{"id":82892,"date":"2026-08-05T14:01:21","date_gmt":"2026-08-05T14:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82892"},"modified":"2026-08-05T14:01:52","modified_gmt":"2026-08-05T14:01:52","slug":"90-anos-da-revolucao-no-estado-espanhol-seguir-o-fio-vermelho-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/08\/05\/90-anos-da-revolucao-no-estado-espanhol-seguir-o-fio-vermelho-da-historia\/","title":{"rendered":"90 anos da revolu\u00e7\u00e3o no Estado espanhol: Seguir o fio vermelho da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Temos praticamente interiorizado que nossas cidades se tornaram uma vitrine, e que as ruas parecem montadas como um mero cen\u00e1rio. No entanto, a hist\u00f3ria \u00e9 teimosa e quando nos obrigamos a fazer mem\u00f3ria e acionar a m\u00e1quina do tempo 90 anos atr\u00e1s, sabemos que o panorama n\u00e3o tem nada a ver. H\u00e1 90 anos, as ruas que hoje pisamos eram tomadas pela classe trabalhadora da Catalunha, assim como muitos outros lugares do Estado espanhol, e eram o cen\u00e1rio de uma das revolu\u00e7\u00f5es mais importantes do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 19 de julho de 1936, como resposta ao golpe de estado fascista liderado por Franco, ocorreu uma explos\u00e3o revolucion\u00e1ria em que a classe trabalhadora iniciou um processo de coletiviza\u00e7\u00f5es, expropria\u00e7\u00f5es e controle oper\u00e1rio da economia sem precedentes no Estado espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma das revolu\u00e7\u00f5es mais profundas da hist\u00f3ria<\/strong><\/h3><\/p>\n\n\n\n<p>O Estado espanhol vinha de 5 anos de Rep\u00fablica, uma Rep\u00fablica que n\u00e3o soube atender as tarefas democr\u00e1ticas pendentes, tais como a reforma agr\u00e1ria ou a quest\u00e3o nacional e colonial. De fato, a II\u00aa Rep\u00fablica se encarregou de sufocar as explos\u00f5es revolucion\u00e1rias onde quer que ocorressem, como foram os casos de Ast\u00farias ou Casas Velhas. Poucos meses antes de estourar o golpe de estado e a revolu\u00e7\u00e3o, havia se formado o governo de Frente Popular, um governo que tamb\u00e9m n\u00e3o assumiu essas tarefas. Mas a classe trabalhadora j\u00e1 havia visto a efic\u00e1cia da Rep\u00fablica na hora de cumprir suas promessas eleitorais e n\u00e3o esperou a a\u00e7\u00e3o \u201clegislativa\u201d do Parlamento: entre fevereiro e julho, foram organizadas mais de 113 greves gerais e 228 greves parciais em todo o Estado espanhol, ou seja, de 6 meses, 4 foram de greve geral. Cada regi\u00e3o viveu, pelo menos, uma greve geral.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 nesta situa\u00e7\u00e3o que ocorrer\u00e1 o golpe de estado, com um governo que se negar\u00e1 a armar os trabalhadores e trabalhadoras, mas com uma massa revolucion\u00e1ria que passar\u00e1 por cima, que assaltar\u00e1 delegacias para se armar e, atrav\u00e9s da autoorganiza\u00e7\u00e3o, conseguir\u00e1 frear o golpe de estado em muitos lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Barcelona, a classe trabalhadora parou o golpe em menos de 24 horas e imediatamente come\u00e7aram a se constituir comit\u00eas revolucion\u00e1rios. Comit\u00eas de defesa, de f\u00e1brica, de bairro, de controle oper\u00e1rio,&nbsp;de abastecimento, de alistamento \u00e0s mil\u00edcias, etc. Esses comit\u00eas foram o embri\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de poder da classe oper\u00e1ria. De maneira aut\u00f4noma, sem consigna de nenhuma organiza\u00e7\u00e3o, iniciaram uma met\u00f3dica expropria\u00e7\u00e3o das propriedades da burguesia, colocaram em marcha a coletiviza\u00e7\u00e3o industrial e camponesa e organizaram as&nbsp;mil\u00edcias populares.<\/p>\n\n\n\n<p>As institui\u00e7\u00f5es legais do Estado republicano deixaram de funcionar e, na pr\u00e1tica, o \u00fanico poder real existente era o dos trabalhadores e trabalhadoras armados e suas organiza\u00e7\u00f5es, o \u201cgoverno\u201d da II\u00aa Rep\u00fablica era apenas um governo de nome. Na Catalunha, a CNT tinha a maioria nesses comit\u00eas revolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe oper\u00e1ria organizada tinha o controle do armamento, de grande parte da economia e tamb\u00e9m dos portos e das fronteiras. Em cada localidade onde se institu\u00eda o novo regime, criava-se um comit\u00ea da CNT. Foram coletivizados o transporte, as companhias de energia, as f\u00e1bricas de engenharia e montagem de autom\u00f3veis, minas e f\u00e1bricas de cimento, ind\u00fastrias t\u00eaxteis e de papel, companhias qu\u00edmicas, ind\u00fastrias de alimenta\u00e7\u00e3o, assim como muitas outras empresas que foram confiscadas ou controladas por comit\u00eas de trabalhadores. Os alimentos, as roupas e outros artigos eram concentrados em um armaz\u00e9m comunal sob o controle do comit\u00ea local. As igrejas que n\u00e3o haviam sido queimadas foram reconvertidas em armaz\u00e9ns, refeit\u00f3rios, escolas, etc. Em muitas comunidades, aboliu-se o uso interno do dinheiro. Na Arag\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o ficou povo sem coletivizar.<\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Algumas li\u00e7\u00f5es para a luta de classes hoje<\/strong><\/h3><\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros meses da revolu\u00e7\u00e3o supuseram mudan\u00e7as muito profundas na vida e hist\u00f3ria do Estado espanhol, no entanto, apenas 3 meses ap\u00f3s a eclos\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o aconteceu de forma muito diferente e todos os avan\u00e7os come\u00e7aram a retroceder.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cNenhum governo no mundo luta contra o fascismo at\u00e9 suprimi-lo\u201d.<\/strong>\u00a0Estas foram as palavras de Buenaventura Durruti antes de marchar em coluna para a Frente de Arag\u00e3o, Durruti tinha uma intui\u00e7\u00e3o de classe brilhante. Como muito bem caracterizava, o fascismo \u00e9 a \u00faltima carta da burguesia para manter seus privil\u00e9gios como classe e, tristemente, o governo de Frente Popular, apesar de contar com organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, tinha um programa profundamente antioper\u00e1rio, tinha o objetivo de desenvolver o capitalismo no Estado espanhol e temia mais a revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria do que o golpe de estado de Franco, e toda sua pol\u00edtica durante o curso da Guerra Civil foi frear a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ganhar a revolu\u00e7\u00e3o para ganhar a guerra e os falsos aliados internacionais.<\/strong>\u00a0Esta pol\u00eamica, presente durante todo o curso da revolu\u00e7\u00e3o, est\u00e1 intimamente ligada ao contexto internacional do momento. Este posicionamento que \u201cadiava\u201d a revolu\u00e7\u00e3o, na verdade, respondia aos interesses do imperialismo europeu e da burocracia sovi\u00e9tica. Sem ir mais longe, a Frente Popular e os governos de colabora\u00e7\u00e3o de classes foram uma medida estrat\u00e9gica aprovada pelo VII Congresso da Komintern, burocratizada como parte da coexist\u00eancia pac\u00edfica com o imperialismo. Ou seja, em troca de manter o estado oper\u00e1rio na URSS, as revolu\u00e7\u00f5es eram sufocadas no resto da Europa (no final, o socialismo em um s\u00f3 pa\u00eds acaba sendo socialismo em lugar nenhum al\u00e9m da URSS).<\/p>\n\n\n\n<p>Em troca de um armamento miser\u00e1vel e med\u00edocre, o governo da II\u00aa Rep\u00fablica se comprometeu com a burocracia sovi\u00e9tica a perseguir -inclusive a executar- revolucion\u00e1rios e sufocar as conquistas da revolu\u00e7\u00e3o, entregando o controle policial e banc\u00e1rio ao PCE e dissolvendo as mil\u00edcias, integrando-as sob controle do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande desgra\u00e7a \u00e9 que as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias que compraram essa premissa n\u00e3o viam que, na realidade, \u201cadiar\u201d a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o era mais do que deform\u00e1-la e que, embora o fascismo fosse o m\u00e1ximo expoente do capitalismo e os interesses da burguesia, apenas uma revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria que mudasse a economia e expropriasse a classe dominante poderia garantir a vit\u00f3ria contra Franco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Era necess\u00e1rio tomar o poder.<\/strong>&nbsp;Como dissemos, em 19 de julho estoura uma revolu\u00e7\u00e3o muito profunda. Apenas um dia depois, na Catalunha, ocorre uma situa\u00e7\u00e3o completamente in\u00e9dita. Llu\u00eds Companys convoca a dire\u00e7\u00e3o da CNT e lhes oferece a Generalitat, o que a CNT rejeitaria. Em setembro, o Comit\u00ea Central de Mil\u00edcias Antifascistas seria dissolvido e a CNT e o POUM entrariam no Consell da Generalitat, sob a dire\u00e7\u00e3o de Companys, que dissolveria as mil\u00edcias em outubro, e em novembro a dire\u00e7\u00e3o da CNT entraria no governo central de Largo Caballero com os minist\u00e9rios da Justi\u00e7a, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o desencadeada ap\u00f3s a insurrei\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria de 19 de julho colocou a quest\u00e3o do poder no centro: as revolu\u00e7\u00f5es s\u00e3o, de fato, a luta pelo poder. Aqueles que a vida toda se declararam inimigos jurados do Estado e de todo governo, em nome do anti-autorit\u00e1rio, acabaram sustentando um governo em ru\u00ednas e colaborando na reconstru\u00e7\u00e3o do estado burgu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o do Estado espanhol nos demonstra que uma revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa espa\u00e7o para a simples nega\u00e7\u00e3o do Estado, mas exige sua conquista por parte do proletariado, porque o Estado \u00e9 o produto e a manifesta\u00e7\u00e3o do antagonismo irreconcili\u00e1vel de classes. Trata-se de um \u00f3rg\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o de uma classe sobre outra e, portanto, exige que o proletariado o conquiste para poder eliminar definitivamente as classes sociais e, uma vez conseguida, desapare\u00e7a como consequ\u00eancia de n\u00e3o ser mais necess\u00e1rio. Renunciar \u00e0 conquista do poder \u00e9 deix\u00e1-lo voluntariamente a quem j\u00e1 o tem: os exploradores. E esse foi o crime da dire\u00e7\u00e3o da CNT. Um crime que depois pagaria com a persegui\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria milit\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que somos muito cr\u00edticas com a atua\u00e7\u00e3o da c\u00fapula da dire\u00e7\u00e3o da CNT e do POUM com sua entrada no governo, porque assim estavam assumindo parte da responsabilidade de frear as conquistas revolucion\u00e1rias. No entanto, sabemos que tanto o POUM quanto a CNT eram formados por setores muito diversos e que havia muita milit\u00e2ncia honesta que acreditava na revolu\u00e7\u00e3o e fez o poss\u00edvel para que triunfasse. Exemplo disso \u00e9 a agrupa\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Amigos de Durruti,<\/em>&nbsp;que nunca deixou de reivindicar todo o poder para a classe trabalhadora e a cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os oper\u00e1rios, camponeses e combatentes para poder exercer o poder oper\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem partido revolucion\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 vit\u00f3ria.<\/strong>\u00a0Uma das conclus\u00f5es mais n\u00edtidas que extra\u00edmos do processo iniciado em 1936 \u00e9 a falta de um partido revolucion\u00e1rio com um programa claramente socialista e com independ\u00eancia de classe que se levantasse como alternativa para as massas, que estavam vendo como suas conquistas eram arrebatadas e esmagadas. O partido tem uma teoria e um programa que a espontaneidade das massas n\u00e3o tem. Nenhum partido pode \u201cfor\u00e7ar\u201d a situa\u00e7\u00e3o e \u201cprovocar\u201d a revolu\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m uma convuls\u00e3o social espont\u00e2nea n\u00e3o pode triunfar se n\u00e3o existe um centro organizador, um partido revolucion\u00e1rio que transforme essa convuls\u00e3o em luta organizada pelo poder. Voltando a 1917, a revolu\u00e7\u00e3o russa n\u00e3o teria triunfado sem a dire\u00e7\u00e3o do Partido Bolchevique \u00e0 frente, um partido que n\u00e3o foi improvisado, mas que foi constru\u00eddo ao longo de d\u00e9cadas, mesmo quando havia sido completamente arrasado pela repress\u00e3o, e estava se preparando para se tornar uma organiza\u00e7\u00e3o disciplinada para tomar o poder pela via de uma insurrei\u00e7\u00e3o armada, porque a burguesia nunca entregaria o poder aos trabalhadores e, at\u00e9 que o poder pol\u00edtico n\u00e3o fosse conquistado pela classe trabalhadora, este estaria constantemente amea\u00e7ado. Essa condi\u00e7\u00e3o qualitativa foi a que fez triunfar a revolu\u00e7\u00e3o na R\u00fassia em 1917, e a car\u00eancia dela foi a que fez com que a revolu\u00e7\u00e3o de 36 no Estado espanhol fosse derrubada.<\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nossa homenagem<\/strong><\/h3><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o movimento revolucion\u00e1rio ainda paga as derrotas e trai\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XX e a classe trabalhadora est\u00e1 longe de ser aquela for\u00e7a revolucion\u00e1ria. Ao mesmo tempo, \u00e9 mais necess\u00e1rio do que nunca que o seja. O capitalismo se encontra em uma crise econ\u00f4mica sem precedentes, \u00e0 qual se soma uma crise clim\u00e1tica que n\u00e3o s\u00f3 amea\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es de vida do conjunto da humanidade. E com tudo isso, os Estados supostamente democr\u00e1ticos adotam medidas cada vez mais repressivas contra a classe trabalhadora (como por exemplo a Lei Mordaza, que permanece sem ser revogada, 8 anos depois; ou a aprova\u00e7\u00e3o do novo ICE europeu), para manter sua riqueza e, ainda assim, para um setor da burguesia continua sendo insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Um setor da burguesia considera que os marcos legais dos estados capitalistas s\u00e3o um obst\u00e1culo e que n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir seus benef\u00edcios. Este setor, liderado por Trump, mas do qual tamb\u00e9m fazem parte *Bukele, *Milei ou, no Estado espanhol, Vox, est\u00e1 disposto a estrangular sem nenhum tipo de escr\u00fapulos a classe trabalhadora para proteger os interesses dos de sempre. E que os mais ricos possam continuar *enriquecendo a um ritmo cada vez mais acelerado \u00e0 custa de aumentar a barb\u00e1rie que nos imp\u00f5em aos e \u00e0s trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>E diante dessa amea\u00e7a, voltam a soar as mesmas solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 se mostraram um fraude tantas vezes: a solu\u00e7\u00e3o dos Frentes Populares, da colabora\u00e7\u00e3o de classes, de confiar cegamente na burguesia \u201cdemocr\u00e1tica\u201d ou na burguesia de \u201cesquerda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de 36 nos ensina que n\u00e3o foi um governo de \u201cesquerda\u201d que parou o golpe de estado, mas sim o povo armado e organizado com independ\u00eancia de classe quem o fez. Uma das li\u00e7\u00f5es mais importantes que nos deixa a Revolu\u00e7\u00e3o de 36 \u00e9 que a classe trabalhadora s\u00f3 tem a si mesma, e que n\u00e3o podemos confiar em nenhum agente externo al\u00e9m de nossas pr\u00f3prias for\u00e7as e as de nossos irm\u00e3os de classe em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso \u00e9 importante que hoje n\u00e3o caiamos nos mesmos enganos que h\u00e1 90 anos. O combate contra o auge reacion\u00e1rio s\u00f3 poder\u00e1 vir das organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguir o fio vermelho da hist\u00f3ria \u00e9 precisamente estudar aqueles e aquelas que nos precederam antes para poder extrair li\u00e7\u00f5es para o momento que nos toca viver e poder levar a cabo vitoriosamente nossas tarefas hist\u00f3ricas como revolucion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 que estudar a hist\u00f3ria n\u00e3o pode ter outro prop\u00f3sito que n\u00e3o seja entender o presente para mudar o futuro. Nesse sentido, celebramos que tantas outras organiza\u00e7\u00f5es como n\u00f3s estejam estudando a Revolu\u00e7\u00e3o de 36 e extraindo suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es, e chamamos a empreender este caminho juntas. Embora tenhamos dito antes que sem um partido revolucion\u00e1rio que leve a classe trabalhadora at\u00e9 a tomada do poder n\u00e3o seremos capazes de levar a revolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final, temos bem claro que este partido n\u00e3o ser\u00e1 constru\u00eddo sob umas siglas concretas a defender incondicionalmente, mas sob o guarda-chuva de um mesmo projeto pol\u00edtico: o da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria internacional rumo ao socialismo. A todas aquelas que 90 anos depois continuam levando um mundo novo em seus cora\u00e7\u00f5es, fazemos este chamado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos praticamente interiorizado que nossas cidades se tornaram uma vitrine, e que as ruas parecem montadas como um mero cen\u00e1rio. 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