{"id":994,"date":"2010-05-13T01:01:29","date_gmt":"2010-05-13T01:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2010\/05\/13\/volta-a-ser-publicada-a-revista-correio-internacional\/"},"modified":"2010-05-13T01:01:29","modified_gmt":"2010-05-13T01:01:29","slug":"volta-a-ser-publicada-a-revista-correio-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2010\/05\/13\/volta-a-ser-publicada-a-revista-correio-internacional\/","title":{"rendered":"Volta a ser publicada a Revista Correio Internacional"},"content":{"rendered":"\n<div \/>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" height=\"202\" hspace=\"6\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Cooreio_opt.jpg\" vspace=\"4\" width=\"200\" \/><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\tEm maio, iniciou-se uma nova \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o central da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional), que retomou o formato de revista impressa que teve entre 1982 e 1995. Os temas principais inclu\u00eddos neste primeiro n\u00famero s\u00e3o:<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00b7 \u00a0 \u00a0<b>A crise da Uni\u00e3o Europeia<\/b>, os profundos problemas que enfrentam suas burguesias imperialistas, a resposta dos trabalhadores aos ataques dos governos e empresas, e apresentamos uma proposta program\u00e1tica para uma sa\u00edda oper\u00e1ria \u00e0 crise.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00b7 \u00a0 No ano do bicenten\u00e1rio do in\u00edcio da <b>luta pela emancipa\u00e7\u00e3o latino-americana<\/b> da Espanha, realizamos um debate com o chavismo sobre <b>quais s\u00e3o os caminhos para conseguir a Segunda Independ\u00eancia<\/b>, e analisamos as profundas limita\u00e7\u00f5es das burguesias do continente para levar adiante esta tarefa.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00b7 \u00a0 Em outro artigo, d\u00e1-se a posi\u00e7\u00e3o sobre um tema de candente atualidade: <b>o que \u00e9 o Estado cubano hoje<\/b> e que posi\u00e7\u00e3o devem tomar os revolucion\u00e1rios sobre fatos como a morte de Orlando Zapata Tamayo?<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00b7 \u00a0 \u00a0Analisa-se tamb\u00e9m <b>a crise do PSOL brasileiro<\/b>, um dos &ldquo;partidos anticapitalistas&rdquo; mais conhecidos no mundo.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00b7 \u00a0 \u00a0Finalmente, o leitor encontrar\u00e1 artigos sobre a situa\u00e7\u00e3o atual do Iraque, sobre a campanha eleitoral do PSTU brasileiro, e notas sobre processos de reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento sindical em v\u00e1rios pa\u00edses e sobre a vida da LIT-QI.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tApresentamos a seguir a primeira parte do artigo sobre a crise da UE, de grande atualidade a partir dos acontecimentos da Gr\u00e9cia.<\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>A crise da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia&hellip; E a resposta dos trabalhadores<\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\tA discuss\u00e3o do &ldquo;pacote de ajuda&rdquo; para evitar a quebra financeira da Gr\u00e9cia, as medidas de ajuste que o governo de Yorgos Papandreu deve aplicar como condi\u00e7\u00e3o para aceder a este pacote e a resposta dos trabalhadores gregos ante essas medidas desnudam os profundos problemas que a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE) e a &ldquo;zona do euro&rdquo; enfrentam. A UE \u00e9 hoje o &ldquo;elo mais d\u00e9bil&rdquo; da incipiente recupera\u00e7\u00e3o (conseguida gra\u00e7as \u00e0s ajudas bilion\u00e1rios dos governos aos bancos) dos grandes polos imperialistas, muito atr\u00e1s dos EUA. A situa\u00e7\u00e3o da UE mostra que a crise econ\u00f4mica mundial ainda n\u00e3o terminou.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tNesta realidade, confluem duas raz\u00f5es centrais. A UE (ou a zona do euro) n\u00e3o \u00e9 um s\u00f3 pa\u00eds, mas muitos, que apresentam n\u00edveis de desenvolvimento e situa\u00e7\u00f5es atuais muito diferentes, desde a relativa tranquilidade da Alemanha at\u00e9 o tremor grego. Os &ldquo;pacotes&rdquo; foram nacionais, em primeiro lugar, para salvar o pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Temor \u00e0 classe oper\u00e1ria<\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\tPor outro lado, as burguesias imperialistas europeias devem enfrentar movimentos oper\u00e1rios muito mais organizados, conscientes e de maior capacidade de luta que a classe oper\u00e1ria norte-americana na atualidade. Por isso, atuaram com &ldquo;p\u00e9s de chumbo&rdquo;: junto a fortes ataques aos setores mais d\u00e9beis (os imigrantes), fortaleceram certas medidas &ldquo;amortecedoras&rdquo; (a amplia\u00e7\u00e3o dos prazos do sal\u00e1rio desemprego) que postergaram os choques frontais com os setores mais fortes. Se bem que, at\u00e9 agora, este objetivo vem sendo cumprido (com grande ajuda das burocracias sindicais), isso desalenta a &ldquo;confian\u00e7a investidora&rdquo; e atrasa a recupera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tMas a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a &ldquo;se descosturar&rdquo; nos pa\u00edses mais d\u00e9beis como a Gr\u00e9cia e Portugal. Na fila est\u00e3o pa\u00edses de maior peso: Espanha, It\u00e1lia, Inglaterra&#8230; Essa maior fragilidade europ\u00e9ia p\u00f5e em jogo o futuro da UE e da zona do euro (constru\u00eddas em d\u00e9cadas de paciente arquitetura).<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO processo de montagem do &ldquo;pacote de ajuda&rdquo; \u00e0 Gr\u00e9cia abriu uma pol\u00eamica entre \u00c2ngela Merkel e Nicol\u00e1s Sarcozy sobre a interven\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do FMI. O triunfo da posi\u00e7\u00e3o de Merkel \u00e9 muito significativo: atrav\u00e9s do FMI, os EUA entram no processo. Isto \u00e9, a UE e a zona do euro v\u00e3o continuar, mas com muito menos autonomia e com a supervis\u00e3o do &ldquo;grande irm\u00e3o&rdquo;.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>O fim dos &ldquo;amortecedores&rdquo;?<\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\tAo mesmo tempo, a Gr\u00e9cia mostra que come\u00e7ou o fim dos &ldquo;pacotes amortecedores&rdquo; e do tempo de evitar os choques frontais: a condi\u00e7\u00e3o para que o governo Papandreu receba o dinheiro \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de um feroz plano de ajuste. Na Espanha, Zapatero inicia esse caminho com o ataque ao sistema de aposentadorias, e na Gr\u00e3-Bretanha, Gordon Brown (em plena campanha eleitoral!) acaba de anunciar que seu plano de ajuste ser\u00e1 mais duro que o de Margareth Thatcher (modelo neoliberal dos 80).<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tFrente \u00e0s medidas do governo Papandreu, os trabalhadores est\u00e3o respondendo com v\u00e1rias greves gerais e importantes mobiliza\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, \u00e9 jogada na Gr\u00e9cia uma &ldquo;partida&rdquo; cuja import\u00e2ncia excede o \u00e2mbito nacional: os demais governos da UE olham-se nesse espelho. Uma derrota dos trabalhadores gregos aplainaria o caminho de todas as burguesias da UE. Pelo contr\u00e1rio, um triunfo e uma paralisia do plano de ajuste de Papandreu questionariam tudo, desde os planos de ajuste no resto da UE at\u00e9 sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia e a do euro.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO desenvolvimento da luta e da resposta dos trabalhadores gregos e do conjunto da Europa, por outro lado, depende de um fator essencial: o papel das burocracias sindicais. Aqui se coloca, por um lado, a exig\u00eancia de romperem com os governos e encabe\u00e7arem as lutas. Pelo outro, a imperiosa necessidade de que surjam alternativas de dire\u00e7\u00e3o para a classe oper\u00e1ria. Um tema ao que, pela sua import\u00e2ncia, dedicamos um artigo espec\u00edfico nesta se\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tArtigos Relacionados:<\/div>\n<div>\n\t<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=991\">A bancarrota do capitalismo. Um espectro ronda a Europa&#8230; <\/a><\/div>\n<div>\n\t<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=992\">Fa\u00e7amos como na Gr\u00e9cia! <\/a><\/div>\n<div>\n\t<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/?p=997\">Todos com os trabalhadores gregos! <\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":13,"featured_media":3922,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8069],"tags":[],"class_list":["post-994","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nepal"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Cooreio_opt.jpg","categories_names":["Nepal"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=994"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/994\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}