{"id":869,"date":"2010-03-03T00:00:00","date_gmt":"2010-03-03T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2010\/03\/03\/amenizar-ou-acabar-com-a-opressao\/"},"modified":"2010-03-03T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-03T00:00:00","slug":"amenizar-ou-acabar-com-a-opressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2010\/03\/03\/amenizar-ou-acabar-com-a-opressao\/","title":{"rendered":"Amenizar ou acabar com a opress\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><input align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"100\" hspace=\"4\" src=\"\/pt\/images\/image\/Imagen mujeres en lucha.jpg\" type=\"image\" vspace=\"6\" width=\"120\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tA partir dos anos 1990, muitas mulheres que estiveram &agrave; frente destas lutas e destes movimentos se renderam ao discurso de que o socialismo havia morrido.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por esta &oacute;tica equivocada, uma sociedade igualit&aacute;ria deve ser constru&iacute;da com reformas no capitalismo, e as lutas devem reivindicar cadeiras no parlamento e encontros que recomendem aos governos a melhoria de vida para as mulheres. Surgiram, ent&atilde;o, organiza&ccedil;&otilde;es que propunham que as mulheres da classe trabalhadora e da burguesia poderiam conviver em harmonia e, juntas, acabar com as desigualdades entre homens e mulheres.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A maior express&atilde;o dessa pol&iacute;tica &eacute; a Marcha Mundial de Mulheres, uma organiza&ccedil;&atilde;o presente em diversos pa&iacute;ses, que busca dirigir a luta pela igualdade. Essa organiza&ccedil;&atilde;o proclama as mulheres trabalhadoras e burguesas como capazes de acabar com a opress&atilde;o, &ldquo;construindo um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justi&ccedil;a e a paz&rdquo;.<br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n\t<img decoding=\"async\" align=\"absmiddle\" alt=\"\" border=\"0\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/banner-campanha-mulheres-pt_(5).JPG\" style=\"width: 667px; height: 86px;\" vspace=\"3\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Para elas, as mulheres s&atilde;o capazes de criar este mundo: &ldquo;Constitu&iacute;mos mais da metade da humanidade. Damos a vida, trabalhamos, amamos, criamos, militamos, nos divertimos. Garantimos, atualmente, a maior parte das tarefas essenciais para a vida e a continuidade da humanidade&rdquo; (Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, 2009)<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O problema &eacute; que n&atilde;o existe, segundo a Marcha, uma classe que vai realizar esta a&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o policlassista, ou seja, mulheres pobres e burguesas est&atilde;o juntas. &Eacute; tamb&eacute;m sexista, pois defende que as mulheres s&atilde;o capazes, sozinhas, de conquistar sua igualdade: os homens s&atilde;o os inimigos, sejam burgueses, sejam trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Essa organiza&ccedil;&atilde;o identifica o &ldquo;patriarcado como sistema de opress&atilde;o das mulheres e o capitalismo como sistema de explora&ccedil;&atilde;o de uma imensa maioria de mulheres e homens por parte de uma minoria&rdquo;. Por&eacute;m n&atilde;o diz que mundo &eacute; preciso construir e com quem. N&atilde;o prop&otilde;e a constru&ccedil;&atilde;o do socialismo como o &uacute;nico sistema capaz de acabar com a opress&atilde;o sobre as mulheres.<br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Se &eacute; verdade que as mulheres burguesas podem ir &agrave;s ruas para exigir do governo a legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto, &eacute; tamb&eacute;m imposs&iacute;vel que essas mulheres estejam nas ruas pedindo aumento de sal&aacute;rios, melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho ou lutando pelo socialismo. Estamos em lados opostos, pois elas tamb&eacute;m s&atilde;o patroas e lucram com o trabalho alheio.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Tamb&eacute;m &eacute; verdade que os homens trabalhadores oprimem as mulheres e que o machismo as desmoraliza e enfraquece. Temos de ser radicalmente contra as menores manifesta&ccedil;&otilde;es de opress&atilde;o, como as piadas machistas at&eacute; a absurda viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica ou a b&aacute;rbara matan&ccedil;a de mulheres. Os homens trabalhadores precisam ser nossos aliados. S&oacute; desta forma poderemos vencer e acabar com a explora&ccedil;&atilde;o de todos os trabalhadores, homens e mulheres.<br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Marcha Mundial de Mulheres e demais organiza&ccedil;&otilde;es feministas iludem as trabalhadoras ao dizer que a sa&iacute;da &eacute; nos juntarmos com as mulheres burguesas, que s&atilde;o nossas patroas, para acabar com as desigualdades.<br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Neste 8 de mar&ccedil;o, quando a Marcha completa dez anos, suas bandeiras no Brasil s&oacute; confirmam que esse tipo de organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o serve para as mulheres trabalhadoras e pobres, j&aacute; que apoia as pol&iacute;ticas do governo Lula e a cria ilus&otilde;es com o chamado &ldquo;empoderamento&rdquo;, que nada mais &eacute; do que colocar mulheres como deputadas, senadoras, governadoras e, em 2010, uma mulher para presidente do pa&iacute;s.<br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&oacute;s, mulheres que vendemos nossos bra&ccedil;os, nosso sangue e nosso conhecimento em troca de um sal&aacute;rio de fome e que sofremos todo tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia, s&oacute; temos um caminho: unirmo-nos nas organiza&ccedil;&otilde;es da nossa classe e, junto com mulheres e homens trabalhadores, lutarmos contra o machismo e destruirmos o capitalismo. S&oacute; assim conquistaremos uma sociedade igualit&aacute;ria.<\/p>\n<p>\t<strong>Por que socialismo?<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\tA sociedade capitalista diz que as mulheres s&atilde;o inferiores, permitindo que os patr&otilde;es arranquem mais lucro delas, pagando sal&aacute;rios mais baixos e as colocando nas piores fun&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, as mulheres realizam o trabalho dom&eacute;stico de gra&ccedil;a, livrando os governos e patr&otilde;es de gastos com a manuten&ccedil;&atilde;o da vida. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\tPor isso, defendemos uma sociedade sem classes e sem explora&ccedil;&atilde;o, onde n&atilde;o haja necessidade de lucrar e, logo, de oprimir as mulheres e outros grupos, como negros , negras e homossexuais. <br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No socialismo, o Estado ser&aacute; respons&aacute;vel por coibir a viol&ecirc;ncia contra a mulher, garantir a sa&uacute;de e a educa&ccedil;&atilde;o &ndash; inclusive o aborto seguro &ndash;, criar creches, restaurantes e lavanderias p&uacute;blicos, entre outras coisas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<font face=\"georgia, serif\"><span style=\"font-size: 14px;\">* &nbsp;Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU<\/span><\/font>\n\t<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir dos anos 1990, muitas mulheres que estiveram &agrave; frente destas lutas e destes movimentos se renderam ao discurso de que o socialismo havia morrido.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":3700,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8069],"tags":[],"class_list":["post-869","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nepal"],"fimg_url":false,"categories_names":["Nepal"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}