{"id":848,"date":"2009-03-17T00:00:00","date_gmt":"2009-03-17T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2009\/03\/17\/europa-entre-a-crise-economica-e-a-resposta-dos-trabalhadores\/"},"modified":"2009-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-17T00:00:00","slug":"europa-entre-a-crise-economica-e-a-resposta-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2009\/03\/17\/europa-entre-a-crise-economica-e-a-resposta-dos-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Europa: entre a crise econ\u00f4mica e a resposta dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A crise econ&ocirc;mica mundial tem provocado um forte impacto na Europa. Os dados econ&ocirc;micos oficiais do &uacute;ltimo trimestre de 2008 s&atilde;o ainda piores que os dos Estados Unidos. Diante de uma queda global de 1,5% do PIB, a imprensa da Uni&atilde;o Europeia (UE) fala de uma &quot;queda em parafuso&quot;.<\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span>A Alemanha, locomotiva da UE, teve uma queda de 2,1%. A produ&ccedil;&atilde;o industrial de dezembro 2008 foi 11,5% inferior &agrave; do mesmo m&ecirc;s em 2007. Em janeiro, as vendas de ve&iacute;culos ca&iacute;ram 27%. A crise afeta todo o continente: das grandes pot&ecirc;ncias europeias aos imperialismos menores e &agrave; periferia, tanto os pa&iacute;ses que pertencem &agrave; UE (Leste Europeu e os b&aacute;lticos) como aqueles que n&atilde;o fazem parte (R&uacute;ssia, Ucr&acirc;nia, etc.). <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O sistema financeiro europeu est&aacute; t&atilde;o quebrado como o norte-americano. Todas as medidas adotadas at&eacute; agora s&oacute; seguraram, a duras penas, a queda no abismo, enquanto a crise financeira se acentua. Foi assim com as sucessivas baixas das taxas de juros, com as inje&ccedil;&otilde;es bilion&aacute;rias de dinheiro por parte do Banco Central Europeu (BCE) e com as interven&ccedil;&otilde;es dos governos. Mas o cr&eacute;dito n&atilde;o flui e os bancos continuam vendo seu valor de mercado evaporar. S&oacute; no dia 16 de fevereiro, os bancos perderam 7% de sua cota&ccedil;&atilde;o (reduzida a menos da metade durante o &uacute;ltimo ano e, em casos como o Deutsche Bank, a um ter&ccedil;o). <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>As previs&otilde;es <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os recentes resultados negativos da economia europeia superam todos os progn&oacute;sticos. As &uacute;ltimas previs&otilde;es oficiais da UE foram redigidas <i>&quot;com um n&iacute;vel de incerteza excepcional&quot;<\/i>, segundo seus autores. Para 2009, se prev&ecirc; uma queda m&eacute;dia de 1,8% do PIB europeu. Mas na Irlanda e nos pa&iacute;ses b&aacute;lticos a diminui&ccedil;&atilde;o seria de 5% ou mais e, na Gr&atilde;-Bretanha, de 2,8%. O desemprego oficial da UE aumentou em 1,6 milh&atilde;o. Em 2008, chegou a 18 milh&otilde;es de pessoas, 7% da popula&ccedil;&atilde;o ativa. A previs&atilde;o oficial para 2009 &eacute; de 3,5 milh&otilde;es. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas ainda s&atilde;o previs&otilde;es &quot;otimistas&quot;. Fontes an&ocirc;nimas da Comiss&atilde;o Europeia t&ecirc;m expressado o temor de que &quot;<i>esteja em jogo n&atilde;o uma recess&atilde;o de 2% ou 3% sen&atilde;o de 15% a 20%&quot;<\/i>. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Contradi&ccedil;&atilde;o de uma Uni&atilde;o de muitas cabe&ccedil;as<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Seguindo o caminho do governo Obama, a UE prepara um novo plano geral de resgate dos bancos e empresas. Mas a grande diferen&ccedil;a com os EUA &eacute; que a Uni&atilde;o Europeia n&atilde;o &eacute; um &quot;estado &uacute;nico&quot;, com um s&oacute; governo e regras comuns. Pelo contr&aacute;rio, &eacute; um bloco imperialista onde convivem de maneira conflituosa diferentes capitalismos, cada um com seus pr&oacute;prios interesses e seu pr&oacute;prio estado. No momento em que a crise se precipitou, a Comiss&atilde;o Europeia (CE) e suas institui&ccedil;&otilde;es passaram rapidamente a segundo plano ou simplesmente desapareceram de cena.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por isso, as medidas de resgate banc&aacute;rio t&ecirc;m sido realizadas pelos estados nacionais e n&atilde;o pelas institui&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Europeia. A CE limitou-se a aprovar os planos que os estados membros, em coniv&ecirc;ncia com seus pr&oacute;prios banqueiros, tinham decidido para salvar seus bancos nacionais e promover sua concentra&ccedil;&atilde;o e centraliza&ccedil;&atilde;o. O BNP franc&ecirc;s, por exemplo, comprou 75% do banco belga Fortis justo ap&oacute;s receber 2,5 bilh&otilde;es de euros do estado franc&ecirc;s. Os bancos da Espanha, que n&atilde;o t&ecirc;m recebido inje&ccedil;&otilde;es de capital, se queixam da concorr&ecirc;ncia desleal dos bancos &quot;recapitalizados&quot; de outros pa&iacute;ses que, como o ING holand&ecirc;s, disputam agressivamente os dep&oacute;sitos espanh&oacute;is. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>V&aacute;rias &#39;Europas&#39; <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Na realidade, h&aacute; v&aacute;rias &quot;Europas&quot;: a dos imperialismos ricos, a dos menos ricos e a dos estados do Leste Europeu. Num extremo, pa&iacute;ses como Alemanha e Fran&ccedil;a, os mais ricos do continente, promoveram nesta primeira fase da crise duvidosos planos de reativa&ccedil;&atilde;o e concess&otilde;es tempor&aacute;rias aos trabalhadores, lan&ccedil;ando m&atilde;o da riqueza acumulada no passado para colher endividamentos no futuro. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No outro extremo est&atilde;o os pa&iacute;ses do Leste e os b&aacute;lticos, &uacute;ltimas incorpora&ccedil;&otilde;es da UE. Pa&iacute;ses onde o capitalismo foi restaurado &agrave; custa de um retrocesso econ&ocirc;mico e social brutal, e que foram entregues ao capital multinacional pela nova burguesia surgida do seio da velha burocracia stalinista. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A fragilidade desses &uacute;ltimos pa&iacute;ses &eacute; extrema: dependem dos investimentos e do financiamento das multinacionais, dos bancos estrangeiros e das subven&ccedil;&otilde;es europeias. Tr&ecirc;s quartos de sua produ&ccedil;&atilde;o s&atilde;o exportados para a UE. Suas moedas se desvalorizaram rapidamente. Para eles, a crise significa ru&iacute;na. Seus governos, servis, fracos, desacreditados e corruptos, carecem de margem de manobra, e seus &quot;planos de choque&quot; representam o empobrecimento da popula&ccedil;&atilde;o. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; o caso da Est&ocirc;nia, Let&ocirc;nia, Litu&acirc;nia, Hungria, Rom&ecirc;nia e Bulg&aacute;ria, entre outros que est&atilde;o &agrave; beira da fal&ecirc;ncia, com o desemprego avan&ccedil;ando e obrigados a cumprir as receitas cl&aacute;ssicas do FMI (desvaloriza&ccedil;&atilde;o, rebaixamento salarial, desmantelamento do setor p&uacute;blico etc.). <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por tr&aacute;s do bloco do Leste, v&ecirc;m os imperialismos de segunda e terceira categoria da zona do euro (pa&iacute;ses que utilizam o euro como moeda), sobre os quais paira a amea&ccedil;a de fal&ecirc;ncia. A Gr&eacute;cia, depois de uma d&eacute;cada de crescimento, vive uma r&aacute;pida deteriora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social. A desigualdade social &eacute; brutal: 80 grandes empres&aacute;rios possuem um patrim&ocirc;nio equivalente ao PIB nacional. Sua d&iacute;vida nacional, a segunda da Europa, &eacute; enorme (96,2% do PIB) e continua aumentando. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A Irlanda &eacute; talvez o pa&iacute;s da zona do euro mais pr&oacute;ximo da insolv&ecirc;ncia. Segundo as previs&otilde;es oficiais da UE, em 2009, seu PIB retroceder&aacute; 5%, seu d&eacute;ficit p&uacute;blico atingir&aacute; 11% e o desemprego, 10%. O sistema banc&aacute;rio est&aacute; sob interven&ccedil;&atilde;o, as d&iacute;vidas dos bancos avalizadas, a maioria de suas a&ccedil;&otilde;es passou para as m&atilde;os do Estado e os dep&oacute;sitos est&atilde;o garantidos. Mas os bancos seguem afundando, enquanto o governo &eacute; incapaz de responder pelos fundos e dep&oacute;sitos. Os pre&ccedil;os de cobertura da d&iacute;vida p&uacute;blica irlandesa foram triplicados em uma semana. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">J&aacute; o estado espanhol det&eacute;m o triste recorde europeu de desemprego. Em janeiro, o &iacute;ndice superava os 3,3 milh&otilde;es. A previs&atilde;o &eacute; que o desemprego chegar&aacute; aos 4,5 milh&otilde;es at&eacute; dezembro (20% da popula&ccedil;&atilde;o ativa). O d&eacute;ficit p&uacute;blico ser&aacute; de 6,2% do PIB em 2009, enquanto o d&eacute;ficit exterior continuar&aacute; sendo um dos maiores do mundo. Uma piada no recente F&oacute;rum de Davos qualificava o pa&iacute;s como &quot;fundo hipotec&aacute;rio de alto risco&quot;. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em fevereiro, o principal fundo espanhol de investimento hipotec&aacute;rio, pertencente ao banco Santander, foi incapaz de fazer frente &agrave; retirada em massa de fundos e decretou uma esp&eacute;cie de &quot;corralito&quot; (<span style=\"color: black;\">restri&ccedil;&atilde;o &agrave;s retiradas de dinheiro em efetivo)<\/span> por dois anos. A qualifica&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica espanhola foi rebaixada pelas ag&ecirc;ncias internacionais, dificultando seu acesso aos mercados financeiros internacionais e encarecendo seu financiamento. As empresas estatais (as joias da coroa) j&aacute; est&atilde;o caindo em m&atilde;os de capital estrangeiro. A italiana Enel acaba de se fundir com a empresa el&eacute;trica Endesa e muitos se perguntam o quanto demorar&aacute; em acontecer algo parecido com a petroleira Repsol.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>A crise da UE <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O descr&eacute;dito popular com a Uni&atilde;o Europeia &eacute; intenso e aumenta com a percep&ccedil;&atilde;o de seu papel como fiel instrumento da &quot;Europa do capital&quot;. O projeto est&aacute; em crise aberta desde que o povo franc&ecirc;s, em maio de 2005, recusou a constitui&ccedil;&atilde;o europeia neoliberal e imperialista. A manobra posterior do presidente franc&ecirc;s Sarkozy de substituir a frustrada constitui&ccedil;&atilde;o por um tratado com o mesmo conte&uacute;do (que poderia ser aprovado apenas pelos parlamentos e governos) tamb&eacute;m resultou num fiasco devido &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o do povo da Irlanda. Desde ent&atilde;o, o tratado est&aacute; no limbo. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A crise mundial tamb&eacute;m aumenta a necessidade do capitalismo europeu de se apoiar na UE para se organizar e enfrentar em melhores condi&ccedil;&otilde;es o colapso norte-americano. Mas a incorpora&ccedil;&atilde;o de novos pa&iacute;ses &agrave; UE encontra-se paralisada. As institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias retiraram-se da cena para deixar os estados nacionais agirem diante da crise, em particular o alem&atilde;o e o franc&ecirc;s, que marcam seus pr&oacute;prios planos nas a&eacute;reas econ&ocirc;mica, financeira, energ&eacute;tica, diplom&aacute;tica e militar. A UE vive imersa em um clima cada vez mais nacionalista, com os governos se esfor&ccedil;ando em servir a suas pr&oacute;prias burguesias nacionais. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span>J&aacute; come&ccedil;a a ser cogitada a possibilidade de que a crise v&aacute; t&atilde;o longe que chegue a provocar uma hipot&eacute;tica quebra do euro e da atual UE. A perspectiva de fal&ecirc;ncia de pa&iacute;ses da zona do euro, como Irlanda e Gr&eacute;cia, &eacute; uma amea&ccedil;a pr&oacute;xima. O destino do euro e da pr&oacute;pria UE &eacute;, portanto, incerto e est&aacute; submetido a grandes sobressaltos. Mas o que sim est&aacute; fora de d&uacute;vida &eacute; que a crise mundial vai dar lugar &agrave; outra configura&ccedil;&atilde;o da Europa.<\/span><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ&ocirc;mica mundial tem provocado um forte impacto na Europa. Os dados econ&ocirc;micos oficiais do &uacute;ltimo trimestre de 2008 s&atilde;o ainda piores que os dos Estados Unidos. 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