escassos membros do GOM, muitos com menos de vinte anos de idade, bem poderiam ter tomado outro rumo, como entrar ou manter-se na universidade. Mas escolheram outro caminho, o mais difícil.

Entenderam o mais importante: entenderam que sem se ligar à classe operária, não existe trotskismo, pois o programa do trotskismo é o programa da classe operária em ação. Moreno sempre insistiu em que a mobilização permanente da classe operária, democraticamente auto-organizada, é a razão de ser do autêntico trotskismo.

As diferenças com a direção pablista e mandelista

Neste sentido, a batalha de nossa corrente para que a Quarta Internacional se ligasse à classe operária foi uma constante no chamado movimento trotskista.

Esta foi uma polêmica com a direção de Michel Pablo e Ernest Mandel. O caráter pequeno burguês deste setor imprimia distorções impressionistas e ecléticas em suas análises políticas, que, em última instância, expressavam concessões às pressões dos meios intelectuais europeus. Isto os levava, recorrentemente, a dar giros bruscos e a apoiar politicamente dirigentes e movimentos alheios – e opostos- à classe operária.

Desta forma, capitulavam a qualquer fenômeno político que encantasse as chamadas vanguardas e, coerentemente, a toda direção política burocrática, pequeno burguesa e até nacionalista burguesa, que liderasse algum processo de luta importante ou uma revolução.

Os nossos diziam que esse trotskismo não passava de seguidismo às “modas políticas”. Esta característica, em última instância, demonstrava falta de confiança no potencial revolucionário do proletariado industrial.

Primeiro capitularam ao estalinismo, impressionados pelo enorme prestígio que adquiriu a partir da derrota do nazi-fascismo e da expropriação da burguesia no Leste europeu.

A justificação teórica foi elaborada por Pablo e respaldada por Mandel. Basicamente, davam por iminente uma “terceira guerra mundial” entre o imperialismo estadunidense e a URSS. Em meio a esse curso inevitável, sustentava Pablo, os partidos estalinistas fariam a revolução internacional para defender os Estados operários burocratizados, fonte de seus privilégios. A revisão era completa: os principais dirigentes da Quarta Internacional concediam um caráter revolucionário nada menos que ao aparato contrarrevolucionário mais poderoso da história.

Consequentemente, propuseram a linha organizativa de que os partidos trotskistas da Quarta “entrassem” e se dissolvessem nos partidos estalinistas. Mas esse “entrismo” não era para combater a direção desses partidos, mas para “aconselhá-los” no processo de revolução mundial que, supostamente, liderariam. O resultado foi desastroso. A Quarta se dividiu pela primeira vez em 1953, a partir de que uma ala não admitiu essa revisão. O setor que aplicou a linha do “entrismo sui generis” durante 17 anos, desapareceu.

Enquanto o trotskismo revisionista capitulava ora ao estalinismo, ora ao nacionalismo burguês; a Tito, a Mao; à direção castro-guevarista e sua orientação foquista para a América Latina; à vanguarda estudantil radicalizada surgida durante o Maio francês; ao eurocomunismo e ao sandinismo, a corrente orientada por Moreno, embora minoritária, se orientou no sentido oposto e não poupou esforços para inserir-se no movimento operário, em seus locais de trabalho, concorrendo sempre como uma alternativa de direção revolucionária para suas lutas.

Mandel, dirigente histórico do ex SU, que Moreno definiu como “o centro do revisionismo mundial”.

Em 1984, Moreno explicava para uma nova camada de dirigentes partidários a força das pressões exercidas pelos modismos políticos nos anos 1960 e 1970: “No início da década de ’60, todo mundo lia Che Guevara e Frantz Fanon. Nós parecíamos loucos: éramos os únicos que dizíamos que a classe operária não é oligárquica e aristocrática. Eles diziam que tínhamos que fazer revoluções contra ela (…) e nós dizíamos: ‘Não senhor’ […]. Dissemos, então, ‘a classe operária vai se mobilizar’. E se mobilizou. Em 1968, sete ou oito anos depois das polêmicas com Che Guevara […]”[9].

Esta confiança no potencial revolucionário do proletariado, segundo Moreno, se baseava em que: “O trotskismo se conecta com o proletariado e só com ele (…) Seu programa é essencialmente operário. É o programa que a classe operária deve aplicar para conduzir todos os explorados do mundo. Por isso o trotskismo acompanha o proletariado como a sombra ao corpo”[10].

A obsessão na corrente para ligar-se à classe operária

Aferrando-se a essa visão programática, os partidos nacionais foram sempre orientados a concentrar esforços e recursos para intervir no movimento operário.

A própria debilidade ou uma determinada situação da luta de classes e/ou do movimento sindical, certamente fizeram com que, ocasionalmente, fossem aplicadas outras táticas, como a construção, por determinado período, no movimento estudantil, popular, e inclusive no interior do campesinato pobre. Mas essas iniciativas sempre foram consideradas táticas, movimentos necessários para encurtar a distância entre os partidos e o movimento operário.

Na história do morenismo, além do caso argentino e sua experiência no tempo do PST e do velho MAS, pode-se mencionar o exemplo dos jovens militantes colombianos que foram intervir nas concentrações operárias de seu país. Ou o caso do partido espanhol quando concentrou suas forças em Getafe, um dos mais importantes centros industriais de Madri. Também deve ser destacada a experiência do grupo de jovens, muitos deles oriundos do movimento estudantil, que, no final da década de 1970 e alguns anos antes do surgimento do fenômeno de Lula e do PT brasileiro, se lançou com audácia a intervir no processo de lutas operárias do ABC paulista, o imenso complexo industrial de São Paulo. Ali participaram de sindicatos e dirigiram oposições contra a burocracia sindical, antes e durante o processo de fundação do PT e da CUT, central operária onde as teses defendidas pelos trotskistas da então Convergência Socialista nunca tiveram uma influência menor que em 10% dos delegados.

O PSTU brasileiro participa ativamente da CSP-Conlutas

Atualmente, a LIT-QI desenvolve trabalhos importantes no movimento operário em vários países, entre eles, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estado espanhol, Itália, Paraguai, Reino Unido, etc.

Mineiros chilenos com a bandeira da LIT-QI

Uma lição de ferro: não existem atalhos

Em nossos dias, existe uma pressão muito forte para que os partidos revolucionários se afastem da classe operária e se aproximem dos “novos” fenômenos sociais e políticos.

Na primeira década deste século, a pressão para tornar-se chavista era quase irresistível. Há dez anos ou menos, a moda ditava apoiar o projeto do Syriza, Podemos, ou o Bloco de Esquerda. Agora, retornam com todas pressões para capitular a Lula e ao PT do Brasil, à coalizão que Boric lidera no Chile, ou à Frente de Todos na Argentina. Sem falar da tendência, promovida pelo neoestalinismo, para respaldar ditaduras capitalistas – até o cúmulo de defendê-las frente à mobilização de seus povos -, como as de Cuba, China e até a Rússia de Putin, que invade a Ucrânia desde fevereiro deste ano.

A grande tarefa colocada é a reconstrução da IV Internacional, fundada por Trotski em 1938.

Na realidade, isto não é algo novo. Essencialmente, é a mesma pressão que sentiram – e à qual se curvaram – os antigos dirigentes do SU e o SWP, quando se impressionavam com a influência de Castro, Guevara, o Maio francês ou o sandinismo.

É a conhecida pressão para não ficar “isolados”; a ideia de que, navegando a favor da corrente, finalmente se poderá “romper a marginalidade”.

Neste sentido, Moreno deixou uma imensa lição às novas gerações de revolucionários/as. Um ensinamento que a LIT-QI mantém até hoje. Sempre buscamos o “caminho às massas”. Mas a luta para fazer parte dos processos vivos da luta de classes e para construir o partido e a Internacional nunca significou nenhum tipo de afastamento dos princípios, nem do programa revolucionário nem da classe operária.

Isto não significa que Moreno e nossa corrente tenham sido imunes às pressões do movimento de massas e dos aparatos que o controlavam. Isto é inevitável. A construção de uma direção revolucionária é uma luta constante contra o oportunismo e o sectarismo.

Moreno, tentando educar metodologicamente o partido, não se cansava de reconhecer publicamente seus erros e desvios, pois estava convencido de que essa era a única forma de encarar seriamente uma retificação. A história da nossa corrente é a história de seus erros, dizia.

Mas o fato de ter podido superar essas pressões, às vezes a um custo muito alto, fez com que a confiança de Moreno na força criadora da classe operária se tornasse mais forte, à luz da experiência. Compreendeu que não existiam atalhos para o poder, que sem a classe operária simplesmente não é possível a ditadura revolucionária do proletariado nem a estratégia da revolução mundial.

Esta lição, indispensável para nossos dias, ficou imortalizada pouco antes de sua morte em janeiro de 1987.

Não há forma de enganar o processo histórico e de classe […] Eu me refiro ao caráter de classe. Nós buscamos e dirigir o proletariado, jamais nos afastamos dele. Isto não é declamação, é uma política internacional de classe que se desprende de uma análise teórica profunda. Não há truque político que valha. De nada serve mentir, dizer ao campesinato que somos campesinos, com o objetivo de fazer uma revolução operária. Se a classe operária não nos seguir, não chegamos a lugar nenhum. Nos burocratizamos, capitulamos ao campesinato. É inconcebível fazer a revolução proletária sem o proletariado […]. Ao longo da minha vida política, depois, por exemplo, de olhar com simpatia o regime que surgiu da Revolução Cubana, cheguei à conclusão de que é necessário continuar com a política revolucionária de classe, ainda que postergue a chegada ao poder para nós em vinte ou trinta anos, ou o que seja. Nós aspiramos que seja a classe operária a que verdadeiramente chegue ao poder, por isso queremos dirigi-la”[11].


[1] Sobre este fato, consultar: HERNÁNDEZ, Martín. Um aluvião oportunista percorre o mundo: sobre os caminhos da esquerda. Revista Marxismo Vivo. São Paulo, n° 9, 2004, pp. 51-55; HERNÁNDEZ, Martín. Um aluvião oportunista II. Revista Marxismo Vivo. São Paulo, n° 10, 2004, pp. 119-128.

[2] GORZ, André. Adeus ao Proletariado: Para Além do Socialismo. Rio de Janeiro: Forende Universitária, 1982.

[3] Para a discussão sobre a relação entre o conceito de “cidadania” e a independência de classe, ver: WELMOWICKI, José. O discurso da cidadania e a independência de classe. Revista Marxismo Vivo. São Paulo, n°1, 2000, pp. 66-77; WELMOWICKI, José. Cidadania, democracia e sociedade civil: o retorno de Eduard Bernstein. Revista Marxismo Vivo. São Paulo, no. 4, 2001, pp. 111-123.

[4] CARRASCO, Carmen; CUELLO, Hernán. Esboço biográfico de Nahuel Moreno. Revista Correio Internacional. Buenos Aires, Edição especial, 1988, p. 7.

[5] MORENO, Nahuel. O Partido. Revista Marxismo Vivo Nueva Época. São Paulo, n°1, 2010, p. 211.

[6] GONZÁLEZ, Ernesto (Org.). O trotskismo operário e internacionalista na Argentina. Tomo I: do GOM à Federação Bonaerense do PSRN (1943-1955). Buenos Aires: Editorial Antídoto, 1995, p. 84.

[7] SAGRA, Alicia. História da LIT-QI. Disponível em: https://litci.org/pt/um-breve-esboco-da-historia-da-lit-qi/>, consultado em 04/11/2022.

[8] CARRASCO, Carmen; CUELLO, Hernán. Esboço biográfico de Nahuel Moreno…, op. cit., p. 9.

[9] MORENO, Nahuel. Escola de quadros: Argentina, 1984. Buenos Aires: Crux Ediciones, 1992, pp. 52-53.

[10] MORENO, Nahuel. Conversando com Moreno. São Paulo: Editora Sundermann, 2005. p. 63.

[11] Idem, pp. 64-65. Destaque nosso.

Tradução: Lilian Enck

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