{"id":82777,"date":"2026-06-30T12:05:50","date_gmt":"2026-06-30T12:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82777"},"modified":"2026-06-30T12:06:27","modified_gmt":"2026-06-30T12:06:27","slug":"crisis-existencial-da-ue-e-como-enfrentar-os-ataques-que-estao-por-virparte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/06\/30\/crisis-existencial-da-ue-e-como-enfrentar-os-ataques-que-estao-por-virparte-2\/","title":{"rendered":"Crisis existencial da UE e como enfrentar os ataques que est\u00e3o por vir(Parte 2)"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Como explicamos na primeira parte deste artigo, a Uni\u00e3o Europeia (UE), o dispositivo unit\u00e1rio do grande capital dos pa\u00edses europeus criado em um mundo onde a supremacia norte-americana era indiscut\u00edvel, \u00e9 filha de uma ordem mundial em crise, que n\u00e3o existe mais tal como a conhec\u00edamos ap\u00f3s a segunda guerra mundial. Neste quadro convulso, a UE entrou em uma crise existencial, com sua economia em decad\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos EUA e \u00e0 China e sentenciada pela nova pol\u00edtica exterior de Trump, que se prop\u00f5e explicitamente a desmantel\u00e1-la.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os efeitos da crise da UE nos regimes pol\u00edticos dos pa\u00edses europeus. A classe trabalhadora entra em cena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise da UE em meio \u00e0 crise da ordem mundial est\u00e1 tendo tamb\u00e9m um forte impacto nos regimes pol\u00edticos de cada um dos diferentes governos europeus, onde vemos a dificuldade para formar governos est\u00e1veis, ou inclusive a queda de governos que aparentemente tinham todas as condi\u00e7\u00f5es para assegurar estabilidade parlamentar. Esta instabilidade mostra o aumento da disputa entre os diferentes setores da burguesia, e um aprofundamento da polariza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica e da luta de classes que demonstram que a classe trabalhadora tem capacidade para enfrentar os ataques.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, vimos um ressurgir da solidariedade em apoio \u00e0 Palestina e contra o genoc\u00eddio sionista, que conseguiu impulsionar greves e mobiliza\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas em diferentes pa\u00edses que serviram para politizar toda uma gera\u00e7\u00e3o de jovens. <strong>It\u00e1lia<\/strong> viveu uma onda de mobiliza\u00e7\u00f5es sem precedentes nas quais \u00e9 necess\u00e1rio destacar as tr\u00eas greves gerais em 22 de setembro, 3 de outubro, 28 de novembro e a manifesta\u00e7\u00e3o nacional de massa em 4 de outubro em Roma, unindo as reivindica\u00e7\u00f5es trabalhistas, a luta contra o rearmamento e a solidariedade com a Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas greves nas quais o governo de Giorgia Meloni enfrentou sua crise mais profunda desde que assumiu o poder, foram refer\u00eancias para a classe trabalhadora mundial e influenciaram o resultado do referendo dos dias 22 e 23 de mar\u00e7o, no qual a reforma da justi\u00e7a impulsionada por Meloni foi rejeitada nas urnas. Esta primeira derrota do governo Meloni no terreno eleitoral se tornou uma crise interna nos partidos de governo, express\u00e3o de uma fratura inicial entre o governo e a grande burguesia, e em um enfraquecimento do governo como um todo. Meloni pode se manter no governo apenas porque a oposi\u00e7\u00e3o burguesa n\u00e3o est\u00e1 propondo sua queda. A Cgil, o principal sindicato ligado ao Partido Democr\u00e1tico, n\u00e3o quer fazer nem greves parciais porque sabe que a situa\u00e7\u00e3o social pode explodir, como j\u00e1 foi em setembro\/outubro. A participa\u00e7\u00e3o massiva nas manifesta\u00e7\u00f5es do dia 25 de abril, anivers\u00e1rio da vit\u00f3ria da Resist\u00eancia sobre o fascismo, testemunha essa situa\u00e7\u00e3o efervescente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na <strong>Fran\u00e7a<\/strong>, houve igualmente importantes mobiliza\u00e7\u00f5es em setembro e outubro em resposta direta a Lecorn\u00fa, contra os planos de austeridade e cortes or\u00e7ament\u00e1rios herdados de seu predecessor, Fran\u00e7ois Bayrou. A consequ\u00eancia mais direta foi sua demiss\u00e3o em 6 de outubro e sua posterior renomea\u00e7\u00e3o por Emmanuel Macron quatro dias depois, criando um governo t\u00e9cnico ou de transi\u00e7\u00e3o, com uma legitimidade muito questionada nas ruas. Ap\u00f3s esses protestos, Lecorn\u00fa prop\u00f4s suspender a aplica\u00e7\u00e3o da reforma das aposentaodorias\/pens\u00f5es at\u00e9 2027 para tentar acalmar a tens\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portugal<\/strong> viveu uma jornada de luta hist\u00f3rica com greve e mobiliza\u00e7\u00f5es contra o novo pacote de medidas do ent\u00e3o primeiro-ministro Montenegro em 11 de dezembro de 2025. Foi a primeira mobiliza\u00e7\u00e3o desse tipo em 12 anos (a anterior datava de junho de 2013) e conseguiu paralisar grande parte do pa\u00eds. Essas mobiliza\u00e7\u00f5es foram desviadas para o terreno eleitoral pela burocracia sindical e pela esquerda parlamentar, mas foram determinantes para configurar o cen\u00e1rio das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2026, marcadas pela polariza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica nas quais o eleitorado se mobilizou em torno do candidato do Partido Socialista para evitar o triunfo da ultradireita Chega que, pela primeira vez, conseguiu passar para o segundo turno presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A raiva continua contra as pol\u00edticas do governo de Montenegro. As manifesta\u00e7\u00f5es do dia 25 de Abril, em mem\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o portuguesa, refletiram por sua dimens\u00e3o e conte\u00fado, essa vontade de lutar. E h\u00e1 possibilidade de que se avance para a segunda greve geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Estado Espanhol<\/strong>, por tr\u00e1s dos bons dados macroecon\u00f4micos, subjaz a consolida\u00e7\u00e3o de um novo padr\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora onde, para garantir os lucros empresariais, a precariedade laboral se generaliza, os sal\u00e1rios caem, h\u00e1 uma perda sustentada dos direitos trabalhistas e a juventude se v\u00ea sem futuro. Ap\u00f3s anos de cortes, privatiza\u00e7\u00f5es e falta de financiamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos, os\/as trabalhadores\/as da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, da assist\u00eancia social ou da limpeza, come\u00e7aram 2026 convocando greves e mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m na <strong>B\u00e9lgica<\/strong> ocorreram mobiliza\u00e7\u00f5es importantes e v\u00e1rias greves gerais em 2025 e uma nova greve impulsionada pelos principais sindicatos do pa\u00eds em mar\u00e7o deste ano contra as pol\u00edticas de austeridade e as reformas do sistema de aposentadorias\/pens\u00f5es do governo liderado por Bart De Wever.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o marco pol\u00edtico nos pa\u00edses da UE \u00e9 inst\u00e1vel devido a essa crescente polariza\u00e7\u00e3o social e a burguesia utiliza&nbsp; a altern\u00e2ncia de governos de direita e de \u00abesquerda\u00bb para frear essa polariza\u00e7\u00e3o. A derrota eleitoral de Orb\u00e1n, que contava com o apoio de Trump e Putin, demonstra que n\u00e3o existe um processo determinado de mudan\u00e7a autorit\u00e1ria na Europa, nem uma \u00abonda de direita\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto da crescente polariza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um crescimento relativo de grupos de ultradireita. Esse crescimento \u00e9 numericamente diferente em cada pa\u00eds e tem nuances diferentes. No caso da It\u00e1lia, esses grupos foram utilizados como apoio eleitoral a Meloni e n\u00e3o tiveram nenhum peso em sua pol\u00edtica de governo. O caso da Alemanha, com o crescimento eleitoral da AfD, deve ser, por outro lado, cuidadosamente observado.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma ofensiva ideol\u00f3gica da ultradireita em alguns setores da classe trabalhadora e da juventude, que precisamos enfrentar. Esta realidade obriga os ativistas a se organizarem frente a este setor e a organizar unitariamente a resposta massiva. Uma resposta que deve ser associada \u00e0 luta pelas reivindica\u00e7\u00f5es sociais e democr\u00e1ticas, ancorada nos locais de estudo, trabalho e de vida e acompanhada com a organiza\u00e7\u00e3o da autodefesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nossas tarefas e nosso programa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Analisamos a decad\u00eancia dos imperialismos europeus e a ofensiva antioper\u00e1ria e antipopular em andamento, que \u00e9 insepar\u00e1vel do movimento em dire\u00e7\u00e3o a Estados e governos cada vez mais autorit\u00e1rios que futuros governos de ultradireita poderiam recrudescer. Mas tamb\u00e9m vimos o enfrentamento e a disposi\u00e7\u00e3o das massas para lutar. O caminho passa ent\u00e3o por dar continuidade a essas lutas, tentando organizar a classe trabalhadora, a juventude e os setores oprimidos com independ\u00eancia de classe, de todos os blocos burgueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o tem nada a ver com a constru\u00e7\u00e3o das chamadas Frentes antifascistas, que surgem em per\u00edodo eleitoral. Al\u00e9m de que \u00e9 est\u00e9ril limitar-se a combater a ofensiva da ultradireita no \u00e2mbito parlamentar, essas frentes eleitorais levam nossa classe a ficar subordinada a um pacto com organiza\u00e7\u00f5es que respondem a distintos setores da burguesia, que defendem interesses contr\u00e1rios aos nossos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os partidos social-democratas h\u00e1 muito fazem parte do sistema do qual se apresentam como \u201co mal menor\u201d. Quanto aos poucos partidos comunistas residuais que ainda persistem e \u00e0 esquerda institucional que nesses anos apareceu como alternativa \u00e0 social-democracia, seu objetivo tem sido levar ao redil institucional o importante processo de contesta\u00e7\u00e3o que houve no continente ap\u00f3s a crise de 2008. Depois de fazer parte dos distintos governos burgueses, esses partidos se encontram agora em um avan\u00e7ado processo de decomposi\u00e7\u00e3o. A extrema direita que com sua demagogia consegue dividir e desorganizar nossa classe, se nutre da decep\u00e7\u00e3o que provoca e continua provocando a trai\u00e7\u00e3o desses partidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, da juventude e de todos os setores oprimidos implica desenvolver estruturas democr\u00e1ticas em nossos bairros, centros de trabalho e estudo para que todos os setores em luta possam se coordenar. E deve incluir sua autodefesa diante das poss\u00edveis agress\u00f5es fascistas e da brutalidade policial dos Estados, que s\u00e3o quem det\u00e9m o monop\u00f3lio da viol\u00eancia, deixando de lado tanto as tend\u00eancias pacifistas quanto as tend\u00eancias individualistas e espontane\u00edstas.<\/p>\n\n\n\n<p>A propaganda e a luta ideol\u00f3gica contra a ultradireita, direcionada especialmente \u00e0 juventude trabalhadora e estudantil, t\u00eam tamb\u00e9m uma import\u00e2ncia capital. Nas lutas oper\u00e1rias, \u00e9 urgente romper com o isolamento e a dispers\u00e3o, superando as dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas. Outro aspecto relevante \u00e9 a solidariedade internacional e a luta unificada por objetivos comuns em escala da UE. Uma solidariedade que diz respeito a uma Europa mais ampla do que a UE, abra\u00e7ando a luta da resist\u00eancia ucraniana, e que, por supuesto, deve se estender para fora de suas fronteiras imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um programa de c\u00e2mbio real deve articular-se em torno de exigir:<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Uma reorganiza\u00e7\u00e3o geral da economia com base nas necessidades sociais e na sustentabilidade ambiental, expropriando os setores estrat\u00e9gicos da economia, colocando-os sob controle das e dos trabalhadores.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o ao plano de rearmamento da UE. Redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do gasto militar, retirada de todos os destacamentos militares europeus da \u00c1frica, L\u00edbano ou \u00c1sia, dissolu\u00e7\u00e3o da OTAN e desmantelamento das bases norte-americanas na Europa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Para garantir a defesa dos povos frente a poss\u00edveis agress\u00f5es, propomos um ex\u00e9rcito baseado na instru\u00e7\u00e3o militar universal, sustentado no princ\u00edpio democr\u00e1tico do povo armado e por ele controlado. Esta \u00e9 nossa alternativa ao ex\u00e9rcito profissional e \u00e0 sua casta de oficiais a servi\u00e7o do capital<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Apoiamos as lutas de autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos oprimidos que enfrentam as agress\u00f5es imperialistas, como \u00e9 a guerra de liberta\u00e7\u00e3o nacional da resist\u00eancia ucraniana frente \u00e0 invas\u00e3o russa. Isto, apesar de que a dire\u00e7\u00e3o desta guerra seja hoje o governo burgu\u00eas de Zelensky \u2013 ao qual n\u00e3o damos nenhum apoio pol\u00edtico \u2013 e reiterando nossa oposi\u00e7\u00e3o ao aumento do gasto militar nos pa\u00edses da UE. Apoiamos o direito da Ucr\u00e2nia e de outros povos oprimidos a exigir e obter armas para defender-se e impulsamos iniciativas de solidariedade de classe que reforcem os setores mais conscientes dos movimentos de luta e resist\u00eancia.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0.<br>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Abaixo o Pacto europeu de imigra\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o de todas as leis de imigra\u00e7\u00e3o, fechamento dos Centros de Internamento; reconhecimento dos direitos de nacionalidade aos imigrantes em solo europeu e pelo direito ao ref\u00fagio aos que fogem das guerras e da morte. Dissolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Europeia da Guarda de Fronteiras e Costas (Frontex). \u00a1Nativo ou estrangeiro, a mesma classe oper\u00e1ria!\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br>\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Lutamos para que a classe trabalhadora tome em suas m\u00e3os a luta ambiental e exija medidas para proteger-nos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica no uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis e por uma verdadeira transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que freie a cat\u00e1strofe ambiental em marcha.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Alian\u00e7a entre as organiza\u00e7\u00f5es da classe oper\u00e1ria e os pequenos propriet\u00e1rios do meio rural para acabar com a PAC neoliberal e os tratados de livre com\u00e9rcio e em defesa de medidas de transi\u00e7\u00e3o para uma agricultura e pecu\u00e1ria sustent\u00e1veis que garantam ingressos dignos, assim como uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel ao alcance da classe trabalhadora.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pelo retorno \u00e0s m\u00e3os p\u00fablicas de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos privatizados (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, aten\u00e7\u00e3o social, infraestrutura p\u00fablica, cultura). Aumento dr\u00e1stico do or\u00e7amento para preven\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra toda forma de viol\u00eancia aos setores mais oprimidos de nossa classe.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>9.\u00a0 Um programa com essas caracter\u00edsticas \u00e9 incompat\u00edvel com pertencer \u00e0 UE. Neste mundo globalizado, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o em escala de um pa\u00eds. Frente \u00e0 UE, defendemos os Estados Unidos Socialistas da Europa que unifiquem sobre bases livres e solid\u00e1rias, a economia e os povos da Europa.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Construamos juntos um partido da classe trabalhadora, socialista, revolucion\u00e1rio e internacionalista no caminho da reconstru\u00e7\u00e3o da IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lutar por essas medidas implica a constru\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es socialistas revolucion\u00e1rias em cada um dos pa\u00edses que tenham como horizonte, a constru\u00e7\u00e3o de um partido mundial da revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o falamos de partidos eleitoralistas e parlamentaristas, embora possamos e devamos participar das elei\u00e7\u00f5es, utilizando as institui\u00e7\u00f5es como tribuna revolucion\u00e1ria, mas sim de partidos para organizar as lutas e levar a classe trabalhadora ao poder, com o objetivo de mudar o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que estamos ainda muito longe do partido que a humanidade precisa para o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o socialista. Mas estamos convencidos de que n\u00e3o h\u00e1 outro caminho, nem atalhos para chegar a ele e que esta \u00e9 hoje a tarefa mais importante que temos pela frente as e os revolucion\u00e1rios. \u00c9 por isso que convidamos a todas e todos os ativistas que dia a dia lutam nos diferentes \u00e2mbitos da luta social, a se somar \u00e0s fileiras da LIT; uma organiza\u00e7\u00e3o internacional que tem como objetivo a reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional, com todas aquelas organiza\u00e7\u00f5es com as quais compartilhamos um programa e uma estrat\u00e9gia comum.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Firman:<\/em><\/strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp; PDAC- Se\u00e7\u00e3o da LIT na It\u00e1lia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Corrente Roja-Se\u00e7\u00e3o da LIT n<\/em>o Estado Espanhol<\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em Luta-Se\u00e7\u00e3o da LIT em Portugal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como explicamos na primeira parte deste artigo, a Uni\u00e3o Europeia (UE), o dispositivo unit\u00e1rio do grande capital dos pa\u00edses europeus criado em um mundo onde a supremacia norte-americana era indiscut\u00edvel, \u00e9 filha de uma ordem mundial em crise, que n\u00e3o existe mais tal como a conhec\u00edamos ap\u00f3s a segunda guerra mundial. 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