{"id":82738,"date":"2026-06-18T18:07:58","date_gmt":"2026-06-18T18:07:58","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82738"},"modified":"2026-06-18T18:07:59","modified_gmt":"2026-06-18T18:07:59","slug":"crise-existencial-da-ue-e-como-enfrentar-os-ataques-que-estao-por-virparte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/06\/18\/crise-existencial-da-ue-e-como-enfrentar-os-ataques-que-estao-por-virparte-1\/","title":{"rendered":"Crise existencial da UE e como enfrentar os ataques que est\u00e3o por vir(Parte 1)"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A Uni\u00e3o Europeia (UE), o dispositivo unit\u00e1rio do grande capital dos pa\u00edses europeus criado em um mundo onde a supremacia norte-americana era indiscut\u00edvel, \u00e9 filha de uma ordem mundial em crise, que n\u00e3o existe mais tal como a conhec\u00edamos ap\u00f3s a segunda guerra mundial. Neste quadro convulso, a UE entrou em uma crise existencial, com sua economia em decad\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos EUA e \u00e0 China e sentenciada pela nova pol\u00edtica exterior de Trump, que se prop\u00f5e explicitamente desmantel\u00e1-la.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A palavra que define a rela\u00e7\u00e3o da UE com Trump \u00e9 submiss\u00e3o. Uma postura que se manifestou em seu submetimento diante do genoc\u00eddio sionista em Gaza e na Cisjord\u00e2nia, a aceita\u00e7\u00e3o da imposi\u00e7\u00e3o trumpista de tarifas, ou a cumplicidade com a interven\u00e7\u00e3o norte-americana na Venezuela. A oposi\u00e7\u00e3o apenas superficial dos principais governos europeus e da pr\u00f3pria Comiss\u00e3o Europeia \u00e0 agress\u00e3o imperialista dos EUA e de Israel contra o Ir\u00e3, \u00e9 produto das consequ\u00eancias econ\u00f4micas para a Europa dessa guerra e da rejei\u00e7\u00e3o das massas \u00e0s pol\u00edticas de Trump e do sionismo, mas n\u00e3o muda o car\u00e1ter das rela\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas da UE com os EUA. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A UE vive uma crise existencial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A UE surgiu em 1993 ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o capitalista na Europa Oriental e a unifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3, sob a iniciativa do capitalismo germ\u00e2nico em alian\u00e7a com o capitalismo franc\u00eas. Ambos buscavam avan\u00e7ar na assimila\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do Leste, dar um salto na integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do continente em torno de suas empresas monopolistas e se fortalecer como bloco imperialista a n\u00edvel internacional, sem questionar o dom\u00ednio estrat\u00e9gico dos Estados Unidos sobre o continente. A UE nunca buscou criar uma estrutura estatal unificada. Pelo contr\u00e1rio, as burguesias nacionais, aliadas mas competidoras entre si, em nenhum momento se propuseram a prescindir de seu pr\u00f3prio Estado nacional. Os organismos da UE, por sua vez, facilitavam o dom\u00ednio do capitalismo alem\u00e3o e franc\u00eas sobre os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise existencial que vive hoje a UE vem dada pelo entrela\u00e7amento de dois fatores principais: a decad\u00eancia econ\u00f4mica e geoestrat\u00e9gica da Alemanha e Fran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos EUA e China por um lado, e a nova <em>Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional<\/em> (ESN) de Trump, que inclui o desmantelamento da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump quer reduzir a UE a uma mera zona de livre com\u00e9rcio, de maneira que suas rela\u00e7\u00f5es com cada Estado europeu possam ser conduzidas separadamente, sem um artefato como a UE que interfira e possa aspirar a uma certa autonomia estrat\u00e9gica sustentada nos velhos imperialismos europeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump quer um espa\u00e7o submisso, pagando tarifas aos EUA, mantendo suas bases militares e preservando o dom\u00ednio sem barreiras de seus oligop\u00f3lios tecnol\u00f3gicos, financeiros, armamentistas e energ\u00e9ticos. No documento oficial da ESN, a Administra\u00e7\u00e3o Trump apoia de forma expl\u00edcita a ultradireita europeia, os chamados <em>partidos patri\u00f3ticos<\/em> antieuropeus, como o AfD alem\u00e3o ou Vox no Estado espanhol. Na vers\u00e3o \u201cn\u00e3o oficial\u201d da ESN filtrada para a imprensa norte-americana, chegam a falar de promover o abandono da UE por parte da Hungria, \u00c1ustria, Pol\u00f4nia e It\u00e1lia. <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trump chegou a amea\u00e7ar se apropriar da Groenl\u00e2ndia, a grande ilha \u00e1rtica anexada h\u00e1 tr\u00eas s\u00e9culos pela Dinamarca, membro da UE e da OTAN. A retirada t\u00e1tica norte-americana de seus planos de anexa\u00e7\u00e3o permitiu que as divis\u00f5es internas da UE n\u00e3o tenham vindo \u00e0 tona. Trump marginalizou totalmente a UE de suas negocia\u00e7\u00f5es com Putin para pactuar o fim da guerra e dividir a Ucr\u00e2nia. Da mesma forma, chegou a insinuar que poderia se desinteressar pelo apoio militar aos pa\u00edses europeus da OTAN em caso de sofrer uma interven\u00e7\u00e3o russa, questionando a pr\u00f3pria OTAN.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump for\u00e7ou a declara\u00e7\u00e3o da OTAN para aumentar at\u00e9 5% do PIB os or\u00e7amentos militares (3,5% diretamente em armamento e 1,5% em infraestruturas vinculadas), o que vai significar um verdadeiro neg\u00f3cio para as empresas norte-americanas de armamento e de tecnologias associadas \u00e0 guerra, como Palantir.<\/p>\n\n\n\n<p>A subordina\u00e7\u00e3o dos diferentes ex\u00e9rcitos nacionais europeus em rela\u00e7\u00e3o aos EUA atrav\u00e9s da OTAN e sua depend\u00eancia das grandes corpora\u00e7\u00f5es armamentistas norte-americanas \u00e9 (com a exce\u00e7\u00e3o relativa da Fran\u00e7a) estrutural e colossal. O programa do futuro avi\u00e3o europeu de combate (FCAS) vive uma profunda crise devido \u00e0 rivalidade industrial e estrat\u00e9gica entre Fran\u00e7a e Alemanha, que prefere depender militarmente dos EUA antes de se submeter \u00e0 Fran\u00e7a. As compras do avi\u00e3o F-35 norte-americano e de sistemas como o dos m\u00edsseis Patriot por parte da Alemanha e de uma grande maioria de pa\u00edses da UE, implicam a depend\u00eancia operativa-tecnol\u00f3gica dos EUA. <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Perspectivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto da UE, que j\u00e1 mostrou todos os seus limites ap\u00f3s a crise da d\u00edvida em 2010-2011, em um mundo de conflito interimperialista, \u00e9 um fracasso total. A rivalidade entre as tr\u00eas grandes pot\u00eancias imperialistas (EUA, China e R\u00fassia) afeta os diferentes interesses dos pa\u00edses europeus, o que dificulta cada vez mais encontrar uma linha comum, e amplia por sua vez a brecha entre as pot\u00eancias europeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 bom deixar claro que, apesar das m\u00faltiplas crises e desafios que enfrenta, interna e externamente, a UE tenta reverter total ou parcialmente o processo atual.<\/p>\n\n\n\n<p>A UE n\u00e3o \u00e9 uma pedra que rola em dire\u00e7\u00e3o ao abismo, mas disp\u00f5e de poderosas for\u00e7as vivas, sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas, de um mercado interno poderoso, uma moeda forte, m\u00e3o de obra qualificada, capital pr\u00f3prio e conserva um n\u00facleo de grandes empresas. Tem tamb\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o militar e ferramentas para enfrentar a guerra econ\u00f4mica proposta por Trump, inclusive por meio de taxas impostas \u00e0s empresas financeiras e \u00e0 tecnologia americana.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma tentativa das pot\u00eancias imperialistas europeias de superar a depend\u00eancia dos EUA na produ\u00e7\u00e3o b\u00e9lica. Um exemplo \u00e9 o projeto conjunto entre Reino Unido, It\u00e1lia e Jap\u00e3o para desenvolver um ca\u00e7a de sexta gera\u00e7\u00e3o para o ano de 2035 (que conta com a oposi\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, mas ao qual a Alemanha poderia se juntar) e o de um tanque que deveria ser produzido em uma empresa conjunta entre a alem\u00e3 Rheinmetall e a italiana Leonardo, dois dos maiores produtores de armas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos dizer agora qual vai ser o resultado deste processo. A UE pode permanecer como hoje, embora v\u00e1rios de seus pa\u00edses continuem sua descida como elo da hierarquia imperialista mundial, ou mesmo a UE pode explodir, com pa\u00edses como Fran\u00e7a e Alemanha que tentar\u00e3o se reacomodar e frear sua descida. O que \u00e9 certo \u00e9 que a UE, assim como foi nos \u00faltimos quarenta anos, n\u00e3o pode garantir os interesses dos pa\u00edses imperialistas europeus como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra na Ucr\u00e2nia e a Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise da UE tamb\u00e9m se evidencia claramente na invas\u00e3o imperialista russa da Ucr\u00e2nia. Cabe recordar que nos primeiros dias desta, todos os governos europeus aconselharam Zelensky a abandonar Kiev, o que teria levado \u00e0 anexa\u00e7\u00e3o do Donbass \u00e0 R\u00fassia e \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de um governo afim a Putin no resto da Ucr\u00e2nia. A Uni\u00e3o Europeia estava disposta a ceder diante dos interesses do imperialismo russo, fazendo com que as massas ucranianas pagassem as consequ\u00eancias. No entanto, o plano de Putin foi frustrado pela resist\u00eancia popular na Ucr\u00e2nia, que o obrigou a travar mais de quatro anos de guerra que est\u00e3o minando os pr\u00f3prios alicerces de seu regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia foram obrigados \u2014contra sua vontade\u2014 a apoiar o esfor\u00e7o b\u00e9lico do governo de Zelensky para impedir que a resist\u00eancia popular ucraniana escapasse do controle da burguesia. Limitaram-se a enviar algumas armas antigas para apoiar a Ucr\u00e2nia, aproveitando a oportunidade para justificar aumentos no gasto militar que nada tinham a ver com o apoio \u00e0 resist\u00eancia. A inten\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses imperialistas europeus, depois que Trump limitou significativamente o j\u00e1 insuficiente apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia, era convencer o governo ucraniano a aceitar uma solu\u00e7\u00e3o negociada para o conflito, cedendo essencialmente o Donbass e a Crimeia a Putin. Zelensky estaria aberto a essa solu\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o pusesse em grave perigo a ordem burguesa na Ucr\u00e2nia devido \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o de quem lutou com armas na m\u00e3o contra as for\u00e7as invasoras.<\/p>\n\n\n\n<p>As se\u00e7\u00f5es europeias da LIT-CI apoiamos a resist\u00eancia ucraniana e o direito da Ucr\u00e2nia \u00e0 independ\u00eancia, qualquer que seja seu governo no poder. Defendemos a derrota \u2014sem se importar com desculpas\u2014 da invas\u00e3o imperialista russa e nos opomos ao aumento do gasto militar nos pa\u00edses da UE. No entanto, advertimos as massas trabalhadoras e populares ucranianas que os pa\u00edses da UE n\u00e3o s\u00e3o seus aliados, uma vez que pretendem substituir a ocupa\u00e7\u00e3o de Putin para impor\u00a0 seu dom\u00ednio econ\u00f4mico (inclusive atrav\u00e9s da reconstru\u00e7\u00e3o futura). E o governo de Zelensky est\u00e1 disposto a entregar a Ucr\u00e2nia ao imperialismo ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isso, os trabalhadores e a resist\u00eancia ucraniana devem lutar contra a invas\u00e3o russa ao mesmo tempo em que buscam desenvolver suas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es de classe, democr\u00e1ticas em seu funcionamento, e independentes do governo, nas quais estejam representadas todas as for\u00e7as que lutam pela verdadeira independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia frente aos predadores imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A UE e seus estados contra os trabalhadores e os povos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O problema do armamento \u00e9 um claro reflexo do&nbsp; problema de fundo que sofrem as pot\u00eancias europeias, isto \u00e9, as rivalidades nacionais, entre os principais imperialismos que comp\u00f5em a UE, em particular entre a Alemanha e a Fran\u00e7a. Uma rivalidade de interesses que impede que possam ser aplicadas as medidas do famoso Relat\u00f3rio Draghi, destinadas a deter e reverter o acelerado decl\u00ednio da UE como pot\u00eancia imperialista mundial, inevit\u00e1vel, segundo seu autor, se a UE n\u00e3o der um salto qualitativo em sua integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta rivalidade de interesses torna muito dif\u00edcil dar passos substanciais em dire\u00e7\u00e3o a uma real unifica\u00e7\u00e3o que s\u00f3 poderia ocorrer se houvesse avan\u00e7os qualitativos em uma unifica\u00e7\u00e3o estatal entre Alemanha e Fran\u00e7a que arrastasse, de passo, o resto dos pa\u00edses europeus. Somente convertidas em uma pot\u00eancia imperialista unificada, as pot\u00eancias europeias poderiam contar em uma ordem mundial marcada pela rivalidade entre o imperialismo norte-americano e chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesar da propaganda da Europa democr\u00e1tica, ou das reivindica\u00e7\u00f5es do direito internacional, com o presidente espanhol, Pedro S\u00e1nchez \u00e0 frente, a UE \u00e9 uma agrupa\u00e7\u00e3o de estados capitalistas, v\u00e1rios deles imperialistas, cujo fim \u00e9 ter as melhores condi\u00e7\u00f5es para explorar a classe trabalhadora europeia e&nbsp; do resto do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A batalha por uma verdadeira Europa unida que a classe trabalhadora e os povos precisamos, s\u00f3 pode passar pela luta para alcan\u00e7ar os Estados Unidos Socialistas da Europa, baseados na destrui\u00e7\u00e3o dos atuais estados imperialistas e na instaura\u00e7\u00e3o de um poder socialista internacionalista e solid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a atual UE, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel esperar mais ataques, nos quais a resposta dos grandes oligop\u00f3lios europeus e dos governos a seu servi\u00e7o \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de:<\/p>\n\n\n\n<p>1\/ uma ofensiva estrat\u00e9gica, com a Alemanha e a Fran\u00e7a na linha de frente, contra as conquistas econ\u00f4micas e sociais da classe trabalhadora, em particular as identificadas com o <em>Estado de bem-estar<\/em>, como as aposentadorias p\u00fablicas, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o ou a cobertura do desemprego, acompanhada de uma onda de dezenas de milhares de demiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>2\/ ataques aos direitos democr\u00e1ticos, recentemente evidenciados na repress\u00e3o dos movimentos de protesto contra o genoc\u00eddio israelense em Gaza e na Cisjord\u00e2nia, com os Estados adotando caracter\u00edsticas cada vez mais autorit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>3\/ impulso desbocado ao rearme e \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses com a guerra da Ucr\u00e2nia como pretexto, quando o certo \u00e9 que os governos europeus nunca apoiaram militarmente a Ucr\u00e2nia o suficiente para repelir eficazmente a invas\u00e3o. Esses planos, que incluem a reintrodu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar com a Alemanha e a Fran\u00e7a \u00e0 frente, s\u00e3o feitos em nome da seguran\u00e7a europeia e da busca por uma mentirosa autonomia estrat\u00e9gica e se apresentam, ao mesmo tempo, como o grande rem\u00e9dio para a moderniza\u00e7\u00e3o produtiva e frente \u00e0 crise.<\/p>\n\n\n\n<p>4\/ agravamento substancial do tratamento \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, com a ultradireita arrastando a direita desde o pr\u00f3prio Parlamento europeu e nos pa\u00edses, aprovando cortes de cotas, per\u00edodos de deten\u00e7\u00e3o prorrog\u00e1veis ou centros de deporta\u00e7\u00e3o extracomunit\u00e1rios em pa\u00edses t\u00e3o \u201c<em>democr\u00e1ticos<\/em>\u201d como Egito ou Tun\u00edsia.<\/p>\n\n\n\n<p>5\/ marcha atr\u00e1s nas escassas e limitadas restri\u00e7\u00f5es ambientais na Europa, ao mesmo tempo que acordos como o do Mercosul, que aumentam o saque e a destrui\u00e7\u00e3o ambiental de outros pa\u00edses, enquanto se acelera a mudan\u00e7a clim\u00e1tica sem precedentes que retroalimenta a crise. <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>PDAC &#8211; Se\u00e7\u00e3o da LIT na It\u00e1lia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Corriente Roja-Se\u00e7\u00e3o da LIT na E.Espanhola<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em Luta-Se\u00e7\u00e3o da LIT em Portugal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE), o dispositivo unit\u00e1rio do grande capital dos pa\u00edses europeus criado em um mundo onde a supremacia norte-americana era indiscut\u00edvel, \u00e9 filha de uma ordem mundial em crise, que n\u00e3o existe mais tal como a conhec\u00edamos ap\u00f3s a segunda guerra mundial. 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